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Juíza Tatiana Socoloski é a relatora do processo da Operação Impacto no Tribunal de Justiça

Tribuna do Norte - 6 de julho de 2012 às 12:30


Após a alegação de suspeição dos desembargadores Maria Zeneide Bezerra e Assis Brasil (juiz convocado), a magistrada Tatiana Socoloski (juíza convocada) é a relatora da Apelação Criminal do processo da Operação Impacto.

A relatora proferiu despacho determinando a intimação pessoal de Ricardo Cabral de Abreu, para tomar ciência do inteiro teor da sentença condenatória de primeiro grau. Os advogados constituídos pelos réus Tirso Renato Dantas, Geraldo Ramos dos Santos Neto e Klaus Charlie Nogueira Serafim de Melo também devem ser intimados para que informem, no prazo de 5 dias, o paradeiro de seus clientes, sob pena dos mesmos serem considerados foragidos. Eles não foram localizados nos endereços anteriormente informados e nem intimados pessoalmente para tomar ciência da sentença.

Geraldo Ramos dos Santos Neto e Francisco de Assis Jorge Sousa também deverão ser intimados para responderem o recurso interposto pelo Ministério Público, no prazo comum de 8 dias.

No caso dos réus Adenúbio Melo, Edson Siqueira, Salatiel Maciel, Emilson Medeiros, Ricardo Abreu, Antônio Carlos, Dickson Nasser, Hermes Soares, Geraldo Ramos, Francisco de Assis Sousa, Júlio Protásio e Klaus Charlie estes serão intimados para se manifestarem, no prazo comum de 8 dias, sobre o recurso por eles interposto. Adão Eridan, Aluísio Machado, Francisco Sales de Aquino e Tirso Renato já se pronunciaram.

Após o cumprimento dos prazos, a magistrada determinou a remessa dos autos ao Ministério Público para manifestação, no prazo também de 8 dias.

A relatora desautorizou a Secretaria a dar vista dos autos fora da Secretaria Judiciária uma vez que o prazo para apresentação de razões e contrarrazões é comum para as partes, conforme disposto no art. 600, §3º, do Código de Processo Penal, não podendo serem os autos retirados da Secretaria Judiciária.

[Plano Diretor de Natal] TJ vai julgar réus da Operação Impacto

Diário de Natal - 12 de junho de 2012

O processo foi encaminhado ontem para ser distribuído a um dos desembargadores da Câmara Criminal

O processo da Operação Impacto - que investigou o envolvimento de vereadores e empresários em um esquema de corrupção ativa e passiva durante a votação do Plano Diretor de Natal em 2007 - já está no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte aguardando a distribuição para um dos quatro desembargadores da Câmara Criminal. O processo é complexo e o julgamento deve levar tempo, mas, caso aconteça antes das eleições deste ano e a sentença do juiz Raimundo Carlyle seja confirmada pelo pleno do TJRN, os réus poderão se tornar inelegíveis.


Raimundo Carlyle teve sua sentença questionada pelo Ministério Público. Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
O trâmite do processo no TJRN começa com a distribuição do processo para um dos quatro desembargadores da Câmara Criminal do TJRN. O desembargador responsável pelo processo deverá examinar se todos os prazos para recursos foram cumpridos e se as partes são legítimas. Em seguida, o processo segue para a Procuradoria Geral de Justiça, onde o procurador deverá emitir um parecer. A partir daí o processo segue para um revisor - que é outro desembargador da Câmara Criminal - e caso esteja tudo certo com o processo o desembargador relator inclui o processo em pauta. Somente na sessão do pleno o desembargador irá apresentar seu relatório e o seu voto que poderá ser no sentido de manter ou reformar a sentença da 4ª Vara Criminal, ou acatar o recurso das partes. Não existe um prazo determinado para todo esse procedimento e, portanto, não é possível afirmar se o julgamento acontecerá antes das eleições deste ano. De acordo com o juiz Raimundo Carlyle, o processo é complexo e o julgamento pode demorar. "Mas se o Tribunal trabalhar neste processo é possível julgá-lo antes das eleições", disse.

