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.: Operação Cristal: vídeo mostra traficantes sendo presos durante casamento na Espanha

Repórter: Thyago Macedo

Onze pessoas foram detidas pela polícia espanhola em outubro. Eles fazem parte do esquema de narcotráfico que usava Natal como sede para lavar dinheiro.

Principais integrantes da organização criminosa foram presos nesta quarta-feira (16)

Um vídeo publicado no YouTube mostra parte da organização criminosa que fazia lavagem de dinheiro em Natal sendo presa em Madri, na Espanha, em outubro deste ano. Onze pessoas foram detidas na chamada Operación Jazmines.

Eles são acusados de comandarem um esquema internacional de narcotráfico que tinha como sede para lavagem de dinheiro a capital do Rio Grande do Norte. Os membros da rede foram detidos durante a celebração da festa de casamento, no dia oito de outubro.

Durante esta ação, a polícia espanhola aprendeu dez carros, a maioria importados, dinheiro, armas e várias documentações que ajudaram a comprovar a lavagem de dinheiro.

Os principais integrantes da organização criminosa foram presos nesta quarta-feira (16). Entre eles, está um espanhol, que de acordo com a Policia Federal do Rio Grande do Norte, comandava o esquema de lavagem de dinheiro e possuía vários imóveis em Natal.

# Saiba mais sobre a Operação Cristal:


16/dez/8009 - Vídeo: Delegado Joselito de Araújo fala sobre a Operação Cristal

Nominuto - 01/04/08 :: GRUPO SÁNCHEZ DEMITE CERCA DE 40% DOS FUNCIONÁRIOS NO RN

Empresa parceira afirmou que empreendimento potiguar não seria afetado com a concordata na Espanha, mas a redução da equipe já começou

Repórter: Gabriela Barreto


Cerca de 40% dos funcionários da parte técnica e comercial do Grupo Sánchez no Rio Grande do Norte foram demitidos durante uma reunião realizada nesta segunda-feira (31) no escritório do grupo.

Um ex-funcionário, que não quis se identificar, afirmou que os presidentes da empresa argumentaram que trabalharão com o número mínimo de funcionários na implantação do empreendimento Grand Golf Natal, na praia de Pitangui.

Ele disse ainda que a demissão pegou os funcionários de surpresa, pois desde que a empresa pediu concordata na cidade de Manresa, na Espanha, ficou claro para os funcionários potiguares que os trabalhos no Estado não seriam afetados, apesar da falta de informações.

No entanto, não foi o Grupo Sánchez que assegurou a continuidade normal dos trabalhos e sim a Spel, uma empresa parceira no empreendimento, através de seu proprietário, o empresário Paulo de Paula.

“Eles disseram que nada iria acontecer em Natal. Na Espanha, eles só ficaram com 20% dos funcionários. Por aqui, já demitiram 40%”, contou.

[Leia matéria completa no portal Nominuto]

.....|saiba mais|.....

Sánchez nega demissões em escritório de Natal

Tribuna do Norte - 02/04/2008
[Leia matéria completa aqui]

Assessor de marketing e comunicação do Grupo Sánchez no RN, jornalista João Maria Medeiros nega que o grupo espanhol esteja promovendo demissões em seu escritório de Natal. João Maria Medeiros disse ontem, que como qualquer empresa, o escritório do Grupo Sánchez está passando por uma adequação funcional, se tem sete pessoas trabalhando no escritórioem Petrópolis, “vai ficar com quatro ou cinco funcionários”.

Medeiros explicou que essa adequação não tem nenhuma relação com concordata preventiva que foi pedida na Espanha pelo Grupo Sánchez, embora seja claro “que ninguém quer perder o seu emprego”. Segundo Medeiros, essa concordata preventiva envolveu apenas duas empresas do grupo, a imobiliária e a administradora por causa da crise que começou nos Estados Unidos.

PEDIDO DE CONCORDATA DO GRUPO SÁNCHEZ

“Precisamos entender qual é a real situação do Sánchez”

O pedido de concordata preventiva do Grupo Sánchez não terá impacto na continuidade do Grand Natal Golf, mas pode ter abalado a parceria entre o grupo espanhol e a Sociedade Potiguar de Empreendimentos Ltda (Spel), dona da área e das licenças aprovadas do mega-empreendimento turístico projetado para a praia de Pitangui (RN).

Em entrevista ao Diário de Natal, o diretor da Spel, Wagner Mello, pontuou que seria precipitado dizer neste momento se a parceria com os espanhóis, que começou a se configurar em 2005, será desfeita. ‘‘Primeiro temos que enteder o que está acontecendo para podermos encontrar o melhor caminho, tomar uma decisão’’, enfatizou ele, descartando, ainda, que a imagem do projeto fique manchada em decorrência do episódio e de problemas envolvendo o Ministério Público.
[...]

[leia matéria completa no Diário de Natal]

Tribuna do Norte - 25/03/08 :: GRUPO ESPANHOL SÁNCHEZ PEDE CONCORDATA PREVENTIVA

Foto: Rodrigo Sena

TURISMO - Fernandes disse que o governo vai aguardar os desdobramentos

O grupo espanhol Sánchez pediu concordada preventiva na cidade de Manresa, na região da Catalunha. Com uma dívida de 97 milhões de euros ou cerca de R$ 260 milhões, o grupo Sánchez é um dos investidores no projeto turístico Grand Natal Golf, nas praias de Pitangui e Jacumã, entre os municípios de Ceará Mirim e Extremoz. A notícia sobre o pedido de concordata preventiva do grupo Sánchez saiu no jornal espanhol “La Vanguardia” e foi repercutida no sábado, dia 22, no site de “elconomistas.es”.

