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[24 julho] Ponta Negra: Prefeitura pede R$ 4 milhões à União

Tribuna do Norte - 24 de Julho de 2012

O Ministério da Integração aguarda documentos complementares para analisar o pedido de R$ 4 milhões, feito pela Prefeitura do Natal, para a reconstrução do calçadão de Ponta Negra. As informações compõe o plano de ação e são necessárias para o reconhecimento do estado de calamidade decretado pelo município e liberação de recursos. A previsão é que estas informações sejam entregues nesta terça-feira (24).
Rodrigo SenaTuristas tentam aproveitar as belezas naturais do lugar, apesar dos problemas estruturaisTuristas tentam aproveitar as belezas naturais do lugar, apesar dos problemas estruturais

"O plano de ação vai ditar quais e como serão feitas as ações, os custos, para formatar como o projeto será executado", explicou a secretária de obras públicas (Semopi), Tereza Cristina Vieira Pires.  Esta é última etapa para a regulamentação do decreto de calamidade. "Esperamos ainda esta semana o reconhecimento e os recursos", disse.

O projeto executivo, entretanto, ainda será elaborado e a secretária não descarta a possibilidade de contratação de mais de uma empresa para dar celeridade as obras. "Como se trata de obra sem licitação, devido o estado de calamidade, é possível a contratação de mais empresas para agilizar as obras de caráter emergencial de recomposição da estrutura original", disse Tereza Cristina.

Por ora, a Prefeitura mantém as ações de contenção, com a colocação de sacos de areia para evitar que o mar avance e derrube o que restou do calçadão. As obras iniciadas com a doação de big bags, por empresários do trade turístico, foram, retomadas ontem e devem ter continuidade nesta terça-feira.

Em audiência com o ministro Fernando Bezerra, na tarde de ontem, em Brasília, a prefeita Micarla de Sousa entregou dois relatórios produzidos pela Defesa Civil Municipal. Os documentos demonstram as necessidades para  a obra de recuperação do equipamento e aponta área afetada numa extensão total de 2,3 quilômetros.

Para sanar o problema, a chefe do executivo requer R$ 4.050. 800,00, dos quais R$ 3.674.000, 00 destinados à recuperação e reconstrução do calçadão e o restante para a recuperação dos trechos danificados das redes públicas de iluminação, esgotos e abastecimento d'água, além do replantio de arvores.

Os relatórios foram produzidos em conjunto pela Defesa Civil Municipal e as  Secretarias de Defesa Social (Semdes), Planejamento (Sempla), Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seturde), Serviços Urbanos (Semsur), Obras e Infraestrutura (Semopi), Urbana e Comunicação (Secom), além da Caern.

Um documento é a Notificação Preliminar de Desastre (Nopred), que aponta as áreas afetadas, causas do desastre e estimativa de danos materiais, ambientais e humanos. O segundo documento é a avaliação de danos, que apresenta a descrição completa das áreas afetadas.

A TRIBUNA DO NORTE encaminhou, via e-mail, questionamentos acerca da audiência, mas foi informada já no início da noite de ontem, pela assessoria de imprensa do Ministério da Integração, que a audiência ocorreu a portas fechadas e por isso não seriam repassadas informações.

Segundo informações da assessoria de comunicação do Município, o ministro  garantiu a celeridade na apreciação do pedido de recursos apresentado ao Governo Federal. A TN tentou contato com o chefe da Defesa Civil de Natal, Carlos Paiva, que não atendeu e não retornou as ligações.


Rodrigo SenaDestruído, calçadão de Ponta Negra foi interditado pela Justiça e aguarda reconstruçãoDestruído, calçadão de Ponta Negra foi interditado pela Justiça e aguarda reconstrução
Sinduscon propõe atenção permanente

Uma das soluções definitivas para a gestão da orla de Ponta Negra, surge por parte da iniciativa privada. O Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) propôs a solicitação do certificado internacional Bandeira Azul. O programa busca delimitar uma área  e assegurar a gestão permanente do equipamento.

O quadrilátero sugerido, explica o presidente do Sinduscon, Arnaldo Gaspar Júnior, vai desde o Morro do careca ao Hotel Rifóles e da beira-mar até a avenida Roberto Freire. A ideia, segundo ele, surgiu após o projeto Viver Ponta Negra, de recuperação das pedras portuguesas e doação de lixeiras. E foi apresentado pelo   professor do IFRN Ronaldo Diniz.

"É um programa de gestão permanente, onde o Município se submete ao modelo  de gestão de excelência internacional. É uma atenção especial a Ponta Negra, que deve ser pensada após a reconstrução", afirma. "As ações permite fomentar o turismo e facilita a captação de recursos junto a outras entidades", acrescenta Arnaldo Gaspar Júnior.

Para isso, lembra ele, "é preciso vontade política". Para recener a certificação, que se compara ao Iso de qualidade 900 para empresas, se exige que o município mantenha, por meio de parcerias, a prestação de serviços de excelência em diversas áreas. Entre elas, o monitoramento da qualidade da água, coleta de lixo regular, segurança dos banhistas, ordenação da orla,  controle de ambulantes, acessibilidade e paisagismo.

Além de requerer a inclusão junto ao Instituto Ambiental Ratones (IAR) - operador Nacional do Programa, criado pela Foundation for Environmental Education (FEE).

As praias e marinas inscritas no programa comprometem-se a cumprir os critérios distribuídos, com avaliações realizadas em três instâncias: operador nacional do programa, júri nacional e júri internacional.

Sugestões de leitores chegarão ao MP

O projeto Salve Ponta Negra, uma parceria entre a TRIBUNA DO NORTE e a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, irá levar as propostas de reestruturação urbana da orla de Ponta Negra. Durante os 15 dias em que esteve aberto para acesso dos leitores da TN, o projeto recebeu cerca de 200 sugestões.  Todos os depoimentos serão encaminhados para análise do MPE, e tabuladas pelos técnicos da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente. O resultado da participação dos leitores será apresentado durante audiência pública que será realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça no dia 16 de agosto, às 9h.

A partir desta audiência, poderão ser dados encaminhamentos para a construção do escopo de revitalização da praia.

O promotor de meio ambiente João Batista Machado ressaltou a importância da participação popular na construção de medidas que  devem permear as ações dos gestores na recuperação do calçadão e ordenamento da orla de Ponta Negra. "A parceria permitiu a participação popular na formatação dessas soluções. É um processo que será debatido com a sociedade, a academia e o mercado, conferindo maior autenticidade nas soluções. Quando apenas um órgão, seja a Prefeitura, o Ministério Público se dedica não tem a mesma efetividade como quando a sociedade participa do enfrentamento dos problemas", disse o promotor.

O diretor de Jornalismo da TN, Carlos Peixoto, destacou a satisfação para a TN em conferir, através do nível da maioria das sugestões enviadas, que "nossos leitores se mostraram conscientes e interessados em participar, com toda a seriedade que o assunto exige", da formulação de um projeto que leve a recuperação e a valorização da praia de Ponta Negra. "O papel do jornal na sociedade se inicia ao apontar o que está errado e precisa ser corrigido, e se completa ao sugerir soluções, como ocorreu nesta parceria com o MPE",  frisa o diretor.

[19 julho] Prefeitura realiza ações emergenciais em Ponta Negra

Atividades contam com o esforço de diversas secretarias, Urbana, Marinha e o Exército.

A Prefeitura do Natal anunciou, na quarta-feira (19), novos planos de emergência para o calçadão da Orla de Ponta Negra, em reunião com os secretários de Comunicação Social, Copa do Mundo FIFA 2014, Mobilidade Urbana, Obras Públicas e Infraestrutura, Segurança e Defesa Social, Serviços Urbanos, Turismo e Desenvolvimento Econômico e a Companhia de Serviços Urbanos (Urbana).

