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.: ESPIGÕES Ponta Negra: estão questionando o inquestionável!!!

[Clique na imagem para ampliar]

Laudo do Ministério Público / UFRN [download]

Olhe atentamente as imagens a seguir e tire suas conclusões. Elas são a projeção real do impacto que a paisagem de Ponta Negra poderá sofrer se as obras próximas ao Morro do Careca forem liberadas. Será que não percebem o mal que as construções irão causar ao Turismo e a própria auto-estima do potiguar? Quem questiona é cego, doido ou quer apenas lucrar fácil e rapidamente em cima da bela paisagem que está sob NOSSA responsabilidade?

ATENÇÃO - NOVO ROUND DO ESPIGÕES DE PONTA NEGRA

Dessa vez não adianta ficar na frente da telinha apoiando virtualmente a luta, temos que mostrar a cara in loco, comparecer, participar!!

ANOTE NA AGENDA E MULTIPLIQUE O CONVITE:

Segunda-feira (pós-Carnaval), dia 22 de fevereiro, às 15h, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça RN
Endereço: Rua Promotor Manoel Alves Pessoa Neto , Nº 97 Candelária (próximo ao início da Jaguarari/condomínio Green Village)
Fone: (84) 3232-7130

[faça o download do laudo sobre o impacto na paisagem aqui]

[Clique nas imagens abaixo para ampliar]
O laudo de 46 páginas, elaborado por professores da UFRN a pedido do Ministério Público, faz a projeção da interferência real dos "espigões" na paisagem próxima ao Morro do Careca. Esse é o mesmo documento apresentado à prefeita Micarla de Sousa, que acertadamente revogou a licença que autorizava as construções após constatar a agressão urbana ao principal cartão postal da cidade.

Para consolidar essa decisão, precisamos comprovar aos tecnocratas desprovidos de bom senso que descondideram questões subjetivas como o direito à paisagem e que não enxergam o futuro da cidade como, inclusive, destino turístico, que a sociedade é contra esse absurdo.

Participe, compareça a reunião/encontro/audiência nesta segunda (22), às 15h, na sede da Procuradoria Geral de Justiça RN (próximo ao início da Jaguarari/em frente ao condomínio Green Village). A identidade cultural da cidade, a praia e o meio ambiente agradecem!

[Clique na imagem para ampliar]

.: Imagem que vale mil palavras

Não se enganem pois é assim que nosso cartão postal pode ficar!

É isso que vocês querem?

Desafio os construtores a exibirem a projeção real do impacto dos empreendimentos na paisagem. Aí sim poderemos avaliar com informações reais o tamanho do absurdo que a prefeitura está permitindo e sendo conivente.

Com essa imagem relanço o desafio da MONTAGEM GROTESCA.

.: Vamos começar a vender cartão postal 'photoshopado'?

Montagem sobre fotografia de Alexandro Gurgel
De novo, novamente e retornando: o principal cartão postal da cidade está em perigo 'de novo'! - digamos que um novo round aflorou após processos judiciais que tentam reverter a decisão de não se construir ali, próximo ao Morro do Careca em Ponta Negra. (ver fim da mensagem)

Vamos começar a vender cartão postal 'photoshopado'?

Amanhã, TERÇA 26, ÀS 10H, na Vila de Ponta Negra (ali por trás da igreja católica) a questão de se riscar ou não a paisagem volta ao centro das atenções. Acredito que a vista de Ponta Negra (pelo menos a paisagem, pois de perto o mar já está poluído), aquela sensação de que "PELO MENOS A PAISAGEM NÓS (todos NÓS) TEMOS", faça parte da já combalida IDENTIDADE CULTURAL POTIGUAR.

O resto é CONOSCO: QUEM PUDER FORTALECER, APAREÇA - FILME, ESCREVA, FOTOGRAFE, 'MUSIQUE', pode ser um dia histórico!

Diga o quanto isso, o Morro do Careca e toda liberdade e identificação que ele transmite, uma ligação emocional, transcendental, metafísica, urbana, um ponto cardeal para cada um de NÓS (que moramos, nascidos ou não na cidade, visitantes, investidores, construtores, compradores de apartamentos, estrangeiros, grigos, farofeiros, pescadores, ambulantes, eu, você, ele, ela...), é importante para você.

1. Desafio da Montagem Grotesca com perspectiva a partir da estrada de Ponta Negra - para se ter uma ideia de como pode ficar a paisagem (montagem sobre fotografia de Francisco Iglesias)

2. Montagem Grotesca Via Costeira (montagem sobre fotografia de Alexandro Gurgel)

3. O dia XYZ, em 2006

Abaixo mensagem da assessoria de imprensa do Ministério Público:

Destaques da atualização :: 23 de janeiro

LINK 01. Qual é a verdadeira verdade afinal? Empresários, mostrem um passeio virtual em 3D para termos uma noção do estrago.