Segundo o site espanhol, a imobiliária do grupo Sánchez foi afetada pela crise do setor imobiliário que começou nos Estados Unidos. O grupo Sánchez tem pesados investimentos em turismo de segunda residência em Alicante, na cosa do sol espanhola “e nas praias de Natal”, segundo o “economistas.es”, onde o grupo empresarial catalão investe R$ 38 milhões de euros ou em torno de R$ 122 milhões, considerando a cotação do euro, que ontem era de R$ 2,69.

A imprensa espanhola informava que o Grupo Sánchez tem como principais credores os bancos Caja Madri e Caixa Catalunya. Segundo o noticiário espanhol, a continuidade do grupo Sánchez passa pela vendas de suas promoções em Natal, de forma que possa manter avançadas as conversações com diversos investidores.

Parceiro do grupo Sánchez no empreendimento Grand Natal Golf, o empresário Paulo Vasconcelos de Paula disse que o pedido de concordada preventiva do grupo espanhol não vai afetar a continuidade do projeto turístico. Ele explicou que o empreendimento é da empresa SPEL, que detém as terras e as licenças de construção e nem é sócia do grupo Sánchez, que é parceiro no negócio.

Segundo ele, independentemente dessa parceria, o projeto vai sair como o previsto, pois tem um prazo de pelo menos dez anos para estar todo concluído. A SPEL inclusive emitiu nota, em que informa que “pelo fato de um de seus parceiros ter solicitado concordata preventiva de uma de suas empresas na Espanha, em face da crise imobiliária vivida naquele país”, não haverá descontinuidade do projeto turístico na praia de Pitangui.

“O projeto continuará o seu ritmo normal, haja vista que faz 17 anos que a SPEL o vem desenvolvendo, sendo única proprietária de toda área e das licenças aprovadas”, diz a nota assinada pelo diretor Wagner Luiz de Mello. Na nota, a SPEL também esclarece que tem firmado um contrato de parceria com o Banco UBS Pactual desde fevereiro de 2008, “como adviser financeiro e estratégico” para o empreendimento do Grand Natal Golf.

O secretário estadual do Turismo, Fernando Fernandes, disse que tão logo soube das noticias sobre a concordada preventiva da imobiliária do grupo Sánchez, telefonou para o governador em exercício Iberê Ferreira de Souza, bem como informou que a governadora Wilma de Faria, que se encontra em São Paulo, também foi informada do assunto.

Fernando Fernandes disse que o governo estava tranqüilo, mesmo entendendo que a crise imobiliária no mundo pode acabar afetando um setor que vinha em franco crescimento em Natal. “O governo cumpriu todos os seus compromissos com relação a apoio, construção de acessos e outras infra-estruturas”, disse o secretário.

Segundo o advogado Marcos Antônio Medeiros do escritório Ribamar Aguiar Advogados e Associados o pedido de concordata preventiva é uma opção que a empresa tem para evitar a falência. “É uma forma de tentar recuperar a empresa com pagamentos de seus débitos”. O pedido de concordata preventivo no Brasil não significa que empresa esteja falida, é uma forma de tentar tirar a empresa do vermelho pagando os débitos existentes. No Brasil grandes empresas já passaram por pedidos de concordata preventiva e conseguiram se recuperar. “Na Espanha a legislação pode ter outras implicações, mas acho que não muda muita coisa”.

Nominuto - 16/03/08 :: MERCADO IMOBILIÁRIO POTIGUAR AINDA VAI CRESCER POR MAIS 30 ANOS

A previsão é baseada em análise dos aspectos econômicos, climáticos e geográficos. O crescimento do Salão Imobiliário do RN reflete bom momento do setor

Repórter: Itaércio Porpino
Foto: Vlademir Alexandre

Os inúmeros e variados lançamentos do Salão Imobiliário do RN fefletem bom momento do setor. O mercado imobiliário potiguar ainda deve crescer expressivamente pelos próximos 30 anos. A previsão é do presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN), Waldemir Bezerra.

A afirmação de Bezerra à revista Negócios Imobiliários, edição de março, se baseia numa análise dos aspectos econômicos, climáticos e geográficos, e também num relatório elaborado pelo próprio conselho que mostra o aumento de pelo menos 340% do número de profissionais da área nos últimos três anos.

>>> Pergunto: Se ainda restam três décadas de 'farra' imobiliária, então pra quê toda essa pressa [dos construtores] em faturar em cima da natureza, da degradação ambiental, dos menos favorecidos e da boa vontade alheia. O tal 'crescimento' que estão nos impondo, vem lapidando continuamente NOSSA dignidade, NOSSA cidade, NOSSO bairro e NOSSA praia.

O crescimento do VII Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte, que está sendo realizado no Centro de Convenções de Natal, reflete o bom momento do setor. Esta edição teve um incremento em 50% no número de grupos internacionais e de 30% na quantidade de empresas nacionais, o que resultou no acréscimo de 82 empresas em relação à edição passada.

A feira imobiliária, que já é a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para a de São Paulo, começou quarta-feira (12) e termina neste domingo (16), às 22h, com expectativas de que os negócios movimentem em torno de R$ 60 milhões.

A chegada de novas e grandes incorporadoras nacionais da construção civil em Natal e de grupos internacionais, como o Eurogreen, de Portugal, Promaga, Casa Azahar, Sanchez e Valero Brasil, todos da Espanha, também é um indicativo do potencial do mercado local.

O presidente do Creci, Waldemir Bezerra, estima que os investimentos neste ano de 2008 tenham um crescimento entre 20% e 25%. O turismo de segunda residência é, na avaliação dele, o principal responsável por esse incremento.

Para Bezerra, o momento econômico propicia o desenvolvimento no setor. “A moeda está estável, estamos tendo queda na taxa de juros e maior oferta de empregos. Também os bancos estão oferecendo mais facilidade e maior volume de crédito nas linhas de financiamento. Outro dado importante é o aumento no poder aquisitivo das classes sociais C, D e E”, diz.