Uma das tarefas será a relocação de sete quiosques do calçadão para um local mais seguro. Também serão colocados sacos de areias para conter os avanços do mar e evitar que novos trechos sejam destruídos. A Marinha e o Exército também vão auxiliar nas ações emergenciais da praia.

Nesta quinta-feira (19), membros da Urbana e da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) estiveram ao local para remanejar os quiosques e também retirar estruturas do calçadão que ficaram na praia. A equipe do Nominuto.com tentou falar com o dono de um dos quiosques que foram remanejados, mas ele não quis fazer a entrevista.

Na próxima segunda-feira (23), a Prefeita Micarla de Sousa retornará a Brasília e vai enviar ao Ministério da Integração um relatório, elaborado pelas secretarias envolvidas, que falará as ações já desenvolvidas pelo município e o que será necessário para a recuperação de Ponta Negra. Assim, a verba será encaminhada para o estado.

De acordo com o secretário de Comunicação, Gerson de Castro, após a realização dessas medidas, também farão reformas nas orlas de outras praias urbanas da cidade para não correr o mesmo risco do que acontece em Ponta Negra. Ao todos, esses trabalhos poderão durar em torno de um ano ou mais.
Lara Paiva / Nominuto.com
Quiosques estão sendo transferidos para local mais seguro.

Até agora, o Executivo Municipal realizou o isolamento de 500 metros das áreas degradadas, limpeza da área afetada da praia com a participação de 70 garis da Urbana e uma retroescavadeira para retirada de entulhos, que foram reaproveitados para a contenção das encostas. Também foram colocadas placas de sinalização e os banhistas estão sendo alertado sobre as melhores áreas de acesso.

No último sábado (14), Micarla decretou a situação da orla da praia como estado de calamidade pública e na segunda (16), esteve em Brasília para expor a situação e dar início ao processo de reconhecimento pelo Governo Federal do estado de calamidade pública decretado pelo município. Com o reconhecimento da calamidade pública, a Prefeitura estará apta a receber os recursos necessários.

[19 julho] Ponta Negra: Prefeitura inicia amanhã trabalho conter desgaste do calçadão

Tribuna do Norte - 19 de Julho de 2012

A ação "urgencial" de contenção do desgaste do calçadão de Ponta Negra começa nesta sexta-feira (20), com a colocada de sacos de areia para diminuir o impacto da maré sobre a calçada. Quatrocentos sacos cedidos pelas empresas trade turístico do Rio Grande do Norte serão utilizados inicialmente nos trabalhos. Segundo a secretária de Obras Públicas e Infraestrutura, Tereza Cristina, após a observação deste primeiro serviço, os técnicos podem identificar se há necessidade de se colocar mais sacos.
saiba mais
As decisões foram tomadas na manhã de hoje, no Hotel Praia Mar, em Ponta Negra. Representantes do Município e da Marinha do
Rafael BarbosaSecretário decidiram plano de ação em reunião esta manhãSecretário decidiram plano de ação em reunião esta manhã
Brasil se reuniram para discutir o plano de ação. Os sacos medem 90 cm de largura, por 90 cm de comprimento, e 1,20m de altura. Metade deles será enterrada na areia, a uma profundidade de 50 cm, e a outra metade dará apoio para proteger o calçadão da força das águas.

A areia que irá encher os sacos será retirada da própria praia. As sacas vão ser levadas ao local, e após colocadas na profundidade determinada (50cm) vão ser enchidas e fechadas. O trabalho será realizado por homens da Semsur, Urbana e da Marinha, além de uma retroescavadeira. De acordo com Adier Azevedo, proprietário da Big Bag do Nordeste, especializada neste tipo de obra, o serviço a ser iniciado amanhã com os primeiros 400 sacos, se realizado com apenas uma escavadeira, vai demorar cerca de 2 dias para ser finalizado. Os secretários acordaram que iriam tentar conseguir outra máquina para acelerar o trabalho.TribunTribun

[17 julho] [+vídeo] Calçadão de Ponta Negra sem previsão de SOS

Diário de Natal - 17 de julho de 2012 

Não há data para chegada de recursos e início das obras de recuperação em Ponta Negra

Apesar da situação crítica e do decreto de calamidade publicado no sábado pela prefeita Micarla de Sousa (PV), não há previsão de quando os recursos para realizar o conserto no calçadão de Ponta Negra vão chegar. O município já anunciou que não tem condições financeiras de fazer sozinho uma obra duradoura. Apenas paliativos, como os que já vinham sendo feitos pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur). Só que como a força das ondas têm castigado a cada maré alta, o risco é iminente de qualquer reparo superficial ser destruído da noite para o dia. Pior: em agosto estão previstas as maiores marés do ano. Se nada for feito até lá, é bem arriscado que Natal chegue ao final do ano e ao veraneio sem a mínima estrutura na orla.


Força das marés vem intensificando destruição do calçadão. Enquanto isso, prefeitura precisa do reconhecimento do estado de calamidade para obter verbas. Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
Não há sequer uma previsão de quanto vai custar fazer os reparos no calçadão. Mas a prefeitura garante estar agilizando os trâmites burocráticos, que foram minimizados com o decreto de calamidade, mas ainda existem. É preciso oreconhecimento do estado de calamidade pelo governo federal para que qualquer centavo da União seja investido ali. A prefeita deve retornar hoje a Natal. Ela esteve desde a semana passada em Brasília buscando recursos na Esplanada dos Ministérios para o caso crítico do principal-cartão postal da capital, que chega a receber até 2 milhões de turistas por ano, segundo informações da Secretaria Estadual de Turismo (Setur).

Quem está tomando conta da papelada que deverá ser encaminhada aos Ministérios das Cidades e do Turismo é o secretário municipal de Segurança e Defesa Social (Semdes), Carlos Paiva, homem de confiança da prefeita e responsável pelos relatórios de Avaliação de Danos (Avadan) e Notificação Preliminar de Danos (Nopred). "Esse trabalho inicial consiste em fazer um levantamento de custos. Já convoquei os técnicos da Defesa Civil para nos reunirmos e elaborarmos o mais breve possível esses dois documentos. Depois encaminharemos à Secretaria Nacional da Defesa Civil. É a Defesa Civil Nacional que vaipublicar o reconhecimento de que aquela região afetada sofre mesmo um estado de calamidade", explicou Carlos Paiva, que pretende finalizar os trabalhos no mais tardar em 15 dias.

O que existe atualmente é apenas um relatório preliminar sobre o problema no calçadão. Uma decisão judicial determinou o isolamento e a proteção da área. No sábado, mesmo dia em que saiu o decreto de calamidade, a prefeitura instalou tapumes de proteção em um trecho de aproximadamente 500 metros. O pretexto foi para evitar acidentes com algum comerciante ou banhista.

A decisão judicial também estabelece que o poder público terá que manter sempre uma equipe da Guarda Municipal no local, e que os postes e árvores que ameaçam cair por causa da força das ondas, devem ser retiradas. "Temos equipe permanente da Guarda Municipal no local, e também contamos com apoio da Polícia Militar. Ninguém pode ter acesso ao local isolado. Alguns vândalos tiraram os tapumes e vamos reforçar a segurança no trecho. É para a própria segurança dos banhistas que o calçadão foi isolado", alertou Paiva. Equipes da Semsur e da Secretaria de Obras (Semopi) também estão monitorando constantemente o local afetado. Já a Companhia de Águas e Esgotos (Caern), que teve uma tubulação de esgotos danificada, jogando dejetos in natura para dentro do mar, também já providenciou os reparos no trecho.

