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Acessibilidade zero no bairro de Ponta Negra, por Rodolfo Alves


O tão prestigiado bairro de Ponta Negra não foge à regra do resto da cidade no quesito acessibilidade para pessoas com deficiência, Idoso e pessoas com dificuldade de locomoção.

Das avenidas a ruas menos movimentadas, se locomover nas calçadas é um verdadeiro suplício, em muitos lugares até mesmo para as pessoas sem nenhuma deficiência ou limitações temporária.

Diferente do conjunto, a Vila de Ponta Negra consegue ter em suas ruas principais condições ainda mais desfavoráveis, mas isso não quer dizer que estas estejam num patamar muito inferior aos dos conjuntos Ponta Negra e Alagamar. As ruas, becos e vielas em que os carros disputam com raízes de árvores espaço nas calçadas, deixando-as mais estreitas e impedindo que os cidadãos exerçam o direito básico de ir e vir.

O Comércio do bairro é outro desrespeito aos moradores e turistas, em geral os estabelecimentos comerciais não possuem acesso para os deficientes e não respeitam a lei de vagas preferenciais, ressalvadas situações bizarras como shoppings e restaurantes. Há uma grande quantidade de barreiras metálicas em frente à entrada, buracos e batentes, o que é um perigo tanto para deficientes como para idosos e diminui ainda mais o já reduzido espaço para a passagem de cadeirantes.

Já a Avenida Praia de Ponta Negra, mesmo carregando o status de ser uma das principais avenidas e levar o nome do bairro, esta longe de se enquadrar nos quesitos de acessibilidade. Há trechos com obras inacabadas, buracos aos montes, entulhos e lixos ocupam as calçadas por inteiro. Não é possível que a prefeitura não tenha condições de fiscalização para a realização dessas obras para que elas não tirem a ordem das ruas!

Praças e paradas de Ônibus

Andar pelo bairro de Ponta Negra é como percorrer em uma pista de obstáculos. Parece que o bairro incorporou o espírito das Olimpíadas, pondo os pedestres em um verdadeiro circuito. A cada novo trecho um obstáculo diferente aparece à frente. Sejam buracos, barras de ferros, pedras portuguesas soltas nos calçadões. Já nas praças, ausência de rampas "ou mal construídas" em lugares que deveriam ser facilitadores, e não mais um problema para a locomoção.

Já o acesso às paradas de ônibus é uma verdadeira maratona, o esforço para vencer os buracos e batentes (de uma calçada para outra) ou chegar ao outro lado da rua é necessário ser um saltador olímpico. Entretanto, isso não é tudo, pois após atravessar ruas sem faixa de pedestres, andar por calçadas esburacadas e irregulares sem rampas de acesso, tem outro problema que a falta de ônibus adaptados em horários de pico para que os usuários com deficiência possa trabalhar, estudar, ir a médicos ou até mesmo lazer.

Calçadas

Tão polêmica quanto à questão da acessibilidade é a que envolve a manutenção das calçadas da capital. De acordo com a lei municipal, a responsabilidade é dos proprietários dos imóveis – a não ser em alguns casos, cabem à prefeitura a fiscalização e aplicação de multa.

"As calçadas da cidade ainda são responsáveis por acidentes cotidianos e diversas reclamações." Natal recentemente foi avaliada e reprovada como umas das piores cidades do Brasil. A Secretaria Municipal de Urbanismo detém a competência sobre a fiscalização, mas a maioria das notificações depende de denúncia por parte da população, mas não há um levantamento formal da real condição de conservação em que se encontram as calçadas da capital.

@RodolfoAlves84 | Publicitário e Esp. Em Gestão Pública
* Fonte: 

Obras de mobilidade na Eng. Roberto Freire em Ponta Negra não necessitam de desapropriações + 8 questionamentos sobre o projeto

>>> Lembrem-se que a primeira versão do projeto não estavam previstas ciclovias, calçadão e corredor para ônibus (isso por que é um projeto destinado à MOBILIDADE URBANA!! Felizmente reivindicamos e algumas coisas foram atendidas. Mas ainda restam dúvidas:
1. A obra entra na área preservada?
2. E o Exército, o que diz disso?
3. Vão fazer Audiência Pública sobre o projeto quando?
4. Quanto vai custar?
5. Quando começa e quando termina? (previsão pelo menos!)
6. Quais serão as alternativas para o trânsito durante a construção?
7. As ruas paralelas internas, dentro do bairros, serão sinalizadas e preparadas para atender a demanda?
8. E a via depois da Feirinha de Artesanato, voltará a ser um funil?