Soma-se a isso os fatores climáticos e geográficos e uma divulgação eficiente do destino Natal no exterior.

Serviço:

O VII Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte é aberto das 14h às 22h, no Centro de Convenções de Natal.

Comunicação MST :: INVESTIMENTOS NO LITORAL DO RN SERVE DE LAVANDERIA PARA DINHEIRO SUJO

por Mariana Duque
Comunicação MST

[...] Enquanto as opiniões se dividem de forma clara quanto à compra de terras para a agricultura ou para a preservação de florestas, por ora os investimentos estrangeiros em imóveis urbanos parecem não ser motivo de uma celeuma da mesma proporção.

Ao menos é a opinião de Waldemir Bezerra, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte. Com 32 anos de mercado imobiliário, ele acaba de investir na ampliação do escritório na praia de Ponta Negra, em Natal, para atender melhor aos estrangeiros, com secretárias que falam quatro idiomas. Ele conta que nos últimos cinco anos as terras no estado tiveram uma valorização média de 1.000%.

No estado não se compra um flat por menos de 50 mil euros. Um chalé de cerca de 250 metros quadrados chega a custar 700 mil euros. Os principais interessados são os espanhóis, seguidos pelos portugueses, ingleses, franceses e holandeses. “Dinheiro é sempre bem-vindo, ele movimenta toda a economia”, garante Bezerra.

Por outro lado, há os que escolham as belas praias para lavagem de dinheiro. No ano passado, a polícia prendeu uma quadrilha européia que investiu em imóveis para lavar dinheiro de tráfico e prostituição. A euforia de turistas estrangeiros, é bom lembrar, ainda que irrigue a economia, tem o lado perverso, como a sobrecarga dos serviços públicos, normalmente deficitários.

Não são poucos os casos no litoral nordestino de investidores internacionais que simplesmente fecham trechos de praia sem se importar com a comunidade do entorno. Como diz Bezerra, dinheiro é bem-vindo, no turismo ou no campo, mas desde que as regras sejam obedecidas.

# Escritório Nacional do MST- RJ
. Telefones: (21) 2533.6556 / (21) 9736.3678

Nominuto - 19/03/08 :: SALÃO IMOBILIÁRIO DO RN GEROU CERCA DE R$ 50 MILHÕES EM NEGÓCIOS

Negócios ainda devem ser fechados nos próximos seis meses

Repórter: Karla Larissa
Foto: Vlademir Alexandre

A organização do Salão Imobiliário do Rio Grande do Norte, realizado entre quarta-feira (12) e domingo (16), divulgou o balanço da sétima edição do evento. Foram cerca de R$ 50 milhões em negócios. E nos próximos seis meses, as transações deverão continuar.

De acordo com o organizador do Salão, Ocimar Damásio, os resultados foram acima das expectativas e deverão ser muito maiores nos próximos meses. “Muita gente começa ‘um namoro’ com o imóvel durante o evento e só depois fecha negócio”, afirma.

Uma mostra dos negócios que ainda deverão ser fechados foram os contratos de financiamentos da Caixa Econômica Federal, firmados durante o evento, com dois empreendimentos, um da ordem de R$ 40 milhões e outro de R$ 50 milhões.

>>> Não será a cidade o principal atrativo desses investimentos?? Então qual a dificuldade em NOS unirmos em torno de um plano para assegurar NOSSA qualidade de vida junto a natureza? Se Natal é a pérola do Atlântico Sul, só está faltando maior respeito de quem extrai dividendos desse tesouro.

A participação de grupos internacionais tanto como expositores, cerca de dez, bem como visitantes, foi considerada muito expressiva. “O tema do Salão foi casa para todos, então tivemos desde casas de R$ 43 mil até R$ 2 milhões”, comenta Ocimar Damásio.

Ocimar Damásio conta que nos próximos 20 dias já estará se preparando para o Salão Imobiliário de 2009. Ele acredita que, apesar da franca expansão imobiliária, Natal ainda tem muitos quilômetros para crescer. “Dá para se trabalhar por muito tempo”, aposta.

O 7º Salão Imobiliário do RN teve a participação de 282 empresas, entre imobiliárias e construtoras, e 180 estandes. “O mais importante foi que os quase 30 mil visitantes foram com o intuito de comprar”, enfatiza.

Correio da Tarde - 17/03/08 :: ENTREVISTA RICARDO ABREU || O MERCADO IMOBILIÁRIO RECLAMA DE BARRIGA CHEIA

"Demora para aprovar projetos e falta de financiamentos prejudicam mercado local"

Foto: Divulgação


Desde novembro do ano passado a Brasil Brokers, maior empresa de intermediação e consultoria imobiliária do País, tem uma subsidiária no Rio Grande do Norte. É a Abreu Imóveis, do empresário e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL), Ricardo Abreu. O grupo é formado por 21 empresas de destaque em seus respectivos mercados e são 4.508 corretores e cerca de 590 pontos de vendas espalhados por todo o Brasil.

Aqui, a Abreu é uma das líderes. Conta com mais de setenta funcionários e 45 corretores e, até novembro do ano passado, contava com um VGV (Valor Geral de Venda) a lançar de aproximadamente R$ 7,08 bilhões, representativos de 33.655 unidades imobiliárias, sendo que R$ 4,46 bilhões deverão ser lançados até o ano de 2009.

>>> Sim, é real a demora na análise de projetos pela Semurb, mas temos que considerar que o órgão está defasado em relação ao volume de novos negócios e em ano eleitoral sabemos que não há como contratar. Os construtores terão que ter paciência e NÓS da comunidade atenção redobrada para não deixar passar pereceres superficiais. Antes a demora na aprovação de mega projetos que realizar um serviço 'nas coxas' que pode prejudicar o bom desenvolvimento da cidade.