ResíduosNa praia de Ponta Negra, ontem pela manhã, o DN constatou que alguns tapumes foram retirados do local e, como ainda há muito entulho jogado na areia da praia, um trator foi usado para retirar o que restou do calçadão, postes e árvores destruídos. "Estamos fazendo o escoramento dos trechos que ruíram para evitar rompimento das redes de águas e esgotos, repondo a parte de isolamento que foi retirada por vândalos na madrugada do domingo para a segunda e fazendo a fiscalização permanente para que não haja comerciantes no local interditado", explicou o titular da Semsur, Luiz Antônio Lopes, que acompanhou os trabalhos ontem pela manhã.

Luiz Antônio Lopes também explicou queas medidas foram adotadas para garantir mais segurança das pessoas que circulam pelo trecho danificado do calçadão. "Estamos relocando os comerciantes que estão em risco para outra área. Eles já foram avisados anteriormente. Tivemos uma reunião na sexta-feira com eles. Eles ficaram de nos sugerir outros locais para se instalar. Vamos avaliar a disponibilidade desses locais", afirmou o secretário. 



[14 julho] Trechos do calçadão de Ponta Negra

Diário de Natal - 14/07/2012

 (Carlos Santos/DN/D.A.Press)
O secretário municipal de segurança e defesa social (Semdes), Carlos Paiva confirmou que trechos do calçadão da praia de Ponta Negra começaram a ser interditados para pedestres a partir deste sábado (14).

Estão sendo interditados dois trechos do calçadão da praia que podem oferecer perigo aos frequentadores  do local. Os trechos interditados ficam entre os quiosques 12 e 18. Neste intervalo, entre os quiosques 15 e 16, haverá uma abertura para facilitar o acesso dos banhistas à praia.

Na Avenida Erivan França, em pequenos trechos, nas proximidades dos quiosques cinco e oito, acontecerá uma interdição menor que não oferecerá prejuízo de locomoção, já que a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) transformará a área de estacionamento como sequência do passeio público.

A interdição deve permanecer durante o período da obra do calçadão e será realizada em conjunto pela Semsur e pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes) com o apoio da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seturde).

"Vamos interditar o calçadão, até para evitar acidentes com alguma pessoa e por tempo indeterminado”, disse o titular da Semsur. Ele informou também que está estudando a relocação dos quiosques que estão dentro da área destruída a ser interditada. Outros quiosques já foram relocados, assim como também postes de iluminação. “Nestes pontos estamos reforçando a iluminação com a colocação de luminárias”, disse o secretário municipal de Serviços Urbanos, Luis Antônio.

SUCO DA CAERN jorra em Ponta Negra

Enquanto isso em Natal:

# felizmente a Companhia de Águas e Esgotos do RN estancou o problema em menos de 24h.

[16 de julho] Destruição do calçadão de Ponta Negra danifica rede da Caern e prejudica abastecimento

Tribuna do Norte - 16 de Julho de 2012

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) classificou como "catástrofe" a situação no calçadão de Ponta Negra, que, segundo a empresa, danificou a rede da companhia e está prejudicando o abastecimento. De acordo com a Caern, a destruição do calçadão de Ponta Negra tem provocado transtornos para moradores, comerciantes e turistas, gerando "um prejuízo incalculável para a capital potiguar". 

Segundo a companhia, o desmoronamento ocorrido na última semana danificou a rede de abastecimento e esgotamento sanitário e obrigou a empresa atender os quiosques com soluções provisórias. Para resolver o problema, a Caern deve construir uma nova rede de água fora da área afetada, para isto aguarda definição de como o problema será sanado. Outra medida foi a instalação provisória de uma tubulação aérea (suspensa) de esgotos.
A presidência da Caern está preocupada com o problema e vem acatando a uma decisão da governadora Rosalba Ciarlini de buscar alternativas para este tema. Equipes da Caern realizam rondas permanentes para identificar algum vazamento de água ou esgoto na praia. "

Estamos trabalhando 24 horas por dia para evitar novas ocorrências e para recuperar o mais rápido possível a tubulação danificada", informa o chefe da Unidade de Manutenção da Rede de Água da Regional Natal Sul da Caern, engenheiro Wagner Oliveira. Segundo ele, diversas ocorrências de vazamento de água foram registradas com o desmoronamento do calçadão, desde a quinta-feira da semana passada.
Além de comprometer a tubulação de água, o desmoronamento também provocou danos na rede de esgotos da Caern. Segundo o chefe da Unidade de Manutenção de Esgotos da Regional Natal Sul, engenheiro Raulynson Araújo, um poço de visita da Companhia ruiu junto com o calçadão e grande parte da tubulação ficou exposta. 


"Instalamos uma tubulação aérea para evitar novos deslizamentos e estamos monitorando a todo instante a área", garante o técnico da empresa de saneamento. O engenheiro está empenhado, juntamente a sua equipe, em minimizar os problemas. A empresa busca manter os serviços, atendendo da melhor maneira, para que os moradores de Natal e visitantes, observando que o local concentra um grande número de hotéis, não tenham o serviço interrompido.
Prejuízos
De acordo com um dos donos de quiosque da orla, Cesimar Fernandes, "o movimento caiu 80% e ainda não sabemos para onde seremos relocados nem quando iremos voltar. Em 40 anos que trabalho na orla de Ponta Negra nunca tinha visto uma situação como esta", lamenta. O problema tem trazido prejuízos para os turistas, para comerciantes e para a prefeitura. A Caern também tem tido gastos com as obras de reparo e o valor empregado será ainda maior quando for feita a obra definitiva.

Com informações da Caern.

Em setembro de 2011 a Caern apresentou projeto que substitui emissário submarino. E agora? Já saiu alguma coisa do papel?


Tribuna do Norte - 22 de Setembro de 2011
Técnicos da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) apresentam nesta sexta-feira (23) o projeto de implantação de uma nova Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), no bairro Guarapes, em Natal. O projeto, apresentado pela Caern em substituição ao emissário submarino que seria construído nas imediações da Barreira do Inferno, será alvo de uma Audiência Pública, a partir das 9h, em que estarão presentes, além dos deputados, representantes dos moradores, do Ministério Público e da Prefeitura de Natal.

A apresentação da nova solução para o tratamento dos esgotos das zonas Sul e Oeste de Natal ficará a cargo do gerente de projetos da Caern, Josildo Lourenço. Segundo ele, diferente do projeto do emissário, que previa o tratamento secundário dos efluentes antes do lançamento no mar, a ETE Jundiaí/Guarapes permitirá o tratamento terciário dos esgotos, com desinfecção ultravioleta, tecnologia semelhante a que é utilizada na Estação do Baldo, antes do lançamento no rio Jundiaí/Potengi.

Segundo o diretor-presidente da Caern, Walter Gasi, a construção da nova ETE precisa começar o quanto antes, uma vez que bairros inteiros como Capim Macio estão com a rede coletora de esgotos pronta para funcionar, mas não pode ser ligada em função da falta de um sistema de tratamento e de uma destinação final para os efluentes. "A maior prejudicada com a demora é a população", argumenta Gasi. Ele destaca ainda que o projeto atual contempla mais bairros que o do emissário e vai beneficiar toda a zona Oeste de Natal, inclusive o bairro Guarapes, onde a nova estação deverá ser construída.

O Ministério das Cidades já havia destinado cerca R$ 81,4 milhões para a construção do emissário submarino. Acontece que, com a mudança da solução para o tratamento dos esgotos, após muitas discussões com a sociedade e o Ministério Público, a Caern teve que reformular o pedido ao Ministério, que já demonstrou estar de acordo com a concepção do novo projeto. A alocação dos recursos depende agora da apresentação do projeto definitivo e da documentação técnica, especialmente a comprovação de área para construir a ETE. O terreno será doado pela Prefeitura de Natal.