# foto de Alexandro Gurgel
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LINK 02. Audiência do BLOG em novembro 2006

LINK 03. Audiência do BLOG em dezembro e total de acessos em 2006
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LINK 04. O anda rolando na comunidade SOS PN no Orkut?
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QUAL A VERDADEIRA VERDADE AFINAL?? :: foto de Alexandro Gurgel

Caros empresários que desejam manchar o principal cartão postal da cidade, em vez de ficar vomitando impropérios criticando uma montagem tosca e 'quase' na escala, que tal mostrar-nos a verdadeira verdade? Divulguem um passeio virtual 3D e provem que os prédios não irão prejudicar a visão do Morro do Careca!!

Estou "a fim de saber a verdadeira verdade", como bem disse o Cidade Negra no primeiro álbum "Lute pra Viver" (1990) — ainda com Ras Bernardo nos vocais:

Falar a Verdade
Cidade Negra
[ouça a música]

Vamos falar a verdade pra vocês

Ei, ei, estamos aí (pro que der e vier)
Ei, ei, estamos aí (pro que der e vier)

A fim de saber a verdadeira verdade
Estamos a fim de saber, a fim de saber
Estamos a fim de saber, a fim de saber

Você que luta para se manter
Você que pede pra sobreviver
Você que olha com toda curiosidade

A fim de saber a verdadeira verdade
Estamos a fim de saber, a fim de saber
A fim de saber a verdadeira verdade
Estamos a fim de saber, a fim de saber

Ei, ei, estamos aí (pro que der e vier)
Ei, ei, estamos aí (pro que der e vier)

Você que foge como um ladrão
Tentando se esquivar da perseguição
Você que foge como um ladrão
Tentando se esquivar da perseguição

Você que anda pelo meio da rua
Você que lê livros de mulher nua
Você que vê coisa invisível
Você que crê no todo poderoso
Você que nasce (hou) você que cresce (hou)

# foto de Alexandro Gurgel

Matéria TN 10/12 :: impedidos de detonar a paisagem, empresários querem indenização

Empresa quer indenização

Foto: Júnior Santos

VISITA - Rogério Torres esteve ontem com o diretor da TRIBUNA DO NORTE, Ricardo Alves

Os empresários responsáveis pelas obras dos espigões em Ponta Negra já iniciam uma ofensiva contra a decisão da Prefeitura de suspender as licenças para a realização da obra. Nos próximos dias a CTE Engenharia Ltda. Deve estrar com uma ação judicial indenizatória de perdas e danos, contra o Município, estimada em R$ 4 milhões. Além disso os empreendedores reclamam da demora da Secretaria Municipal de meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) em fazer a análise do processo de licenciamento.

Os empresários da CTE Engenharia Ltda., responsáveis pelo empreendimento “Costa Brasilis Residence”, estão se sentindo lesados. Segundo os empreendedores, o movimento SOS Ponta Negra, que deu origem à mobilização que culminou com o processo de suspensão das licenças e paralisação das obras, apresentou informações inverídicas, fazendo uma montagem fotográfica da obra no entorno do Morro do Careca que não corresponderia com à realidade, prejudicando os empreendedores e preocupando os compradores tanto brasileiros quanto estrangeiros.

Rogério Torres, sócio-diretor da CTE Engenharia Ltda, garantiu que para iniciar as obras e efetivar o lançamento de vendas do prédio, a empresa seguiu todo o trâmite legal exigido para construção de empreendimentos imobiliários estabelecido no Plano Diretor de Natal.

“Foram cumpridas todas as instruções técnicas exigidas pela Semurb, que após a conferência dos documentos, considerou o Processo apto para aprovação de sua construção sendo expedidos a Licença Ambiental e o Alvará de Construção, tendo sido posteriormente efetivado o Registro de Incorporação no Cartório de Registro de Imóveis”, disse Rogério Torres.

A empresa protocolou a defesa administrativa na Semurb desde em novembro e entrou com ação judicial contra a Prefeitura Municipal de Natal. “Vale salientar que esta paralisação vai comprometer o cronograma físico da obra e em breve entraremos com ação judicial indenizatória de perdas e danos contra Prefeitura Municipal de Natal”. O valor estimado é de R$ 4 milhões, informou o sócio-diretor da CTE, Rogério Torres.