Operação
A Operação Impacto, deflagrada em 2007 pelo Ministério Público Estadual, revelou o esquema de pagamento de propina de empresários da construção civil a vereadores natalenses para derrubar os vetos do então prefeito Carlos Eduardo ao Plano Diretor de Natal. Em janeiro deste ano, o juiz da 4ª Vara Criminal, Raimundo Carlyle de Oliveira, condenou 16 dos 21 acusados de envolvimento no esquema. Dentre oscondenados em primeira instância estão os vereadores Dickson Ricardo Nasser dos Santos (PSB), Adenúbio de Melo Gonzaga (PSB), Júlio Henrique Nunes Protásio da Silva (PSB), Francisco Sales de Aquino Neto (PV), Adão Eridan de Andrade (PR), Edson (Sargento) Siqueira de Lima (PV); além de Tirso Renato Dantas (PMN), Salatiel Maciel de Souza (DEM), Geraldo Neto (PMDB). Foram integralmente absolvidos apenas o presidente da Câmara Municipal de Natal, Edivan Martins, e o ex-vereador Sid Fonseca.

As condenações implicam em devolução de recursos públicos, perda de mandato, penas que variam entre cinco a sete anos e nove meses de reclusão (em alguns casos em regime semi-aberto) e multas que vão de 150 a 750 salários mínimos. Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Estadual, por intermédio das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, apelaram ao Tribunal de Justiça para reformar a decisão do Juiz Raimundo Carlyle. Em média, os representantes do MP requerem mais dois anos e meio de prisão para os condenados, o que implica na mudança do regime inicial das penas aplicadas, que deixa de ser semi-aberto e passa a ser o fechado. No recurso, os Promotores do Patrimônio Público apresentam suas considerações e requerem também a reforma da sentença para condenar o prefeito de Natal em exercício, e presidente da Câmara Municipal, Edivan Martins pela prática de corrupção passiva. Na sentença, o vereador havia sido absolvido da acusação. Os advogados de defesa dos réus também recorreram ao TJRN.

Os réus da impacto
Ricardo Abreu: condenado a 6 anos e 8 meses de prisão em regime semi-aberto por corrupção ativa e pagamento de 750 salários mínimos de multa.

Emílson Medeiros: condenado a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime semi-aberto e pagamento de 150 salários mínimos de multa.

Dickson Nasser: condenado a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime semi-aberto e pagamento de 150 salários mínimos de multa.

Aluísio Machado, Sargento Siqueira, Geraldo Neto, Renato Dantas, Carlos Santos, Salatiel de Souza, Júlio Protásio, Adenúbio Melo, Aquino Neto: condenados 6 anos e 8 meses de prisão em regime semi-aberto e pagamento de 150 salários mínimos de multa.

Adão Eridan: condenado 6 anos de prisão em regime semi-aberto e pagamento de 150 salários mínimos de multa.

Hermes Fonseca, Klaus Charlie e Francisco de Assis Jorge: condenados a 6 anos de prisão e multa.

Natal está indefesa contra a dengue

Ricardo Araújo - repórter


Há 15 dias, todo o trabalho de combate ao mosquito da dengue em Natal está parado, devido a greve dos agentes de endemias. Os 150 agentes temporários contratados através do contrato com a Organização Social ITCI, estiveram nas ruas poucos dias e só fizeram o trabalho educativo. Especialistas já apontam a tendência de aumento do número de casos da doença e, pior: a rede básica de saúde não está preparada  para atender essa demanda. “Cada dia que atrasa no combate à doença, dá-se espaço para o mosquito proliferar e novos focos vão aparecer”, analisa o presidente da Sociedade de Infectologia, Henio Lacerda. E ele continua: ”Os postos não estão, de forma alguma, preparados para absorver os pacientes”. 

Após um hiato de 15 dias, os agentes municipais de saúde darão uma trégua à greve. A partir da próxima segunda-feira, os servidores voltarão ao trabalho. Mas, com uma condição. 

A Prefeitura de Natal terá três dias para se pronunciar acerca das reivindicações da classe. Incorporação de gratificação de R$ 375 e auxílio alimentação diário em dinheiro incorporados ao contracheque, são as condições que poderão acabar, de fato, com o movimento grevista. Caso o Município não atenda ao que foi requisitado, a greve continuará. 

Os agentes atenderam a uma recomendação da promotora de Defesa da Saúde, Elaine Cardoso, e retomarão as negociações com a Prefeitura em serviço. Uma nova assembleia da categoria será realizada hoje para ratificar a recomendação do MP.