A ETE Jundiaí/Guarapes terá capacidade para tratar 1.260 litros de esgotos por segundo. Uma vez iniciada, a obra deve ser realizada em dois anos, gerando pelo menos 150 empregos diretos durante a construção. As regiões a serem atendidas pela ETE são Ponta Negra, Via Costeira, Capim Macio, Neópolis, Pirangi, Jiqui, Monte Belo, Pitimbu (Satélite, Bancários, San Vale e Parque das Colinas), Cidade Jardim, Lagoa Nova, Candelária, parte das Quintas, Felipe Camarão, Guarapes, Planalto, Cidade da Esperança, Nova Parnamirim, Cidade Verde, Parque Industrial, Emaús, Cidade Nova, Nova Cidade e Campus Universitário da UFRN.

O gerente de Projetos da Caern, explica que o projeto executivo referente à ETE Jundiaí/Guarapes está concluído. No momento, a equipe de técnicos da Companhia está fazendo a revisão de praxe. Esta versão já foi apresentada ao Ministério das Cidades, trazendo o conceito hidráulico da obra. "Estamos finalizando a parte de controle de odores e a de automação", acrescenta Josildo Lourenço. Até esta sexta-feira (23), a Caern conclui o projeto executivo completo da obra, que incluiu todos os aspectos físicos e técnicos.

Com informações da Caern.

No final de setembro de 2011 a Caern aguardava cessão de terreno. E agora? Ainda está aguardando? E a população dos Guarapes? Já foi ouvida?

Caern aguarda cessão de terreno

Tribuna do Norte - 24 de Setembro de 2011
AEstação de Tratamento de Esgotos (ETE) Jundiaí/Guarapes, a ser construída pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), deve beneficiar 44% da população de Natal. Isto equivale a cerca de 400 mil pessoas, além de parte de Parnamirim, totalizando 537 mil habitantes atendidos pelo empreendimento.

joão gilbertoAudiência pública, na manhã de ontem, levou à Assembleia Legislativa gestores da área de saneamento, deputados e especialistasAudiência pública, na manhã de ontem, levou à Assembleia Legislativa gestores da área de saneamento, deputados e especialistas
A informação é do diretor-presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), engenheiro Walter Gasi, durante audiência realizada na manhã de ontem, na Assembleia Legislativa, para discutir o projeto de construção dessa ETE no bairro Guarapes, na zona oeste da capital.

A aprovação do projeto depende da doação do terreno pela Prefeitura de Natal, o que precisa acontecer até o próximo dia 30. Este foi o prazo dado pelo Ministério das Cidades para a Caern encaminhar o termo de cessão do terreno e se credencie a receber os cerca de R$ 120 milhões necessários para a execução da obra.

Ao abrir o debate na Assembleia Legislativa, Walter Gasi destacou que a liberação do terreno não só irá viabilizar a construção de uma nova Estação de Tratamento de Esgotos, com tratamento terciário e tecnologia similar à ETE do Baldo, como a ampliação da rede de esgotamento sanitário de grande parte de Natal.

"Estamos falando de investimentos de cerca de R$ 229 milhões, que deixarão de ser realizados se não encontrarmos uma solução final definitiva para o tratamento dos esgotos das zonas Sul e Oeste de Natal", apontou o diretor-presidente da Caern. Ele lembrou que vários bairros da capital estão com rede coletora pronta para funcionar, mas que não estão operando pela falta de um sistema que permita o lançamento dos efluentes tratados antes do lançamento no rio Jundiaí/Potengi. Na Zona Oeste, por exemplo, 80% da rede já foi instalada, mas não pode ser ligada pela falta de tratamento dos esgotos.

A nova ETE Jundiaí/Guarapes foi a solução encontrada pela Caern em substituição ao polêmico projeto do emissário submarino, que seria erguido próximo à Barreira do Inferno. A nova estação, que terá capacidade para tratar 1.264 litros de esgotos por segundo (inicialmente serão 1.000 litros), beneficia uma população de 537 mil habitantes, chegando a 690 mil em 2030.

A obra vai garantir o tratamento dos esgotos de Ponta Negra, Via Costeira, Pitimbu (Cidade Satélite, Bancários, San Vale e Parque das Colinas), Cidade Jardim, Lagoa Nova, Candelária, Felipe Camarão, Guarapes, Planalto, Cidade da Esperança, parte das Quintas, Cidade Nova, Nova Cidade e área do Campus universitário da UFRN, em Natal, além de Nova Parnamirim, Cidade Verde, Emaus e Parque Industrial, em Parnamirim.

Durante o debate, diversas autoridades declararam ser favoráveis à execução da obra. "Dos mais de 500 mil beneficiados, metade é da zona oeste. Este é um projeto de grande importância para a cidade e fundamental para a região", ressaltou o deputado Fernando Mineiro. "Esta é a solução mais inteligente, a mais econômica e a que beneficia mais bairros de Natal", complementou o vice-presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental no Rio Grande do Norte (Abes-RN), Josemá Azevedo.

População quer ser ouvida

Os moradores do Guarapes não pouparam as autoridades quanto às suas queixas e preocupações quanto à construção da Estação. Eles temem a piora na qualidade de vida do bairro que é um dos mais carentes de Natal e exigiram que em troca seja feita uma compensação em forma de melhorias nos serviços de saúde, educação, geração de emprego e renda  na própria infra-estrutura do bairro. A representante do Ministério Público Estadual, Rosa Pinheiro, lembrou que a escolha de áreas como Guarapes para a construção de Estações de Tratamento é definida em função da proximidade dessas áreas dos locais onde o esgoto tratado pode ser lançado. Caso da Estação de Tratamento de Esgotos do Baldo, construída naquele local para permitir o escoamento no rio Potengi. Ossessor especial de Empreendimentos da Companhia, Marcos Rocha, destacou que "a Caern não vai ser irresponsável de executar  uma obra deste porte e desta importância sem um plano de contingências e estudos detalhados de impacto ambiental da obra", destacou.

Internautas apontam buracos em Natal

Tribuna do Norte - 31 de março de 2011

Os natalenses estão dispostos a denunciar os problemas de má conservação das vias públicas da cidade. O espaço disponibilizado pelo portal TN Online para a divulgação dos buracos em Natal já publicou, em 12 dias, a localização de 135 pontos críticos espalhados por todas as regiões da cidade. Além das falhas nas vias, os internautas também estão enviando localidades onde sequer há calçamento e é praticamente impossível que carros trafeguem. A ferramenta também será usada pelo Poder Público como auxílio para a solução dos problemas.

Desde o dia 18 de março, o portal TN Online está recebendo fotos e informações sobre os buracos nas ruas de Natal. Os internautas informam a localização com pontos de referência e fotos das vias, que são cadastradas e disponibilizadas para que todos possam observar a data em que os buracos foram mapeados pelo site. Até o momento, o portal não recebeu a informação de que algum dos 135 buracos já cadastrados foi tapado ou que alguma via com problemas tenha sido calçada. No entanto, os órgãos que recuperam as ruas da cidade poderão usar a ferramenta para identificar onde estão os problemas.

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) é responsável para solucionar alguns dos problemas de buracos na cidade. As obras de reparos feitas pela companhia, em alguns casos, danificam as vias e, por isso, é a própria Caern que fica responsável pelo reparo. A política da companhia é disponibilizar aos clientes a possibilidade de que eles mesmos repassem as informações acerca dos buracos através do 0800-084-0195, que é o telefone disponibilizado para que os clientes informem sobre os problemas e dêem a localização exata dos pontos danificados. Além disso, a companhia, através da assessoria de imprensa, informou que já ocorrem ações rotineiras de reparos das ruas, motivadas tanto por denúncias da população, quanto por observação dos próprios técnicos da companhia no dia a dia. No entanto, a Caern confirmou mapeamento do portal TN Online também poderá colaborar para a identificação dos buracos que são de responsabilidade da companhia e, assim, procederão os consertos.