Antes da suspensão das licenças, e com a obra completamente legalizada a CTE apresentou aos compradores toda a documentação do empreendimento, ou seja: terreno registrado em cartório sem ônus, licença ambiental, alvará de construção, registro de incorporação, anotações de responsabilidade técnica ART-CREA-RN, e registro no INSS.

Dos 60 apartamentos do empreendimento, 55 estão vendidos, perfazendo um total de 91,67% comercializados, atendendo predominantemente o público europeu. Cerca de 78% das unidades vendidas para investidores da Espanha, Portugal, Suíça, Noruega e outras nacionalidades. Cerca de 30 operários trabalhavam na obra.

Segundo o diretor Rogério Torres, os compradores estrangeiros e brasileiros também irão entrar com ações de perdas e danos contra a Prefeitura de Natal que precisa ser penalizada pela sua irresponsabilidade.

“Ninguém quer ferir a imagem do Morro do Careca. Nosso empreendimento está de acordo com as leis ambientais e o Plano Diretor de Natal. O que nos preocupa é o fato de algumas informações não estarem sendo divulgadas corretamente, prejudicando também a imagem da cidade na Europa”, explicou o diretor Rogério Torres.

Os jornais estrangeiros publicaram várias matérias sobre o assunto. Uma notícia publicada no dia 20 de novembro deste ano, no Diário Económico, de Portugal, informa que o fato provocou um clima de instabilidade e descrença nos investidores e na venda de imóveis aqui no RN.

“Os estrangeiros que iriam investir aqui estão cada vez mais receosos. Estava tudo legalizado num determinado momento e logo após foi paralisado sem uma análise profunda. O prefeito disse que essa análise seria feita, mas já faz 50 dias que aguardamos a resposta”, concluiu Rogério.

DESAFIO DA MONTAGEM GROTESCA


+ clique na imagem para ampliar +

Essa é a visão que estamos defendendo

Ponta Negra e o Morro do Careca merecem, no mínimo, esta proposta de preservação da paisagem. A linha imaginária segue direto pela Rua da Floresta (dentro da Vila) e protege - inclusive - o Campo do Botafogo, área de lazer que há 55 anos é da comunidade e hoje alvo da espaculação imobiliária.

* colaboração enviada por Francisco Iglesias, da Associação Potiguar Amigos da Natureza

.: Matéria publicada no Correio da Tarde (sábado, 23)

É errado, mas está permitido

Karla Larissa - Repórter
Foto: montagem Blog SOS Ponta Negra sobre imagem de Alex Fernandes

Prédios escondem a visão do cartão postal. População protesta

As belezas naturais, praias, o clima e a atmosfera de cidade pequena com o povo acolhedor fizeram de Natal um dos maiores destinos turísticos do País. A fama ganhou o mundo e a capital vivencia uma verdadeira "invasão" estrangeira. Ponta Negra é o mais expressivo retrato disso. Apesar de aspectos positivos, como a geração de empregos e renda, tem marcas negativas sociais, com o crescimento da criminalidade, drogas e prostituição.

Dessa vez, o alvo é a Vila, em uma área vizinha ao Morro do Careca, onde serão construídos cinco prédios com cerca de 14 andares cada, algo que será possível apenas porque a nova legislação, que poderia proibir a ação, só deve entrar em vigor no final do ano. "Peguei uma revista dessas de imóveis para folhear, quando me deparei com um anúncio de um grande prédio ao lado do Morro do Careca", conta o jornalista Yuno Silva.

Ao descobrir que a obra foi autorizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), por estar condizente com a legislação atual, Yuno resolveu lutar pela causa criando o Blog SOS Ponta Negra, onde constam as informações sobre as construções. Para ele, isso é "um tiro no pé do turismo". "Vai tirar a imagem de uma praia paradisíaca, além de ser voltado para os estrangeiros, que terão uma segunda casa, ao invés de se hospedarem em hotéis", avalia.

O diretor da Bezerra Imóveis, uma das imobiliárias que está com empreendimentos no local, Vladimir Bezerra, explica que o Residencial Sinai - prédio que fica mais próximo do Morro - ainda está passando por aprovação, mas o Solares, mais distante, já está com as obras e vendas iniciadas. "O plano diretor, que é o instrumento máximo que define essas regras, com muito cuidado, principalmente em Ponta Negra, está sendo respeitado", explica. Ele acrescenta que a área não é definida nem como Zona de Proteção Ambiental (ZPA), nem como Zona Especial Turística (ZET) e por isso não trará prejuízos.