Durante a greve, cerca de 96 mil imóveis deixaram de ser visitados. Cada um dos 320 servidores municipais deveria ter visitado 20 imóveis por dia. O número foi informado pelo Sindicato dos Agentes de Saúde (Sindas). O trabalho dos agentes terceirizados pelo Município, que teve apenas uma semana de duração, foi meramente educativo. Trabalho este que, em anos passados, foi feito gratuitamente por militares da Marinha e do Exército. 

O coordenador da Divisão de Zoonoses, Lúcio Pereira, garantiu que as ações de combate ao mosquito serão mais intensas a partir de agora. Porém não divulgou o cronograma de ações.

Questionado sobre o aumento dos índices de infestação do mosquito, Lúcio Pereira explicou que, como o ciclo de visitas foi quebrado, a tendência era mesmo. 

Sobre a substituição do larvicida atualmente utilizado nas residências e prédios comerciais – diflubenzuron – pelo novaluron, o coordenador ressaltou que os agentes precisarão passar por um treinamento para se familiarizarem com o produto. Não há informações sobre data e tempo necessário para o treinamento. Pereira acredita que o larvicida será entregue hoje na sede do CCZ, na zona Norte.

Estrutura

A Prefeitura do Natal deverá manter, parte da estrutura que estava sendo utilizada pelo ITCI. O Centro de Hidratação, na Cidade da Esperança, deverá ser mantido atendendo a uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público. Mas ainda há detalhes sobre a transição. 

A secretária municipal de Saúde interina, Maria do Perpétuo Nogueira, afirmou que tentará viabilizar veículos de outras secretarias municipais para dar apoio às ações contra à dengue. O Centro receberá apoio das ambulâncias do Samu e do Prae (Programa de Remoção e Acessibilidade).

Os diretores do ITCI foram procurados para comentar o distrato por dois dias consecutivos. Eles decidiram manter o silêncio. 

bate-papo - Henio Lacerda » presidente da Soc. de Infectologia/RN

Como o senhor analisa este intervalo de tempo que tivemos no combate à dengue em Natal?

 Cada dia que atrasa no combate à doença, dá-se espaço para o mosquito proliferar e novos focos vão aparecer. Do ponto de vista médico, essa quantidade de dias sem haver realmente nenhum programa de combate ao transmissor, é realmente preocupante. Essa semana toda passamos sem combate algum e o mosquito está transmitindo mais dengue. Teremos mais pessoas com a doença. Os corredores do Giselda Trigueiro estão lotados, muitos dos pacientes com o tipo hemorrágico.

O senhor já foi procurado pelo município para ajudar?

Existe um comitê estadual e municipal que é de planejamento para ações de combate à dengue e que está dentro das diretrizes nacionais de combate à doença. Se os planos de contingência, que estão prontos, saíssem do papel, eu tenho certeza que a gente conseguiria minimizar muito o impacto de uma epidemia de dengue. As diretrizes contemplam tudo aquilo que deve ser feito nas ações de combate e tratamento do paciente diagnosticado com dengue. A gestão não consegue tirar esse plano do papel e os casos continuam acontecendo.

A rede básica de saúde está preparada para receber um aporte maior de pacientes?

Claro que não. Basta dar uma volta nos postos de saúde. Eu visitei o posto do Tirol e não tinha nenhum atendimento à tarde. Era para estar médicos, enfermeiros, assistentes sociais, todas as equipes e pacientes sendo atendidos e o posto, no período da tarde, não funcionava nada. Há uma carência de assistência médica. Significa que os postos não estão, de forma alguma, preparados para absorver os pacientes. Dinheiro não é mais problema, existe o dinheiro para abastecer as unidades. Basta colocar os servidores municipais para trabalhar nos postos. O trabalho feito desde o ano passado, quando foi anunciada a epidemia, está perdido.

Prestadora de serviços à OS está envolvida em fraudes 

Conforme apontou o relatório do Tribunal de Contas Estadual, o contrato do ITCI com a SMS está cercado de irregularidades. Essas, porém, vão além do que já foi divulgado pelos órgãos de fiscalização até o momento. Uma das empresas que presta serviços ao ITCI, a Toesa Service Ltda, pela qual assina Marcos Crispim em Natal, está envolvida em escândalos de fraudações em licitações públicas. As informações foram veiculadas no final do ano passado, em reportagens do jornal O Globo e em matérias da assessoria de imprensa do Ministério Público do Rio de Janeiro.

 
alex régisO representante da Toesa em Natal, Marcos Crispim, participou de reuniões com agentes de endemiasO representante da Toesa em Natal, Marcos Crispim, participou de reuniões com agentes de endemias
A Toesa Service responde a processos judiciais no Distrito Federal, por ter participado de uma contratação milionária com dispensa de licitação. Pela prestação dos serviços de transportes de pacientes com veículo tipo ambulância e vans para atender a rede hospitalar da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, a empresa receberia R$ 2.152. 583,50 por mês. O contrato era válido por seis meses.