A Secretaria de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi), que é a responsável por consertar os buracos e calçar as ruas de Natal, disse em matéria publicada na TRIBUNA DO NORTE em 18 de março, que está encaminhando o processo licitatório para a escolha da empresa que será responsável pelo Programa de Recuperação de Vias (PRV), mais conhecido como “operação tapa-buraco”. O secretário da Semopi, Dâmocles Trinta, informou que a pasta estava realizando o levantamento sobre as ruas que precisam de reparos. Ontem, ninguém da Semopi foi encontrado para dar uma parcial sobre o processo.

Participe

Para que os internautas enviem a foto e localização dos buracos para o mapeamento do portal TN Online, basta acessar o http://tribunadonorte.com.br/buracos/colabore/, carregar a foto e informar a rua e pontos de referência para que o buraco seja marcado. Na parte superior da página do TN Online, os internautas podem também acessar o link onde estão disponibilizados os buracos já mapeados.

Natal tem baixa cobertura e problemas na rede de esgoto

Valdir Julião - Repórter | Foto: Sandro Fortunato
Tribuna do Norte - 10 de abril de 2010

Com uma população de 785.722, segundo o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 35,27% desse habitantes são, hoje, beneficiados com a coleta de esgotos em Natal. E mesmo com um baixo percentual de cobertura, em algumas áreas já atendidas pela rede a população ainda enfrenta problemas de esgoto correndo a céu aberto.

Dados de 2010 da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) mostram que 277.175 pessoas são atendidas pela rede de esgotamento sanitário, pouco mais da metade do número de habitantes (536.629) que é beneficiada por esse serviço no Estado.

Das quatro zonas de Natal, a Leste é a única que é totalmente coberta pelo serviço de esgotamento sanitário, mesmo assim  em alguns bairros, como Areia Preta, existe problemas na antiga rede de esgotos.

"Quando chove, sobe de tudo pela boca de lodo", disse a comerciante Puebla Orni, de um restaurante próximo à praça do Relógio Solar, em Areia Preta, e que reclama da falta de manutenção dos esgotos: "A lama não vêm só dos edifícios aqui", complementou ela.

O gerente de Operações da Caern, Isaías Costa Filho, informa que 34,54% dos esgotos de Natal são coletados, mas só 47,6% daquele percentual é tratado. "Com a entrada em operação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Baldo, 100% dos esgotos coletados serão tratados", informou ele.

Isaías Costa Filho conta que após a conclusão das obras que estão em andamento e com recursos assegurados, inclusive no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) do governo federal,  o índice de coleta e tratamento de esgotos passará de 34,54% para 70,8%.

Segundo Izaías Costa Filho, até o fim de abril, o serviço de substituição da parte da tubulação da ETE do Baldo, que se rompeu "com as chuvas de janeiro", será concluído, "permitindo que ela passe a operar em caráter definitivo a partir de maio".

Com a entrada em operação da ETE do Baldo, segundo ele, parte da rede de esgotos recém-construída em alguns bairros da cidade, inclusive na Zona Sul, terá o sistema interligados às residências a partir do próximo mês.

Em relação a abrangência geográfica, a Caern informa que 11 bairros da Zona Lesta são atendidos por rede de estogos: Alecrim, Areia Preta, Barro Vermelho Lagoa Seca, Mãe Luiza, Praia do Meio, Petrópolis, Ribeira, Rocas e Santos Reis,

Já na Zona Oeste, a cobertura de esgotos alcança sete bairros – Cidade da Esperança, Nossa Senhora de Nazaré, Quintas e partes de Felipe Camarão, Cidade Nova e Dix-Sept Rosado.

A rede esgotos atende ainda a avenida Senador Dinarte Mariz (Via Costeira) e também Lagoa Nova, Morro Branco e pates de Ponta Negra, Candelária e Potilândia, na zona Sul da cidade.

A região de Natal mais carente de esgotos é a zona Norte, onde apenas Igapó é atendida. Mas a empresa informa que estão previstas obras na praia da Redinha e no bairro de Nossa Senhora da Apresentação, o qual é um projeto de responsabilidade da Prefeitura.

Outras obras em andamento ou a projetar vão atender os bairros de Guarapes e o completo de Felipe Camarão, Bom Pastor e Cidade Nova, na região Oeste; Capim Macio, San Vale e complementos de Ponta Negra, Morro Branco e Nova Descoberta.

ETE será construída no Guarapes

Isaías Costa Filho conta que "por questão econômica" a própria Caern reviu o projeto de construir um emissário submarino para jogar o esgoto tratado de Natal no Oceano Atlântico a partir de Ponta Negra. Agora, a empresa voltou sua atenção para elaborar um projeto visando a construção de uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) no bairro dos Guarapes, na zona Leste de Natal:  "O terreno já foi doado pelo município".

Segundo Costa Filho, a nova ETE vai funcionar nos mesmos moldes da Estação do Baldo, que "fará um tratamento terciário" dos esgotos, garantindo que os dejetos serão jogados limpos na bacia do rio Jundiaí/Potengi, inclusive com tratamento de gases para evitar o odor.

O projeto da nova ETE já foi apresentado ao Ministério das Cidades e vai custar a metade do valor do que seria investido no emissário submarino, que custaria cerca de R$ 203 milhões. A ETE do  Guarapes está orçada em R$ 106 milhões.

A ETE do Guarapes vai receber os esgotos de parte das zonas Sul e Oeste de Natal e de Parnamirim. O novo emissário terrestre terá 14 quilômetros de extensão e vai começar na atual ETE de Ponta Negra, que será desativada.

Costa Filho diz que a tubulação vai se estender "por ruas ainda não calçadas", evitando-se que haja intervenção para retirada de pavimento e a interdição de vias de grande tráfego de veículos.

Também serão aproveitadas estações elevatórias já pertencentes à Caern, que também participou de uma audiência pública realizada pelo Ministério Público Estadual (MPE) para explicar o projeto da ETE do Guarapes à população natalense.

No fim de março, a Assembléia Legislativa também autorizou o governo estadual a tomar empréstimo para a Caern investir R$ 56 milhões em recursos provenientes de financiamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a realização de obras de esgotamento sanitário, sobretudo, na zona Norte de Natal.

Caern faz substituição de tubos

A substituição de parte dos tubos da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) do Baldo está em andamento. A tubulação foi danificada pelas chuvas ocorridas em janeiro. "Quando estiver funcionando, a ETE vai tratar mais de 500 metros cúbicos de esgotos por segundo", informou o gerente de Operações da empresa, Isaías Costa Filho.

A explicação da Caern foi de que em virtude do canal se situar vizinho ao muro da Estação, o solo encharcado cedeu e danificou a tubulação de plástico, que é reforçada com fibra de vidro..

Para solucionar o problema em definitivo, a tubulação está sendo substituída por tubos de ferro fundido. Afora isso, a empresa  Odebrecht, que foi contratada pela Caern para executar a obra da ETE do Baldo, também realizou alguns reparos na parede do Canal do Baldo. "Mas são ações paliativas e a Prefeitura precisa fazer a recuperação urgente daquela área", chegou a dizer o engenheiro da Caern responsável pela Estação, Cícero Fernandes.