Porém, segundo o assessor técnico da Semurb, Edílson Bezerra, construções desse tipo e nesta área não serão autorizadas pelo novo Plano Diretor. De acordo com ele, a autorização foi dada, mesmo estando próximo das mudanças, porque as liberações de obras são baseadas na legislação atual. "Os empreendimentos estão na chamada Zona Adensável, que com as novas normas não serão mais possíveis", esclarece, mas justifica que eles não podem ir de encontro à lei.

Para Yuno, dar essa liberação, sabendo que daqui a pouco tempo não seria permitido, é um absurdo. De acordo com o representante da Semurb "O público alvo serão os estrangeiros que desejam ter uma segunda casa". O secretário de Turismo de Natal, Fernando Bezerril, diz que estimular uma segunda residência para os estrangeiros é preocupante.

"Natal já tem 25 mil leitos e o dobro está em construção. Eu vejo os hoteleiros preocupados. Acredito que é preciso repensar sobre o assunto", opina. Sobre a cobertura do Morro pelos edifícios, ele vai torcer para não dar certo. "É meio que irresponsável autorizar uma coisa que daqui a pouco vai ser proibida. Como secretário, procuraria uma solução no jurídico. Como natalense, penso no amanhã dos meus filhos e netos".

Os moradores da Vila têm opinião unânime sobre as mudanças causadas com a presença do estrangeiro e das novas obras. Jailde Melo, moradora há 40 anos, conta que com a vinda dos turistas surgiram problemas como aumento da criminalidade, drogas e prostituição. "Até um prédio histórico, o Patrionato, que hospedou os americanos na 2ª Guerra mundial foi derrubado para se construir hotéis. A Vila esta se acabando", lamenta. Já Etelvina Barbosa, moradora há 21 anos, declara: "Vai ter mais crescimento, mas a estrutura não acompanha. Teremos problemas de saneamento, por exemplo", teme.

O SOS Ponta Negra vai realizar neste domingo o ato de protesto "Eu não sou palhaço", distribuindo panfletos nos coletivos.

Opinião do Povo

Etelvina Barbosa
Moradora há 21 anos
Vai acabar com a imagem da Vila. O crescimento chega, mas a estrutura não acompanha.

Estevam Pascoal
Morador há 31 anos
Vai adiantar por uma parte e atrasar por outra. A segurança vai ser pior e vamos perder também a brisa.

Janilde Melo
Moradora há 40 anos
A Vila está acabando com a chegada dos estrangeiros. Vinheram os lucros, mas também problemas, com criminalidade, drogas e prostituição.

José Lúcio Santos
Morador há 30 anos
Os assassinatos também cresceram por causa do tráfico de drogas, foram onze, desde dezembro. Os prédios estão espremendo os nativos. Não vamos conseguir ver mais o Morro do Careca.

.: Matéria publicada no Diário de Natal (sábado, 23)

Projeto de edifício ameaça Morro

Renato Lisboa - Repórter

Montagem sobre foto de Alex Fernandes, feita para blog SOS Ponta Negra, mostra impacto na paisagem

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) concedeu licença para a construção de um prédio de 15 andares que oferece um sério risco de comprometer a visualização do Morro do Careca. Ontem pela manhã promotora do Meio Ambiente Gilka da Mata foi visitar o local para conferir a informação publicada no blog SOS Ponta Negra (www.sospontanegra.blogspot.com), do jornalista Yuno Silva.

O edifício já está com um estande de vendas localizado na Rua José Bragança, transversal ao morro e é uma incorporação da Solaris Empreendimentos e de responsabilidade da construtora Ágora. A placa em frente ao estande indica um empreendimento já licenciado, com alvará de construção, registro de incorporação e licença ambiental. Durante a vistoria a promotora estava acompanhada por técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semurb) e do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Idema).

A localização fica numa região fronteiriça da Zona Especial de Interesse Turístico (ZET1), cuja altura do gabarito pode chegar até 7,5m de altura, medidos em qualquer ponto do terreno. Fora dessa área, o limite de altura de prédio é proporcional à área do terreno, com uma forma de cálculo específico conforme a finalidade do prédio, ou seja, residencial ou comercial.

‘‘Foi dada tanto a permissão ambiental quanto urbanística, portanto já solicito aqui à Semurb as duas licenças para ver os detalhes da obra. Quero saber como foi essa liberação sob a ótica do esgotamento sanitário e desejo que conste um parecer sobre o seu impacto visual na paisagem’’, disse a promotora Gilka da Mata ao representante da secretaria quando confirmou a placa com a licença.