 Além disso, a Toesa é acusada de abastecer o esquema do mensalão em Brasília durante o governo de José Roberto Arruda, que pertencia ao Partido Democrata (DEM). Por isso, venceu o processo licitatório. As ações da empresa na capital federal foram bloqueadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Polícia Federal. 

 No Rio de Janeiro, no final do ano passado, o Ministério Público do Rio de Janeiro ajuizou ações contra a Toesa. Mandados de busca e apreensão foram expedidos. Os mandados foram concedidos pela 4ª Vara de Fazenda Pública da capital, onde tramita, desde o dia 29 de outubro de 2010, Ação de Improbidade Administrativa ajuizada contra o ex-Subsecretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Cesar Romero Vianna Júnior, além de dois servidores.

  Os funcionários Ricardo Wilson Pereira Domingues (pregoeiro da Secretaria de Saúde) e Michelle Costa Fonseca (coordenadora de Aquisição da Superintendência de Logística e Suprimentos da Secretaria de Saúde), são acusados, junto com Romero, de fraudar o processo de licitação que escolheu a empresa Toesa Service para prestação de serviços de manutenção em veículos utilizados no combate à dengue. 

 No Estado carioca, a entidade participou de uma licitação fraudulenta para a manutenção de 111 ambulâncias. O valor do prejuízo ao Estado foi de cerca de R$ 2,6 milhões. Na ação civil pública impetrada pelo MP carioca, os promotores pediram o ressarcimento do dinheiro aos cofres estaduais além de proibir a Toesa de firmar contratos com o poder público por cinco anos. 

 Em Natal, as ações da empresa são gerenciadas por Marcos Crispim. Ele é responsável pela logística de transportes junto ao ITCI. As ordens de abastecimento das 18 vans são assinadas por ele. A assinatura de Crispim é validada com um carimbo com a titulação de gerente de operações e a matrícula de funcionário da Toesa Service.

 Marcos Crispim trabalha diretamente com a direção do ITCI e foi quem conduziu algumas reuniões com os agentes de saúde municipais. A última foi realizada no Cemure no dia 20 de abril.

 O gerente de operações foi procurado mas não retornou às tentativas de contato telefônico. O atendente da filial da Toesa Service em Recife, que se identificou como Justino, afirmou que Marcos Crispim estava na nova filial em Natal, mas não dispunha do endereço ou do contato telefônico. Limitou-se a dizer que Marcos estava em Natal há pouco tempo.

Vans e agentes de saúde parados

 No primeiro dia após a publicação do cancelamento unilateral do contrato da Prefeitura de Natal com o Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social (ITCI), nenhum dos agentes de saúde terceirizados esteve em campo. Os profissionais foram dispensados desde o início da tarde da terça-feira passada.

  Os 18 motoristas e 150 agentes estão de braços cruzados, na expectativa da definição se permanecerão ou não desenvolvendo as ações de combate ao mosquito aedes aegypti. Após o cancelamento do contrato, somente o Centro de Hidratação, na Cidade da Esperança, continua funcionando normalmente.

   A equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE esteve ontem pela manhã na sede do ITCI, no Alecrim. No galpão, estavam guardadas todas as vans e veículos que eram utilizados no traslado de pacientes e agentes de saúde. Alguns profissionais foram ao local, mas retornaram para casa. A informação que eles tinham era para esperar um contato da direção. O que não foi feito até o final da tarde de ontem.

 Já no Centro de Hidratação, a movimentação de pacientes era intensa. De acordo com a enfermeira chefe da unidade, Jussara Souza, cerca de 140 pessoas são atendidas diariamente. Os funcionários, porém, tinham dúvidas quanto à permanência nas funções. Até ontem, nenhum representante da Prefeitura havia procurado os profissionais terceirizados para uma conversa. “Nós temos um nome e uma profissão a zelar. Por isso, não abandonaremos o trabalho”, destacou Jussara.