A Caern espera que os serviços de substituição da tubulação seja concluída na última semana de abril, e em segunda fará uma semana de testes com água para ver se ETE do Baldo funcionará bem. Só então e a partir do final do próximo mês, é que a Companhia iniciará os testes com esgotos para que, em seguida, possa receber, gradativamente, os efluentes de 21 bairros de Natal, beneficiando cerca de 225 mil habitantes. Isaías Costa Filho disse que a ETE do Baldo vai tratar esgotos que hoje são jogados "in natura"no rio Potengi", oriundos dos bairros da zona Leste e de parte das zonas Oeste e Sul da capital.

DENÚNCIA DE CRIME AMBIENTAL: POLUIÇÃO BIOLÓGICA PROPOSITAL NA PRAIA DE PONTA NEGRA

Denúncia encaminhada ao Ministério Público:

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Att:
12ª NATAL  DR. MÁRCIO LUIZ DIÓGENES  EM MATÉRIA CÍVEL, NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE, URBANISMO, BENS DE INTERESSE HISTÓRICO, ARTÍSTICO, CULTURAL, TURÍSTICO E PAISAGÍSTICO ...
41ª NATAL  DR. JOÃO BATISTA MACHADO BARBOSA
 EM MATÉRIA CÍVEL, NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE, URBANISMO, BENS DE INTERESSE HISTÓRICO, ARTÍSTICO, CULTURAL, TURÍSTICO E PAISAGÍSTICO, ...
45ª NATAL  DR. GILKA DA MATA DIAS
 EM MATÉRIA CÍVEL, NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE, URBANISMO, BENS DE INTERESSE HISTÓRICO, ARTÍSTICO, CULTURAL, TURÍSTICO E PAISAGÍSTICO, ...
Doutores Promotores:

Lendo as atribuições do Ministério público, observamos que são: Promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; Zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Constituição Federal, promovendo as medidas necessárias a sua garantia; Promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;
Em defesa do meio ambiente e, prioritariamente, em defesa de todas as pessoas que frequentam a Praia de Ponta Negra, sejam turistas, moradores, imigrantes, visitantes, comerciantes, vendedores, atletas ou pescadores, de ambos os sexos e de todas as idades, vimos denunciar uma situação insustentável, inexplicável e injustificável que, em nosso leigo parecer, configura-se como CRIME AMBIENTAL, CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA, CRIME CONTRA A CRIANÇA E ADOLESCENTES, CRIME CONTRA A MULHER, CRIME CONTRA OS IDOSOS, CRIME CONTRA A ECONOMIA POPULAR. Sinceramente, não sabemos qual é o pior, por isto, citamos todos.
Trata-se da atitude covarde e criminosa, continuamente praticada pela CAERN, há muito tempo, de forma assintosa, jogando propositalmente MILHARES DE TONELADAS DE ESGOTO SANITÁRIO ANUALMENTE NAS AREIAS DA PRAIA DE PONTA NEGRA, sem qualquer aviso às pessoas que ali passam, que ali deixam seus filhos brincarem, que ali desfrutam seus momentos de lazer, que ali vieram até do exterior, em busca de um anunciado paraíso. Uma ilusão coletiva!
Baseiamos esta denúncia no nosso testemunho diário do grupo "União dos Nadadores de Ponta Negra", com cerca de 30 membros, que naquele local praticam natação.  O que era para ser um exercício salutar, ali se transformou numa atividade de alto risco de contaminação de todo tipo de doenças. A CAERN transformou a praia de Ponta Negra num local completamente insalubre, de alta periculosidade.
Para ilustrar a situação diária, enviamos em anexo 2 fotos recentes, que comprovam nossa denúncia. Mas V.Exas. podem digitar "poluição ponta negra" no Google, que encontrarão 35.700 resultados (copiado do site). Encontramos vídeos desde 2004, mostrando exatamente a mesma situação que fotografei agora.
Todos nós da UNPN indagamos o porquê de tanta tolerância do governo com uma EMPRESA. Fosse um simples comerciante, jogando o esgoto de sua pia na calçada, certamente seria fiscalizado e provavelmente multado. Como admitir o esgoto doméstico e comercial de milhares de imóveis?
Tendo em vista esta situação absurda, esperamos que V.Exas. interpelem também as administrações municipal e estadual, ambas coniventes com este absurdo. Esta mesma denúncia também enviamos à CAERN, ao Tribuna do Norte, a todos os Vereadores de Natal, a diversas associações e sindicatos correlatos. Até o momento não obtivemos uma solução.
Como nossa formação escolar incluiu apenas princípios de Direito, pedimos que V.Exas. avaliem esta denúncia e, caso estejamos errados, pedimos humildemente que nos iluminem com as explicações que não encontramos.
No mais, certos de que nossa atitude não tem outra finalidade senão também proteger a saúde pública e o meio ambiente de Natal, apresentamos-lhes nossos votos de um Feliz Ano Novo, se possível, menos poluído.
Respeitosamente
Romulo Viana
Relações Institucionais da União dos Nadadores de Ponta Negra

TUBULAÇÃO DE ESGOTO NA PRAIA DE PONTA NEGRA

olá todos/as, 

recebi esta mensagem anônima com mais uma denúncia de esgoto a céu aberto em Ponta Negra. É impressionante a falta de capacidade dos gestores em resolver a questão. Enquanto isso mais prédios são liberados e construídos na área.

Até quando? 

Natal e Ponta Negra merecem mais cuidado e zelo da Caern e da Prefeitura.

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Yuno, boa noite
Infelizmente, não se pode elogiar, nem acreditar.
Depois de incontáveis reclamações por telefone e pelo site da CAERN, tivemos que enviar denúncias aos vereadores e ao Ministério Público, para que aquela empresa pudesse consertar a tubulação de esgoto próximo ao Morro do Careca.
Custou, chiaram, mas fizeram... porcamente!
Em 1 semana apenas, bastou a lua cheia trazer a maré para seu nível mais alto, para que desaparecesse completamente todo o concreto que colocaram sobre a nova tubulação. Nem colocaram as tampas nas novas caixas e a tubulação já foi comprometida.
Será que os engenheiros daquela empresa não sabem nada sobre marés?

Como pode não levar em conta algo que é previsto com exatidão até pelos pescadores? 

Pois bem: agora, está estampado na praia que o "Vândalo do esgoto" não é masculino: é uma "Vândala". E esta vândala não mais ninguém do que a INCOMPETÊNCIA AGUDA DA CAERN. É esta vândala, quem consome milhões dos cofres públicos e joga fora. É ela quem contamina biologicamente nossa praia. É uma criminosa!
Administrativa e operacionalmente, aquela empresa já tinha dado mostras de sua incompetência.

Caern lança proposta para eliminar emissário submarino


Companhia apresentou projeto de criação de uma Estação de Tratamento no bairro dos Guarapes, como destino dos esgotos das zonas Sul e Oeste.

Por Geraldo Miranda
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A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) apresentou, na manhã desta quinta-feira (11), durante a audiência com o Ministério Público (MP), um projeto para eliminar o emissário submarino, que seria o destino final dos esgotos das zonas Sul e Oeste. Se alternativa apresentada pela Companhia for aceita, serão economizados mais de R$ 47 milhões.


De acordo com informações do presidente da CAERN, Sérgio Pinheiro, a melhor alternativa seria construir uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), no bairro dos Guarapes, que seria uma opção melhor não apenas do ponto de vista econômico, mas também é uma alternativa técnica mais viável. Sérgio pinheiro explicou que o terreno de 80.000 m2, localizado no bairro dos Guarapes, que já foi cedido pela Prefeitura.