Agora, o principal objetivo da empresa é abrir mais escritórios em diversos pontos da cidade para atender a estrutura que a Brasil Brokers pede. Além de acompanhar o ritmo do boom imobiliário que se instalou no Rio Grande do Norte. "Mesmo com os lançamentos já existentes, a perspectiva é que ao longo de 2008 e 2009 muitos outros lançamentos surjam na cidade", destacou. Sobre este e outros assuntos, Ricardo Abreu conversou com o CORREIO DA TARDE. Eis a entrevista:

Correio da Tarde: A Abreu Imóveis é agora representante local da Brasil Brokers. Qual é a estratégia de desenvolvimento da empresa no RN?

Ricardo Abreu: Abrir mais escritórios em diversos pontos da cidade para atender a estrutura que a Brasil Brokers quer que a Abreu tenha no Rio Grande do Norte. Esses escritórios serão estruturados para funcionar com todos os serviços que a Abreu oferece hoje - compra, venda e locação de imóveis, assessoria condominial, planejamento imobiliário, assessoria jurídica, assessoria internacional e assessoria de marketing.

Qual o diferencial da Brasil Brokers em relação a outras empresas do setor?

A Brasil Brokers atua em âmbito nacional, com ações na Bolsa de Valores, e possui penetração nas cinco regiões do Brasil. São mais de 4.500 corretores de imóveis e cerca de 590 pontos de venda em todo o país. Isso forma uma sinergia de venda forte no Brasil, e faz com que todas as empresas do Grupo troquem informações e transformem isso em melhoria nos serviços oferecidos a seus clientes.

Sobre a quantidade de novos empreendimentos imobiliários lançados no RN. Como o senhor avalia esse cenário atual?

Mesmo com esses lançamentos, a perspectiva é que ao longo de 2008 e 2009, muitos outros lançamentos surjam na nossa cidade. Ainda faltam ofertas de produtos com novas tecnologias em Natal e Grande Natal, que ainda não foram feitas. O mercado ainda tem muito o que crescer, não só em primeiras moradias, mas também nas chamadas segunda residência e empreendimentos comerciais.

Algumas pessoas criticam esse boom imobiliário local, dizendo que esses empreendimentos só são para os estrangeiros e os muito ricos. Qual a sua opinião?

Hoje em todo o Rio Grande do Norte existem muitos empreendimentos focados para o mercado internacional, mas Natal está tendo lançamentos voltados para o mercado local, criando novas condições de pagamento para imóveis. Atualmente, os empreendimentos oferecem parcelas fixas, juros baixos, financiamentos em até 25 anos, o que possibilita a entrada no mercado de pessoas que antes não tinham condições de comprar seu próprio imóvel.

Quais os maiores empecilhos para um maior desenvolvimento do mercado imobiliário?

O mercado imobiliário é prejudicado pela falta de financiamentos, que não chegam à Natal. As empresas daqui não têm conseguido captar esses financiamentos junto aos bancos. Com a chegada das grandes empresas e incorporadoras nacionais, esses financiamentos estão começando a acontecer, o que será muito positivo para o setor.

Outro ponto que prejudica o crescimento é a lentidão nas aprovações de novos projetos pelo poder público. O mercado anda numa velocidade bem à frente do que a infra-estrutura atual pode atender para agilizar os processos e liberar a incorporação dos empreendimentos.

Quais as suas dicas para quem busca realizar o sonho da casa própria?

Primeiramente, procurar uma imobiliária local em que a pessoa tenha confiança e trabalhar com um corretor que possua registro no CRECI. Na hora de adquirir imóveis, em caso de lançamentos, só comprar os empreendimentos que já tiverem registro de incorporação. Para imóveis prontos, fazer escritura e registrar em cartório no ato da compra, não confiando em nenhum contrato de gaveta.

Um dos maiores eventos do setor imobiliário terminou ontem em Natal. Quais as oportunidades em negócios oferecidas no 7º Salão Imobilário?

O setor está muito bem representado no Salão Imobiliário, que a cada ano cresce, deixando o Centro de Convenções pequeno para o porte do evento. Somos o segundo maior salão voltado para o mercado no país, e a expectativa é que mais de 30.000 pessoas visitem, o que nos faz esperar fazer bons negócios até este domingo.

No estande da Abreu, foram expostos dois importantes produtos que são o Porto do Alto, condomínio de apartamentos com dois quartos (1 suíte) no bairro de Monte Belo, que possui um complexo de lazer digno dos melhores clubes e outras vantagens; e o Jacumã Beach Resort, projeto da incorporadora Paraísos do Brasil, que é o primeiro resort lançado no litoral potiguar e que já possui todas as licenças necessárias para construção, atendendo todas as exigências legais e ambientais. O Jacumã estima investir cerca de R$200 milhões na sua construção e é formado por cinco condomínios de uso misto (apart hotel e residencial), com 821 unidades, distribuídos entre apartamentos e bangalôs, uma novidade no mercado que têm atraído muitos investidores.

UOL Notícias - 14/03/08 :: ENQUANTO ISSO NA ESPANHA... NATALENSE É BARRADA NO AEROPORTO

Brasileira está retida há cinco dias no aeroporto de Madri

da Redação - São Paulo

A brasileira Janaina Agostinho, de 27 anos, está presa no aeroporto de Barajas, em Madri, desde segunda-feira (10). Ela pretendia passar três semanas na Espanha para conhecer a família de seu namorado espanhol.


Em depoimento por telefone [link acima] à agência EFE, a jovem disse que cumpriu todos os requisitos para entrar no país (apresentou voucher de hotéis já pagos, seguro, passagem de volta e 500 euros em dinheiro). A polícia, no entanto, alega que faltam documentos.