.: Dia Internacional contra a Corrupção no calçadão de Ponta Negra dia 6/dez (domingo)

O Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado no dia 9 de dezembro, é uma referência à assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, ocorrida na cidade mexicana de Mérida. A proposta de instituição da data foi apresentada pela delegação brasileira. Em 9/12/2003, mais de 110 países, entre eles o Brasil, assinaram a Convenção. O Congresso Nacional aprovou o texto da Convenção em maio de 2005. No dia 31 de janeiro de 2006, a Convenção foi promulgada, passando a vigorar no Brasil com força de lei.

No RN, desde 2006 a CGU vem organizando a celebração dessa data, sempre em parceria com várias instituições, entre elas o MARCCO, que inclusive foi lançado em um evento comemorativo a essa data em 2007 na cidade de Mossoró.

Para esse ano de 2009, a CGU está organizando, em articulação com o Ministério Público do Estado do RN e o Movimento Permanente pela Ética - MPPE, a realização conjunta dessa celebração, em evento no Calçadão da Praia de Ponta Negra, no dia 6 de dezembro (domingo).

OPERAÇÃO IMPACTO

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Nominuto - 28/02/08 :: MINISTÉRIO PÚBLICO REALIZA CAMPANHA CONTRA CORRUPÇÃO

Procurador pede apoio para divulgar campanha anti-corrupção no Estado
José Augusto Peres começou a visitar parceiros pedindo apoio para a campanha.

da Redação NoMinuto
Foto: Gabriela Duarte

O objetivo é dar maior visibilidade à campanha, sobretudo entre crianças e adolescentes

O procurador-geral de Justiça, José Augusto de Souza Peres Filho, começou a visitar, nesta semana, os veículos de comunicação do Estado e outros parceiros em potencial para solicitar o apoio na divulgação de campanha de combate à corrupção que será lançada nacionalmente no dia 16 de março.

A campanha “O que você tem a ver com a corrupção”, iniciada pelo Ministério Público de Santa Catarina, foi vencedora em sua categoria do Prêmio Innovare de 2005 e abraçada por entidades como a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça (CNPG).

>> Comentário pertinente: Carregamos o peso da corrupção há mais de 500 anos, está na hora de descarregar e seguir em frente - afinal moramos todos no mesmo lugar!

Temos Os procuradores-gerais de Justiça de cada estado da federação ficaram comprometidos na busca desse apoio para a divulgação do material produzido para diversas mídias. O objetivo é dar maior visibilidade à campanha, sobretudo entre crianças e adolescentes, com a finalidade de fazer com que essas pessoas em formação possam refletir mais e melhor sobre as implicações de atos cotidianos que, embora não pareçam, representam práticas corruptas que podem e devem ser alteradas para o bem de todos.

A campanha visa principalmente reduzir a impunidade nacional, cobrando efetiva punição dos corruptos e dos corruptores, e educar e estimular as gerações novas para a construção de um Brasil mais justo e sério, destacando o papel fundamental de nossas próprias condutas diárias.

Combate à corrupção se ensina desde a infância


O Ministério Público fará palestras e distribuição de cartilhas educativas nas escolas públicas e privadas.

Repórter: Karla Larissa

“O que você tem a ver com a corrupção?”. Essa pergunta será feita não só aos adultos, mas também a crianças e adolescentes, a partir do próximo dia 16, quando será lançada uma campanha nacional de combate à corrupção. No Rio Grande do Norte, o Ministério Público fará palestras e distribuição de cartilhas educativas nas escolas públicas e privadas.

Não tirar vantagem no troco e não furar fila. Essas são pequenas ações que crianças e adolescentes devem fazer para ser um adulto mais honesto. De acordo com a promotora do Patrimônio Público, Juliana Limeira, ensinar desde cedo o que é a corrupção e como ajudar a combatê-la será muito importante para o futuro. “Vamos conscientizar hoje, para varrer a corrupção,e assim fazer com que essas crianças sejam adultos diferentes dos de hoje”, enfatiza.

Segundo a promotora, a campanha “O que você tem a ver com a corrupção?” tem como objetivo principal fazer com que a sociedade reflita sobre a corrupção, que vai além do âmbito da política. “A corrupção também está na sociedade”, salienta.

A promotora Juliana Limeira explica que, nas escolas, essa reflexão será feita de forma mais lúdica, com cartilhas e palestras, tomando exemplos do cotidiano das crianças e dos adolescentes.

* Fonte: Ministério Público