A ETE do bairro dos Guarapes terá capacidade para receber os efluentes de Ponta Negra, Capim Macio, Pirangi, Jiqui, San Vale, Cidade Satélite, Felipe Camarão, Bom Pastor, Guarapes e Cidade Nova. E os esgotos dos bairros de Candelária e Lagoa Nova que são encaminhados a ETE do Baldo e os bairros de Nova Parnamirim, Emaús, Parque Industrial, em Parnamirim, que anteriormente iriam para a ETE Ponta Negra, passarão também a ter os efluentes destinados para a nova Estação.


Na primeira etapa, a Estação dos Guarapes será projetada para ter uma vazão média de 1.000 litros por segundo. Para termos uma noção a ETE do Baldo hoje possui uma capacidade de 450 litros de esgotos por segundo. O projeto prevê que os esgotos serão transportados por emissário terrestre com 14 quilômetros de extensão. O emissário terá início na Estação Elevatória de Ponta Negra com destino a Cidade Satélite e o bairro do Planalto até chegar aos Guarapes.


A Estação terá diâmetros variáveis ao longo de sua extensão, sendo um trecho de 4.012 metros com diâmetro de 700 milímetros, 3.506 metros com diâmetro de 900 milímetros e 6.748 metros com diâmetros de 1.000 milímetros. A proposta já foi enviada para análise para os Ministérios Públicos Federal e Estadual, Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e a Prefeitura do Natal. A Caixa Econômica Federal, que é o órgão financiador também recebeu uma cópia para analisar. O investimento para a construção hoje varia entre R$ 160 e R$ 200 milhões de reais e ainda aguarda avaliação. 


A ETE Guarapes utilizará tratamento preliminar, tratamento primário com Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente (UASBs), tratamento secundário/terciário, constituído de tanques anóxicos, seguidos de tanques de aeração, sistema de bolhas finas e bolhas grossas para remoção complementar da carga orgânica, nitrificação e desnitrificação. A ETE contará com decantadores secundários, sistemas de desidratação de lodo e desinfecção final com luz ultravioleta, a mesma tecnologia aplicada na ETE do Baldo.

AUDIÊNCIA ELIMINAÇÃO DO EMISSÁRIO SUBMARINO

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Gilka <mata@digi.com.br>
Data: 9 de novembro de 2010 10:40
Assunto: [SOS Natal] AUDIÊNCIA ELIMINAÇÃO DO EMISSÁRIO
Para: sosnatal@yahoogrupos.com.br



AUDIÊNCIA PARA ELIMINAR O EMISSÁRIO SUBMARINO DE PONTA NEGRA

No dia 11/11/2010,  o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL e o MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL realizarão uma audiência às 9horas, na sede da  Procuradoria Geral de Justiça – Rua Promotor Manoel Alves Pessoa Neto, 97, Candelária (próximo da Jaguarari e do condomínio de casa Green Village) -   com o objetivo de avaliar a proposta alternativa da CAERN de eliminar a possibilidade de utilização do EMISSÁRIO SUBMARINO como destino final dos esgotos coletados nos Bairros de Ponta Negra, Capim Macio e adjacências. A proposta alternativa contempla a instalação de uma nova Estação de Tratamento de Esgotos - ETE em nível terciário no Bairro de Gurarapes, que tratará também os esgotos dos Bairros de Neópolis, Candelária, Lagoa Nova, Cidade da Esperança, região de San Vale, Pitimbu, Planalto, Bom Pastor, Felipe Camarão, Guarapes, Nova Parnamirim, Emaus, Parque Industrial de Parnamirim e terá como destino final o estuário do Rio Potengi.

A Promotora Gilka da Mata e o Procurador Fábio Venzon receberam a idéia de forma muito otimista porque a  CAERN informou que os custos de um emissário submarino com todas as garantias exigidas nos estudos ambientais é muito alto e o Ministério Público não concorda com  instalação de um emissário submarino sem as garantias ambientais necessárias à balneabilidade das praias.

A audiência é muito importante porque se as instituições presentes concordarem com a proposta, o Presidente da CAERN levará a alteração para o Ministério das Cidades em Brasília. 

O Ministério Público permitirá a presença de todos os interessados na matéria.

Semurb realiza tamponamento de ligação clandestina de esgoto em Ponta Negra

Foto: Rodrigo Sena

Após denúncia sobre uma ligação clandestina de lançamento de água servida na Praia de Ponta Negra, a equipe de fiscalização da secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) realizou na manhã desta quarta-feira, 25 de agosto, uma operação de tamponamento para identificar a origem do esgoto. A ação contou com a participação de técnicos da Semopi, Urbana, Caern, Covisa e Arsban.

A ligação clandestina foi feita nas galerias de águas pluviais da Prefeitura, e estava poluindo a orla marítima nas proximidades dos quiosques 21 e 22. O crime ambiental, denunciado pelos comerciantes da praia é alvo constante de fiscalizações do órgão ambiental.

De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização da Semurb, Carlos Silva, no início do ano a Operação Verão, em parceria com a Caern e outras secretarias municipais percorreu toda a extensão da orla para identificar e coibir as irregularidades, e que outras ações semelhantes vão ser realizadas para acabar com as ligações clandestinas na orla.

"Esta operação é o início de um trabalho que vai ser desenvolvido já a partir de setembro visando acabar com o lançamento de água servida nas praias da cidade, não somente em Ponta Negra. Elas vão ser feitas semanalmente para coibir o lançamento de esgoto e autuar os infratores". diz Silva.

A Semurb é responsável por fiscalizar o lançamento de água servida em vias públicas, identificado por meio do processo de tamponamento feito pela secretaria de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi). Segundo o técnico do Setor de Conservação da Semopi, Fernando Luis da Silva, o tamponamento consiste em obstruir a passagem dos efluentes para identificar de onde vem a ligação irregular.

"Primeiro identificamos a tubulação de onde sai o esgoto clandestino e então fazemos a obstrução com areia, cimento e buchas que vão impedir que os efluentes cheguem até a praia e fazer com que eles retornem e extavasem no local de origem", explica.

Na ocasião, os fiscais ainda autuaram um dos hotéis próximos a praia pela ausência de licença ambiental e orientaram o comparecimento do proprietário do estabelecimento à sede da Semurb para apresentar defesa e regularizar a situação. O prazo estabelecido foi de dez dias.

Roberto Freire: cratera gera transtornos na Zona Sul

Repórter: Luan Xavier
Foto: Ana Amaral

Buraco aberto por causa de problemas na tubulação causaram lentidão

As antigas tubulações de água e esgoto de Natal continuam causando transtornos à população. Ontem, uma cratera se abriu por volta das 7h30 na Avenida Roberto Freire, no conjunto Cidade Jardim, Zona Sul. O buraco se abriu devido ao rompimento da tubulação de abastecimento de água e ocupou metade da pista, deixando o trânsito engarrafado durante toda a manhã.

Por volta das 8h30, uma equipe da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) esteve no local para fazer a vistoria na buraco. Segundo o operador de distribuição Carlos Pacheco, a tubulação se rompeu e provocou e fez com que o asfalto cedesse. O procedimento seria a substituição da tubulação e o fechamento da cratera, que media 4m de extensão por 2m de profundidade.

A fila de carros se estendia nas primeiras horas da manhã desde o local da cratera até as proximidades do Supermercado Extra de Ponta Negra. A assessoria de imprensa da empresa informou que o buraco foi fechado ainda no fim da manhã de ontem e o recapeamento asfáltico da via estava previsto para o período vespertino.