Janaina só poderá voltar a Natal, onde mora, no domingo (16), quando completará quase uma semana no aeroporto espanhol. "Está sendo uma experiência muito desagradável, me sinto humilhada. Acho que nunca vou esquecer isto, é uma situação horrível", disse.

* Fonte: Agência EFE

Tribuna do Norte/Blog Panorama Político - 10/02/08 :: JORNAL INGLÊS DENUNCIA GRUPO NORUEGUÊS QUE FARÁ RESORT NO RN

por Anna Ruth Dantas

Sarah Fergusson: Duquesa de York investe em resort que será erguido em área preservada pela Unesco no RN

O Rio Grande do Norte, mais uma vez, volta às páginas da imprensa internacional. Dessa vez não há qualquer enfoque sobre o potencial turístico do Estado. A reportagem publicada no The Mail Sunday, jornal inglês, na edição desse domingo, denuncia que o empreendimento Cabo de São Roque, que será erguido pelo empresário norueguês Torben Frantzen, da Brazil Development, é um crime ambiental por estar instalado em uma área de preservação da Unesco.

A matéria do The Mail Sunday também faz referência ao namoro entre Sarah Fergusson e Torben Frantzen. Uma relação que teria evoluído também para os negócios, onde a duquesa de York seria uma das investidoras do complexo turístico que será erguido no litoral Norte do Estado.

“A duquesa está trabalhando com a empresa de Frantzen para a fundação de escolas para ajudar a população local. Apesar disso, protestos clamam que o desenvolvimento destruirá um das últimas áreas intactas da região. O resort está em uma área de reserva da Unesco, e é local de espécies raras de tartaruga”, diz a reportagem, assinada pela correspondente do jornal para a América Latina, Sharon Churcher.

A matéria traz uma entrevista com o cônsul da Inglaterra no Rio Grande do Norte, David Hassett. Ele critica o fato da duquesa está “encorajando os turistas a virem destruir o frágil ecossistema do local. “Eu argumentaria que a duquesa deveria olhar com novos olhos para área e não como uma diversão para os ricos da Europa. Mas como um belo lugar que deveria ser deixado para as futuras gerações e não substituir por toneladas de concreto, grama, futebol e campos de golfe”, diz o cônsul.

David Hassed disse que estava surpreso com o envolvimento da duquesa de York.

Namoro com Torben Frantzen

A reportagem do The Mail Sunday aborda a relação amorosa de Sarah Fergusson, que nos últimos meses esteve três vezes no Brasil, hospedada em uma “luxuosa casa”, de Torben Frantzen, em Natal. A relação da duquesa de York com os irmãos Torben e Geir Frantzen é estreita o suficiente para ela ser convidada para passar o Natal com a família e assistir ao show do grupo Spice Girl e a luta Ricky Hatton em Las Vegas.

O investimento de Sarah Fergusson no complexo turístico e o namoro com Torben foi negado pela porta-voz da família Frantzen, Simon Rees. Mas ele confirmou que há conversas entre os irmãos Frantzen e a duquesa sobre os negócios no Brasil, onde Fergusson seria uma espécie de conselheira.

Tribuna do Norte - 24/02/08 :: ANALISTAS OPINAM SOBRE COMPRADORES DE NOVOS EMPREENDIMENTOS NO RN

Repórter: Valdir Julião
Foto: Ana Silva

RESORTS - Garcia diz que o conceito de casa de veraneio começou a se globalizar em todos os países


Com a previsão de se construir dez grandes empreendimentos na área de turismo e lazer, a costa litorânea ao sul e norte de Natal caminha para se transformar, nos 10 ou 15 próximos anos, num mercado de segunda residência para europeus e, inclusive brasileiros de todo o país. “É a nossa famosa casa de veraneio”, diz Renato Garcia, que é consultor em negócio e investimentos no Rio Grande do Norte desde 1996.

O presidente do Conselho de Corretores de Imóveis do RN (Creci), Waldemir Bezerra de Figueiredo, é daqueles que acredita serem esses investimentos “meramente internacionais”, mas ainda acredita que brasileiros do centro-sul do país, onde não existem praias, “também devem comprar casas e apartamentos” nesses mega empreendimentos.

>>> Pergunto: se há todo esse mercado; esse boom especulativo que atraem clientes cheios de Euros; novos investimentos aportando com o interesse crescente de investidores estrangeiros pelo RN... por quê toda essa pressa? Construtores, o valor do imóvel é diretamente proporcional à preservação da qualidade de vida, das belezas naturais e da diversidade cultural. Está na hora de ser dado o devido valor aos fatores que agregam valor aos empreendimentos e ao potencial turístico.

Bezerra, ainda não dá para se ter idéia sobre o perfil de compradores, porque os empreendimentos estão na fase de licenciamento pelos órgãos ambientais e também não têm o registro de incorporação. “Acho que vai ter tudo para o que é bolso”, diz ele, embora ache que o principal foco dos negócios seja o mercado europeu - “não tenho a menor dúvida”.

Renato Garcia diz que a clientela dos empreendimentos não deve ser, necessariamente, estrangeira. Tanto é, que acredita ser acessível os preços a serem praticados, como no caso do Grand Natal Golf, a ser construído em áreas das praias de Jacumã e Pitangi, nos municípios de Ceará Mirim e Extremoz, onde o metro quadrado vai esta na faixa de faixa de 1.400 euros ou cerca de R$ 3,6 mil.