Tribuna do Norte - 20 de Março de 2012

Roberto Lucena - Repórter

As desapropriações de imóveis são, atualmente, o gargalo que emperram as obras de mobilidade urbana com vistas para a Copa do Mundo 2014. No entanto, esse não será o problema pelo menos para uma das intervenções de grande impacto na capital do Rio Grande do Norte: a reestruturação da avenida Engenheiro Roberto Freire. Segundo a titular da secretaria de Estado de Infraestrutura (SIN), Kátia Pinto, a obra não prevê a desapropriação de nenhum imóvel na região.  
A nova Engenheiro Roberto Freire, será uma via expressa de 4 km, com doze pistas - o dobro das existentes no traçado atual. Incluída na matriz de responsabilidade da Copa 2014, a obra vai custar R$ 220 milhões. Esse valor, definido  no Projeto Executivo, é quase quatro vezes maior que o previsto no projeto básico (R$ 57 milhões). As novas pistas serão construídas em túneis. A outra opção seria a construção de viadutos. "Mas esse tipo de construção está deixando de ser feita. Polui-se muito o ambiente construindo viadutos. Além disso, precisaríamos desapropriar muitos imóveis se escolhêssemos esse modelo", disse.

Com a construção dos túneis, a secretária acredita que não haverá desapropriação de nenhum comércio. A confirmação será apresentada na próxima sexta-feira, quando for entregue o projeto. "Estou esperando o projeto das desapropriações ficar pronto. O que posso adiantar é que não haverá desapropriação de imóvel de particular. O máximo que pode ocorrer são algumas entradas em calçadas", explicou Kátia.

Para tocar o projeto da reestruturação da Roberto Freire, a SIN teve que se adequar a algumas exigências do Ministério das Cidades. Foram incluídos ciclovias e o corredor exclusivo para ônibus. O que acabou aumentando o número de pistas - antes estava previsto 10 faixas -  e, por consequência, o aumento do custo. O calçadão e o canteiro central serão mantidos. Kátia informou que alguns documentos já foram entregues à Caixa Econômica Federal e que, atualmente, aguarda autorização do Ministério do Planejamento e Ministério das Cidades para seguir com o cronograma. "Com essas autorizações do Governo Federal, mais o aval da Caixa, entrego os projetos. Com a aprovação do projetos, publico o edital", disse.

A obra será a primeira do Estado a participar do Regime Diferenciado de Contratação - aprovado pelo Governo Federal para obras relacionadas à Copa do Mundo. Nessa modalidade, os prazos de licitação são menores. Não há data fixada para início da obra, mas a construção deve durar um ano e meio para ser concluída.

Em entrevista concedida  a Rádio Globo, nessa semana, o titular da Secopa, Demétrio Torres, afirmou que os contratos de financiamento serão assinados no final deste mês. "Esse foi o tempo que se consumiu para formulação dos projetos e para trabalhar a liberação das obras nos órgãos competentes. No caso de Ponta Negra, o processo de licitação será iniciado tão logo haja a garantia dos recursos, com mais 90 dias acredito que termos também a liberação da ordem de serviço para o projeto da Roberto Freire".
As adequações na Roberto Freire incluem ainda faixas de segurança e aumento no número de passarelas de uma para cinco. O projeto contempla a ampliação do viaduto de Ponta Negra. Construída na década de 70, a avenida passou pela última grande reforma em 2007, com a duplicação do viaduto de Ponta Negra, dentro das obras da BR 101.

A nova Roberto Freire
Com a obra, o número de pistas existentes na avenida dobrará. Atualmente, são seis faixas. O projeto prevê seis novas pistas que serão construídas em túneis.
A Roberto Freire contará com corredor exclusivo para ônibus, ciclovia e as plataformas de ônibus serão construídas próximas ao canteiro central da via, ao modelo de como é hoje na avenida Bernardo Vieira.
Outros detalhes
Passarelas
Serão cinco no total:
- Em frente ao Nordestão;
- Em frente ao Extra (será reformada);
- Em frente à UnP;
- Em frente ao Banco do Brasil;
- Em frente ao Praia Shopping

Paradas de ônibus
Os acessos às plataformas de embarque serão nos pontos onde haverão semáforos  (dotados de faixas de pedestres), sempre nas vias locais, exceto em frente ao Extra e UnP. Nesses pontos, as passarelas também serão dotadas de uma rampa central, dando acesso às paradas.