Rede de esgoto estoura em Ponta Negra e dejetos escoam para praia

Foto: Adriano Abreu

Dejetos da rede de esgoto estão escoando para a praia

O vazamento numa rede de esgotos na rua Francisco Gurgel, em Ponta Negra, nas proximidades do Hotel Esmeralda, levou sujeira e dejetos até a areia da praia. O esgoto corria a céu aberto, desde as primeiras horas da manhã, afugentando turistas e prejudicando os comerciantes do local. O transbordamento ocorre dias depois da fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb)

A tampa de uma das saídas da tubulação da Caern quebrou, provocando o vazamento de esgoto. Para evitar a poluição das águas, alguns barraqueiros escavarm uma vala na areia, represando as águas servidas que desciam pela rua acima da escadaria até o local de banho. Uma espécie de mini-lagoa de podridão se formou a poucos metros das cadeiras e guarda-sóis. Uma língua negra se formou no local.

“Chamamos a Caern, mas até chegarem a gente precisa dar um jeito, é nosso local de trabalho que está sendo agredido”, disse Luiz Antonio Correia, proprietário do ponto 45, enquanto escavava a areia para conter os dejetos.

Segundo o barraqueiro Adelson Cavalcanti, o rompimento de galerias e bocas de lobo não é freqüente nesta área da praia, ao contrário do que acontece nas proximidades do Morro do Careca. Para atrair os freqüentadores de volta à barraca, Adécio gastou cerca de dez vasilhames de desinfetante para lavar o calçadão próximo ao quiosque e a areia da praia. “O mau cheiro espanta todo mundo e a gente sobrevive disso”, justifica.

No sábado (17), uma fiscalização da Semurb identificou dois outros pontos de poluição em Ponta Negra. Um deles próximo ao Morro do Careca e que há muito tempo vem sendo denunciado pela TRIBUNA DO NORTE. Segundo o técnico fiscal da Semurb, Ivan Lopes, a tubulação por onde vazava o esgoto no sábado, 17, era da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), que foi autuada e multada. O valor da multa varia entre R$ 300 e R$ 1.600.

O comerciante paulista Luis Bessa, de férias em Natal, lamentou a situação da praia. “É no mínimo desconfortante se deparar com dejetos. Natal é uma cidade turística e seu principal cartão postal nada em esgoto? Onde estão os governantes que deixam isso acontecer?”, questionou.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Caern, o acumulo de lixo obstruiu a rede de esgoto. O vazamento foi contido por volta das 11h da manhã.

Praias impróprias prejudicam Turismo

Foto: Adriano Abreu

A maioria das praias urbanas de Natal está imprópria para banho, de acordo com o mais recente monitoramento da balneabilidade das praias da Grande Natal, dentro do Programa Água Azul, que é executado em parceria com instituições públicas do Estado que cuidam do meio ambiente e recursos hídricos. Pela capital potiguar ser um dos cinco principais destinos turísticos do país, a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) se preocupa com a possibilidade de o problema afetar negativamente o setor, fazendo com que o fluxo de visitantes diminua, uma vez que a cidade é mostrada como um local de sol e belas praias.

Das 30 praias monitoradas pelo Programa Água Azul, oito estão com água imprópria para banhoSegundo dados do mais recente monitoramento da balneabilidade das praias da Grande Natal, das 30 praias onde é feito o controle no estado, oito estão impróprias, sendo todas na capital. Os locais nos quais as pessoas não devem tomar banho são Ponta Negra (acesso principal), Mãe Luíza, Miami, Areia Preta, Praia do Meio, Artistas, Forte e Redinha. No relatório anterior, a praia de Ponta Negra encontrava-se própria para o banho.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) no RN, Enrico Fermi, a poluição nas praias natalenses ainda não tem se refletido na captação de turistas, uma vez que as pessoas só ficam cientes da questão quando já estão em Natal. Entretanto, ele diz que as pessoas que visitam Natal reclamam bastante ao se deparar com praias impróprias para o banho e ao voltar para as cidades de origem, elas divulgam o fato, o que pode fazer com que possíveis turistas deixem de vir para o Estado.

Para Fermi, essa questão deve ser resolvida o mais rápido possível e o saneamento tem que ser encarado como prioridade, assim como a infraestrutura. Ele cita o projeto do emissário submarino, que deverá levar o esgoto da Zona Sul de Natal até alto-mar, como uma possível solução, mas lamenta que o processo de sua implantação seja demorado, por precisar cumprir diversos trâmites. “O processo da democracia é trabalhoso, mas é imprescindível que seja encontrada uma solução rapidamente”, conclui.

Caern

De acordo com a Caern é realizada uma fiscalização das áreas litorâneas de Natal e não foram constatados vazamentos de esgotos que tenham gerado poluição nas praias da capital identificadas como impróprias. Os técnicos da Caern atribuem o comprometimento da balneabilidade ao uso indevido das galerias de água pluvial pelos usuários, que fazem ligações clandestinas de esgotos, gerando poluição nas praias.

Embora conhecidas as causas do problema, a Companhia aponta dificuldades para solucioná-lo. “A Caern não tem poder de polícia nem autorização para entrar nas residências e punir quem liga esgoto clandestinamente ou lança as águas servidas nas vias públicas”, explica o gerente da Regional Natal Sul da Caern, Lamarcos Teixeira. Segundo ele, a justificativa de que as pessoas fazem ligação clandestina pela falta de saneamento não procede. Isso porque em todas as praias onde foi detectado alto índice de poluição, a Caern possui sistema de esgotamento funcionando normalmente.

Uma iniciativa para evitar o transbordamento de esgotos no trecho da orla que fica perto de Mãe Luiza é a readequação da Estação Elevatória de Esgotos do Relógio do Sol, que coleta os esgotos do bairro. Mãe Luíza já teve 100% da rede de esgotos assentada, faltando apenas o final dos testes e início das operações da Estação de Tratamento de Esgotos do Baldo para interligar essa rede. Até lá, a Companhia pede que a população denuncie os casos de ligações clandestinas de esgotos, evitando que a balneabilidade daquele trecho fique comprometida.

Em Ponta Negra, rotina é a mesma

Uma das praias consideradas impróprias para o banho é Ponta Negra, cartão postal de Natal. Na manhã de ontem, apesar da placa posicionada no calçadão, bem próximo ao principal acesso à praia, indicar a situação da água, muitas pessoas entravam no mar, aparente sem se importar com a poluição no local.

Comerciantes e prestadores de serviço que atuam no local afirmam que poucas pessoas notam a sinalização a respeito da qualidade da água e os visitantes não costumam se queixar do problema. “Tem turista que reclama da sujeira na areia, mas da qualidade da água, nunca ouvi queixa. Acredito que a maioria nem perceba a sinalização”, conta o taxista Ivan Ângelo, que trabalha há 10 anos na praia.

Foi o caso da artista plástica de São Paulo, Zenaide Herlein, que demonstrou surpresa ao ser questionada se não a preocupava a água do local estar classificada como imprópria. “Se eu tivesse percebido a placa com a indicação, certamente não teria ficado na praia. Estou com duas crianças e uma delas está apresentando alergia, que pode até ter sido causada pela água”, lamenta.

Já Maria Núbia Souza estava atenta e optou por nem ficar na areia por muito tempo. A natalense, que hoje mora em Brasília, diz ser um absurdo as autoridades deixarem Ponta Negra ficar nesse estado. “O jeito é procurar outra opção de lazer, que não ofereça risco à saúde da minha família. Vou tomar banho de ducha, agora”, brinca, ao mesmo tempo em que demonstra indignação com o fato.

MAFALDA - Inspiração

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Mafalda, por Quino

Que inspiração pode ser desencadeada a partir da tirinha acima?
Que assuntos podemos abordar? Quais os temas podemos tratar?

. A necessidade de se cuidar dos mananciais no presente para não faltar água no futuro?
. Será que podemos pensar em sustentabilidade (ou na falta dela)?
. A planta 'entrega os pontos' diante dos maus tratos ao planeta?
. Podemos imaginar um futuro sem água?
. O planeta está doente?

>>> Quais suas impressões?

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