Segundo Garcia, um empreendimento que foi lançado recentemente por trás do Extra, na avenida Engenheiro Roberto Freire, o preço do metro quadrado é de R$ 3 mil o metro quadrado, só que lá no caso do Grand Natal Golf “tem o campo de golfe, que é um grande jardim, que não vai pagar quem mora no condomínio, porque só quem paga é quem vai usar, mas se tem uma vista maravilhosa, se tem uma praia, um condomínio fechado com sua própria segurança e com todos os serviços de resort”.

Então, avalia Garcia, não são preços proibitivos, porque é um negócio híbrido, “em que a pessoa pode morar, não é só para turistas e nem focado só num tipo de cliente”.

Na opinião dele, quando os acessos finais da ponte Forte-Redinha estiverem prontos, como é o caso da rua Moema Tinoco que vai ser um acesso direto à BR-101, esse empreendimento especificamente será uma primeira residência, pois Pitangui e Jacumã ficarão numa mesma distância do Forte dos Reis Magos como em relação à Ponta Negra fica.

Garcia disse que no caso do Grand Natal Golf terá apartamentos de 50 metros quadrados que podem sair por R$ 170 mil e até apartamento ou casa de R$ 500 mil: A classe media pode ter acesso, pode ser financiado, Isso vai acontecer nos outros empreendimentos”.

Ele diz, por exemplo, que a classe média tem hoje sua casa de veraneio nas praias, onde a insegurança está cada vez maior, “e só vai no fim de ano porque vai todo mundo, se junta com dois ou três vizinhos e contrata um segurança”.

Para Garcia, inicialmente pode até ser que o percentual de clientela norte-rio-grandense e brasileira chegue a 5% a 10%, “até porque as pessoas ainda não estão acostumadas” com esse tipo de empreendimento, mas gradativamente pode chegar mesmo a um terço de clientes brasileiros.

O presidente do Sindicado das Empresas Imobiliárias (Secovi-RN), Renato Gomes Netto, diz, por enquanto, fica difícil avaliar quanto de investimentos constam os empreendimentos, porque “os números são guardados a sete chaves pelos próprios investidores”.

Depois, ele explica que “fica um pouco complicado” fazer esse tipo de avaliação, em porque se conhece os projetos apenas no plano macro, “e não foram esmiuçados os detalhes, os projetos estão em fase de licenciamento”.

Mas, pelo que se tem noticia, ele diz que os grupos, inclusive estrangeiros, que estão investindo aqui são fortes em termos de capital e de imagem, porque na hora em que se vê os jogadores de futebol KaKa, Beckham e Ronaldinho, colocando a sua imagem ao lado desses empreendimentos, “seus assessores não deixariam ter nomes deles colocados em emp5esas que não têm credibilidade”.
Mercado para segunda residência se fortalece
Segundo o administrador , Renato Garcia do escritório RGarcia Consultoria & Investimentos, em primeiro lugar, “é importante saber o que é turismo de segunda residência. O mercado de segunda residência começou a se fortalecer, mundialmente, há aproximadamente 40 anos, principalmente no sul da Espanha.

“Naquele momento, a gente pode dizer que o conceito casa de veraneio começou a se globalizar, principalmente os europeus do norte da Europa e os árabes mais afortunados, começaram a procurar na costa espanhola o lugar mais quente e agradável para ter a sua casa de verão, porque obviamente o norte da Europa praticamente não tem verão”, explicou Garcia.

Renato Garcia explicou ainda que isso foi se fortalecendo e nos últimos 20 anos e tomou um impulso no sul da Espanha - “como eu disse antes” - e também em Algarves, Portugal. Depois, segundo ele, começou a ir alguma coisa para países do Caribe e para a costa do leste europeu e ainda na Flórida, Estados Unidos e na Croácia, à beira do mar Adriático e na costa da Turquia, na parte do mar Mediterrâneo e ainda nos últimos dez anos no norte da África, no Marrocos.

Esse mercado de segunda residência, segundo Garcia, vendia até 2005 cerca de 255 mil casas de veraneio por ano para estrangeiros, mas a partir de 2001 a coisa começou a mudar por conta do terrorismo, a insegurança em alguns mercados da Ásia, o aumento dos furacões no Caribe, em virtude das mudanças climáticas, que tornou ainda o seguro de uma casa muito alto.

“Juntando a isso as mudanças econômicas no Brasil, com a estabilidade monetária, queda da inflação, criou-se o ambiente para que começassem a olhar para o Nordeste do Brasil”, avaliou Garcia.

Além disso, segundo ele, os preços na Espanha, na Itália e Portugal subiram muito: “Enquanto o preço do metro quadrado aqui, em Ponta Negra, se paga de R$ 1 mil a R$ 1.500 euros ou R$ 2,5 mil a R$ 4 mil dependendo da localização, que para o nosso padrão é muito caro, na costa da Espanha, um apartamento na segunda ou terceira linha do mar se paga no mínimo de três a quatro mil euros, mas se for na beira de um campo de golfe ou uma casa boa vai pagar seis mil euros pelo metro quadrado”.

Garcia disse que diante dessas condições, o Nordeste também começou a se destacar como um mercado de segunda residência e, principalmente, o Rio Grande do Norte, por ter em Natal “uma capital extremamente simpática, bem planejada, limpa e que as pessoas são muitas hospitaleiras”.

Mesmo em nível de região Nordeste, Garcia entende que os natalenses são mais hospitaleiros “do que os nossos conterrâneos nordestinos, e até mesmo em nível de segurança, o problema da insegurança é muito menos do que acontece em Recife (PE) e Fortaleza (CE)”.

Na opinião de Garcia, o combate ao turismo sexual, que tinha em Natal um embrião, surtiu efeito e por pode atrair mais negócios. “Soma-se a isso o Estado num crescimento econômico muito bom, o aeroporto novo com perspectiva de sair e a construção da nove ponte com a integração do litoral norte, criou o ambiente adequado para que todos esses empreendimentos comecem a ser desenvolvidos”.