A avenida
A avenida Engenheiro Roberto Freire (RN-063) foi construída entre 1974 e 1975. Possui 4 km de extensão (entre o viaduto de Ponta Negra e a Feirinha de Artesanato). Atualmente, conta com nove semáforos, uma lombada eletrônica e um radar eletrônico.

O uso de bicicleta engorda a sua conta bancária.

“É mais econômico andar de táxi ou manter um automóvel?” Quem já não parou pra pensar nisto? Esses dias isso aconteceu comigo e logo fui para o computador, alimentar uma planilha de excel. Coisa simples, estudo sem embasamento científico nenhum, mas na minha opinião, próximo da realidade da maioria dos usuários de automóveis, os que dirigem diariamente na cidade de Sampa. 

Curioso? Aí vai ele...

DEPRECIAÇÃO 
Um automóvel que custa R$ 35.000,00 quando zero Km, não é vendido por mais do que R$ 25.000,00 após 5 anos de uso. Mas estou dando um “colher de chá”....Calculei uma depreciação menor, de R$ 8.000,00
Depreciação no Período de 5 anos: R$ 8.000,00
Anual: R$ 1.600,00
Mensal: R$ 133,33
Diária: R$ 4,44

DESPESA COM MANUTENÇÃO
Sabemos que este item é bastante relativo. Depende muito da marca, modelo, motorista, sorte, etc...

Despesa com manutenção no Período de 5 anos: R$ 2.500,00
Anual: R$ 500,00
Mensal: R$ 41,00
Diária: R$ 1,66

DESPESA COM SEGURO
Normalmente, o valor do seguro de um veículo de R$ 35.000,00 sai em media por R$ 1.500,00/ano.
No período de 5 anos: R$ 7.500,00
Anual: R$ 1.500,00
Mensal: R$ 125,00
Diária: R$ 4,16

DESPESAS COM IPVA
O valor calculado para um veículo de R$ 35.000,00 ficou em media de R$ 900,00 por ano.
No período de 5 anos: R$ 4.000,00
Anual: R$ 900,00
Mensal: R$ 75,00
Diária: R$ 2,5

DESPESAS COM MULTAS
Calculei um mínimo de 3 pequenas multas por ano... 
No período de 5 anos: R$ 1.000,00
Anual: R$ 200,00
Mensal: R$ 16,66
Diária: R$ 0,55

DESPESAS COM COMBUSUTÍVEL
Fiz o calculo baseado no consumo de gasolina,. Um trajeto de 30Km por dia e um consumo médio de 10KM por litro de gasolina...
No período de 5 anos: R$ 12.000,00
Anual: R$ 2.400,00
Mensal: R$ 200,00
Diária: R$ 6,66

SERVIÇOS DE MANOBRISTA / ESTACIONAMENTOS OCASIONAIS
Vai me dizer que quando você sai na sexta-feira estaciona o carro na rua? E quando vai ao Shopping? Entrou no Shopping dançou...são em média R$ 6,00 de estacionamento. Calculei um gasto mínimo, com Vallet e estacionamentos ocasionais de R$ 100,00 por mês.
No período de 5 anos: R$ 3.600,00
Anual: R$ 720,00
Mensal: R$ 100,00
Diária: R$ 3,33 

CUSTO DO DINHEIRO 
Se você comprou um carro por R$ 35.000,00, além do veículo depreciar, e este item já está sendo levado em conta neste estudo, existe o custo desse dinheiro. Estou levando em conta uma aplicação na poupança para o valor de R$ 35.000,00 durante o período de 5 anos.
Rendimento no Período de 5 anos: R$ 12.683,00
Anual: R$ 2.536,00
Mensal: R$ 211,00
Diário: R$ 7,46

Sabe quanto custa manter um carro de R$ 35.000,00 pelo período de 5 anos?
A “bagatela” de R$ 53.988,00!!! Ou R$ 10.797,00 por ano, R$ 899,80 por mês, R$ 30,37 por dia....

O meu estudo foi além. Precisava comparar com outros meios de transporte. Aí vai...

Ficou definido pelo meu estudo que o custo com um carro é de R$ 30,37 por dia

ONIBUS/METRÔ
Se usarmos 2 ônibus, o custo diário seria em torno de R$ 6,00 e após 5 anos este valor seria de R$ 9.000,00

TAXI
Ainda é mais caro que um automóvel. Se usarmos o serviço para ir do centro pro bairro e voltar, o custo seria em torno de R$ 35,00 por dia. Mas se o taxi cair em um engarrafamento...