Ela se queixou de um problema de comunicação recorrente entre os órgãos públicos. ‘‘Preocupa-me a liberação sem a conclusão dos estudos relativos ao licenciamento ambiental do sistema do esgotamento sanitário de Ponta Negra, pois é uma área saturada e não tolera mais construções de grande porte. Esse sistema de esgotamento é licenciado pelo Idema. A Semurb não poderia ter dado a licença sem esse aval do Idema. É necessário existir uma rede de comunicação entre a Caern, o Idema e o Semurb. Isso foi muito falado em audiências na promotoria porque depois ocorre o velho problema de ter de paralisar a obra depois de iniciada, gerando um desgaste que não interessa a ninguém’’, disse.

Um outro empreendimento já anuncia a venda de unidades de uma edificação mais próxima ainda do morro, mas segundo o próprio representante da Semurb, ainda não tem licença, o que pode facilitar o impedimento de sua construção caso fira a legislação ambiental.

A promotora Gilka da Mata também vistoriou as obras da estação de tratamento de esgoto do Baldo e da estação elevatória de Ponta Negra. No Baldo, verificou-se se a obra estava de acordo com os condicionantes da licença de instauração conferida pelo Idema. Em Ponta Negra, pedras soltas atrapalharam o andamento da obra, que agora tem o prazo de 90 dias para ser concluída. Nenhuma licença de construção de hotel pode ser dada sem o funcionamento da estação.

SEMURB

O Diário de Natal procurou falar às 17h30 com a secretária municipal do Meio Ambiente, Ana Míriam Machado, mas sua assessoria disse que ela não poderia, pois estava com agenda ocupada. Isalúcia Cavalcanti, chefe do Departamento de Controle de Impacto Ambiental, confirmou que foram dadas as licenças embientais e informou que, se foram dadas, certamente o prédio da Solaris está fora da ZET1. E também disse que atenderá prontamento às solicitações da promotora Gilka da Mata.

.: Cadê o PARAÍSO?? [projeção 2015]


Se o negócio deslanchar ninguém vai segurar mais!
O tiro no pé que Natal poderá dar no turismo vai infeccionar, e feio!!!
Lembrando que a faixa amarela representa o limite determinado pela Prefeitura: pra trás pode construir prédios de até 15 andares, pra frente... quem sabe onde vai parar!?

Como dizem: QUEM AMIGA AVISO É!!!!!
Não estou aqui de brincadeira, o lance é muito sério.

Leia atentamente todo o BLOG, tudo o que foi postado aqui está legalmente registrado na Prefeitura de Natal, então não é nenhuma novidade. Não é spam, não é corrente, não é hoax, não é piada, não tem links suspeitos, não estou contra imobiliárias nem construtoras, não estou contra empreiteiros nem turistas estrangeiros, também não quero mal aos corretores de imóveis nem aos donos de terrenos.

Sou a favor de um única coisa: nossa paisagem máxima: a praia de Ponta Negra com o Morro do Careca. É nosso simbolo maior, nosso orgulho, nosso cartão postal.

Nós moradores, os maiores interessados, fomos (eu pelo menos) os últimos a saber (vi o anúncio do prédio em uma revista local, no início de setembro) que, potencialmente, NADA está protegido pelo Plano Diretor da Cidade.

Porque ninguém divulga coisas do tipo: "se o tal Plano Piloto for aprovado assim ou assado a cidade pode crescer até aqui e tal". Porque não há um debate franco sobre o assunto. Porque a grana não pode ceder pelo menos uma vez. Não houve isso, tudo foi feito na surdina, tudo carimbado, avaliado e rorulado por uma Lei ineficiente que não saber proteger o maior bem que a cidade possui: sua NATUREZA.

Empresários construtores, sejam vistos heróis com a sábia decisão de recuar. Construam prédios melhores com menos apartamentos, de alto luxo, em vez de 'kitnets' de um quarto e 50 metros quadrados de área útil. Uma aberração. Nos salvem com o bom senso de vocês.

Não nos façam sentir vergonha da cidade pelo resto de nossas vidas quando olharmos Ponta Negra ao longe. Que as pessoas que estão lendo essas linhas comprovem as informações e se mobilizem antes do início do fim. Agradeço de coração e a sorte está lançada.

Montagem ilustrativa sobre foto de Alex Fernandes

.: Montagem 01 [2008] - projeção


Esses dois aí são só o começo se ficarmos de braços cruzados.

Se não tem jeito, se o empresário já vendeu tudo e não tem com voltar atrás (pois acredito que ele tenha ficado triste com essa projeção do futuro tanto quanto nós), se a construtura vai mesmo levantar pilares desse tamanho, então que uma ação social da mesma magnitude (maior de preferência!) seja posta em prática no bairro com recursos próprios - pelo menos é uma contra-partida mínima diante do desserviço.

Não dá para desfigar um lugar desses sem propor uma compensação social.