Matéria DN 23/3 :: Evento reúne o filão do segmento imobiliário

Evento reúne o filão do segmento

Foto: Frankie Marcone/DN

Salão Imobiliário está sendo realizado no Centro de Convenções de Natal


Preço, localização e, principalmente, belezas naturais. Estas três características são procuradas pelos estrangeiros no momento de procurar investimentos imobiliários na capital. O 6º Salão Imobiliário de Natal - iniciado na quarta-feira passada e que segue até o próximo domingo no Centro de Convenções - é uma oportunidade para este tipo de investidores encontrar bons negócios. E a expectativa das corretoras locais é grande com relação à presença de dinheiro estrangeiro circulando durante a feira.

Embora busquem um tipo de investimento específico, os compradores internacionais possuem vários perfis. Grandes grupos, em especial vindos das Europa, estão mais interessados em terrenos para construção de resorts ou mesmo condomínios nas praias urbanas. Já os clientes individuais procuram imóveis prontos ou na planta para uma segunda ou terceira moradia. Os valores variam e durante a feira pode-se encontrar empreendimentos com preços a partir de R$ 60 mil, R$ 80 mil e até R$ 100 mil.

Uma das estratégias das empresas tem sido fazer parcerias com outras imobiliárias localizadas em outros países e vender seu produto diretamente no consumidor. A idéia tem dado certo para a empresa Ferrão, como explica a corretora Solégia Oliveira. ‘‘O intercâmbio tem sido positivo porque cultiva uma relação boa com os interessados. Aqui (no Salão), já fomos procurados por um grupo que entrou em contato com nossos parceiros no exterior’’. Além da Alemanha, a imobiliária trabalha atualmente com mais quatro países europeus.

Para a corretora da Elo Imóveis, Silma Nóbrega, o preço é o diferencial para atrair os estrangeiros. Ela explica que o objetivo da empresa é não especular, trabalhando com o preço real. Além disso, a localização é outro ponto procurado. ‘‘Os investidores que temos atendido buscam áreas para construir condomínios na cidade. A feira é uma oportunidade para o cliente encontrar as melhores empresas do setor’’.

A Abreu Imóveis - que possui um empreendimento que tem tido grande resposta do público estrangeiro - também está aguardando um bom fluxo de público internacional pelo estande. O condomínio, localizado em Ponta Negra, é de uma incorporadora italiana e, apesar de ter recebido uma boa procura local, os estrangeiros estão bastante interessados no espaço tanto que o material de divulgação do produto é bilíngüe.

‘‘Principalmente os europeus, vêem em Natal a possibilidade de aliar belas praias ao sol. É um espaço para descanso e lazer, tanto que a cidade já é a mais procurada como segunda ou terceira moradia dos estrangeiros’’, declara Bel Alvi, responsável pelo marketing da imobiliária. O gerente de vendas da imobilária Peres & Peres, Ed Lorega, acredita na presença dos estrangeiros não só durante a feira, mas interessados em Natal. Porém, ele analisa que mercados como Ponta Negra já estão bastante saturados. ‘‘Embora haja uma procura grande da área, existe um excesso de ofertas. Para os estrangeiros que buscam uma opção de local para férias e terrenos para construção de resorts, a procura tem sido maior pelas região que vai de Muriu até São Miguel do Gostoso’’, explica.

* comentário pertinente: se eles (construtores e corretores) afirmam que os clientes (estrangeiros) estão em busca de belezas naturais, então não dá para entender o que estão fazendo com essa cidade!!

Matéria DN 26/9 - Resposta de jornalista sobre matéria publicada no El Mundo

Reação nacional ao El Mundo que rotulou Natal

A reportagem ‘Soy menor, el condón te saldrá caro’, publicada no aos 17 de setembro no jornal espanhol El Mundo, sobre a questão da prostituição em Natal, mais especificamante em Ponta Negra, repercutiu pelo país e vem gerando indignação em natalenses que vivem fora da capital potiguar.

Um grupo de jornalistas e profissionais potiguares que reside em São Paulo, auto-intitulado ‘PPPP’ (Poder para o povo potiguar) se manisfestou, através de artigo enviado à redação do periódico espanhol, contra a reportagem que, entre outras difamações, chamou Natal de ‘europrostíbulo’.

O artigo, de autoria do jornalista Alan Severiano, reconhece como ‘‘realmente grave o problema da prostituição de crianças e adolescentes em cidades do litoral brasileiro’’ e que essa prática se tornou frequente nos últimos cinco anos após a forte presença de estrangeiros nessas cidades. Severiano trata como ‘‘constragedora’’ a situação que se encontra Natal, mas mesmo assim se indignou com a reportagem que, mesmo fazendo um alerta à população acerca do problema, ‘‘revela um olhar egoísta, divulga informações incorretas e consolida preconceitos contra o Brasil’’.

‘‘Quando li a reportagem, minha primeira reação foi de indignação. Não por ter falado da prostituição infantil, mas sim pelo preconceito com que trata a cidade e também com o Brasil e brasileiros’’, conta. O jornalista, que vive há nove anos em São Paulo, enviou o artigo por e-mail à diretoria de redação e outros três setores do jornal no último sábado e, até o início da noite de ontem, não havia recebido resposta.

Severiano lembra que da última vez que esteve em Natal, no final do ano passado, ficou chocado com as imagens que viu em Ponta Negra. ‘‘Foi uma sensação de frustração e pena’’, disse.

A jornalista Rosilene Pereira é mais uma integrante do grupo que já passa dos 15 conterrâneos, que se encontram periodicamente, a fim de matar as saudades da terrinha. Ela falou que ao ler a reportagem ficou muito triste e por isso resolveu mobilizar esforços entre seus amigos para que cada um agisse à sua maneira. ‘‘Uma ação como essa é necessária, acho que os natalenses já estão apáticos com a situação. E não pode ser assim’’.