BICICLETA
Sem dúvida o mais econômico dos meios de transporte. Uma excelente bicicleta custa em torno de R$ 1.300,00. E mesmo jogando a bicicleta fora apos 3 anos de uso e comprando outra nova, o custo diário fica em torno de R$ 1,83.


A MELHOR ALTERNATIVA – BIKE + ÔNIBUS/METRÔ
A melhor alternativa é a integração dos transportes públicos com o uso da bicicleta. Destaco as bicicletas dobráveis DAHON. O custo de uma Dahon e duas passagens de ônibus ou de metrô, sai por dia R$ 7,83 

Essa mudança de hábito não é fácil. o uso de automóvel faz parte da nossa cultura. Mas pensando nos dias atuais, com tanto carro na rua, praticamente o “ir e vir” não acontece. Não saímos do lugar. E nós sabemos o desperdício que é, ficar parado, aborrecido, vendo R$ 53.988,00 indo pelo ralo...

por Ricardo Fiorini

.: CONVITE: Audiência Pública sobre implantação de ônibus híbridos em Natal

Convite para Audiência Pública

A OnG Baobá e a Federação de Ciclismo do RN, através do Deputado Mineiro, convidam para a Audiência Pública com o tema “Ônibus Coletivo Elétrico Híbrido para a Cidade do Natal/RN”.

A promoção da Saúde e da Educação requer um grande esforço perante os desafios das mudanças climáticas. Nesta perspectiva, propomos a construção de um modelo de negócio nos transportes públicos coletivos da cidade, sustentada na eficiência energética pelo desenvolvimento sócio-ambiental.

Programação:

Data: 12/11/2009 (quinta-feira)
Local: Assembléia Legislativa, Centro - Natal/RN
Horário: 9:30h

Maiores Informações:

Gabinete do deputado Mineiro - (84) 3232.5823
Armando Paiva – Federação de Ciclismo do RN - (84) 9401.2514
Haroldo Mota - OnG Baobá - (84) 9927.6555

Desde já, agradecemos o comparecimento a este importante ato de responsabilidade ambiental.

Atenciosamente,

Haroldo Mota
Diretor Presidente da Ong Baobá

Prefeitura de Natal - 19/03/08 :: SEMINÁRIO DISCUTE TRANSPORTE COLETIVO

O Seminário Sobre Mobilidade Urbana, Acessibilidade e Governo Eletrônico promovido pela Prefeitura do Natal, em parceria com a Universidade Federal e o Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia – Concite, prossegue nesta quarta-feira, no mini-auditório do Cefet. Ontem, 18, o palestrante foi o consultor da BHTRANS (MG), Marcelo Cintra que falou sobre alternativas de mobilidade urbana como ônibus, Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT) e até mesmo as bicicletas como forma de frear a política de motorização das grandes cidades brasileiras.

Para Marcelo é preciso valorizar o transporte público como alternativa de deslocamento nos municípios, além de otimizar a qualidade do espaço urbano, dentro de um ambiental sustentável. Somente teremos um quadro favorável no futuro com a mudança cultural e institucional. O especialista disse que é preciso definir um conjunto de metas que vão desde a priorização do transporte coletivo, a restrição de acesso ao transporte individual, rodízio até a criação de um pedágio urbano.

Outro destaque deste primeiro dia de conferência foi a apresentação da secretária adjunta de Transporte e Trânsito Urbano, Lúcia Rejane Xavier que falou sobre as ações que a Prefeitura do Natal vem realizando para valorizar o transporte coletivo na cidade. Lúcia Rejane destacou a criação do Terminal de Integração do Conjunto Soledade, a criação das Estações de Transferência, a av. Bernardo Vieira, o Programa Pró-Transporte na região Norte, a Tarifa Social, além das obras de reestruturação do sistema viário da Ribeira.

“Esse conjunto de metas e ações tiveram o objetivo maior de valorizar o usuário do transporte coletivo”, destaca a secretária adjunta da STTU. O Seminário prossegue hoje, 19, com os temas: “Estratégias Públicas: Desafios”, com o consultor Fernando Lobo; Exemplos de Gestão de Campinas, com Amilton Costa Lamas, e “Ações do Governo Federal” com Everson Lopes de Aguiar do Ministério do Planejamento.