Para Severiano, o problema está no excesso de hospitalidade dos moradores. ‘‘O povo precisa se manifestar dizendo que não quer mais sexo-turismo na cidade. Não dá para deixar como está’’, disse.

Pereira disse que o atual presidente da SPTuris (secretaria de turismo da cidade de São Paulo) e ex-presidente da Embratur, Caio Luiz de Carvalho, que esteve presente no processo de revitalização de Ponta Negra, declarou à ela que faltou mentalidade na administração local para levar o projeto de revitalização à frente, na grandiosidade que se havia pensado.

Matéria DN 23/9 - Empresário diz que El Mundo exagerou

Executivo vê exagero do El Mundo

O diretor executivo do Pólo Turístico da Via Costeira, Murilo Felinto, acha que houve exagero na reportagem do jornal espanhol El Mundo, que taxou Natal como a ‘‘Meca brasileira do turismo sexual europeu’’. Segundo Felinto, o jornal transformou uma experiência ruim de alguns turistas que foram extorquidos por prostitutas brasileiras como uma prática usual na cidade, o que não é verdadeiro.

Segundo o executivo, o poder público já está preparando uma providência em relação ao fato, através da Prefeitura de Natal, e a recepção de uma reação do poder público num jornal europeu tem peso político mais forte do que uma iniciativa das empresas privadas da área turística.

O diretor do Pólo da Via Costeira acredita que a repercussão da matéria será ruim para o turismo potiguar, mas não ‘‘é o fim do mundo’’, porque já existe uma consciência geral de que aqui o turismo sexual está sendo combatido.

O modelo de combate local, inclusive, está sendo copiado por outros estados, com campanhas que englobam não só as ações de força policial, mas também a cooperação com outros setores de atuação pública, como as entidades de ação social, fiscalização tributária e Corpo de Bombeiros.

Murilo ressaltou que as autoridades natalenses estão engajadas numa campanha permanente de combate ao turismo sexual e essas iniciativas têm surtido efeito junto às entidades turísticas internacionais. No mês de abril ele estava na Europa quando foi deflagrada a operação de esforço concentrado em Ponta Negra que realizou uma mega operação de combate ao turismo sexual.

A polícia prendeu turistas sem documentos, apreendeu menores que estavam sozinhas circulando na praia, brasileiros com armas e drogas foram detidos e bares sem licenciamento ou em descumprimento com as normas de segurança foram fechados.

Essa operação policial acabou sendo bem recebida pelos europeus, que perceberam a iniciativa natalense em debelar a proliferação do turismo sexual. ‘‘Aquelas operações repercutiram muito bem na Europa. Eu estava lá e ouvi isso’’.

Matéria DN 21/9 sobre "europrostíbulo" citado por jornal espanhol El Mundo

Jornal espanhol classifica Natal como a capital do "europrostíbulo"

A explosão do sexo turismo em Natal, com a praia de Ponta Negra como principal palco do problema, foi destaque negativo na edição do último domingo do jornal espanhol El Mundo, editado na capital Madri e um dos principais da Espanha.

A repercussão negativa em terras espanholas foi comunicada ao secretário estadual de Turismo, Renato Garcia, através de Miguel Cantalapiedra del Castillo, diretor Comercial da Club Vacaciones, empresa que vende o destino Natal na Espanha.

Club Vacaciones ficou preocupado com a repercussão negativa do artigo de autoria do jornalista espanhol Héctor Marin, que na página 7 da edição dominical do El Mundo narra a farta oferta sexual em Natal, as extorsões que turistas espanhóis passam na mão de supostas menores e até mesmo donos de motéis envolvidos no esquema.

Conta também que são mais de 21 mil turistas espanhóis desembarcando em Natal, boa parte deles à procura “de sexo barato, fácil e exótico". Não imaginam que podem ter uma surpresa. E não vão se atrever a denunciar. Afinal, quem vai admitir "transei com uma menina de 15 anos e me dei mal''.

Sob a manchete "Sou menor, o preservativo vai sair caro'', e com o sub título "O golpe da camisinha'', o jornalista destaca que "Natal, uma cidade europrostíbulo do Brasil, se transformou numa armadilha para turistas confiantes e ávidos por sexo. E muitos espanhóis caem na golpe: menores que se passam por maiores e depois ameaçam denunciar os clientes à polícia. A prova: o preservativo usado na relação, que se transforma em moeda de extorsão''.

A matéria é ilustrada pelo folder da campanha publicitária lançada este ano, onde os turistas são advertidos sobre as penalidades para quem pratica o sexo turismo envolvendo menores.

.: Cartão Postal à venda (??)


Mesmo com o bicho homem jogando duro, a praia de Ponta Negra continua lutando para manter sua majestade. Ela merece nosso respeito só por nos presentear com seu visual.

Agora imaginem acabar com tudo isso por causa de alguns milhares de Euros? A relação dinheiro x meio ambiente anda bastante complicada em Natal e temo pela cidade se algo não for feito rapidamente para estancar esse deslumbramento com o tal progresso às avessas*.

Primeiro a especulação imobiliária desenfreada, que não deixa areia sobre areia: querem asfaltar tudo e construir condomínios ou shoppings centers. Segundo a invasão de turistas estrangeiros - principalmente europeus -, que não encontram nenhuma dificuldade em investir na capital do RN.

Será que não importa a origem desse dinheiro? Quantos casos de lavagem de dinheiro já foram descobertos? Quantos mafiosos estão vindo se esconder por aqui? A Receita Federal e a Polícia Federal tem que trabalhar em conjunto nessas horas para coibir abusos do poder econômico, ainda mais com grana suja.

Ou o que vale são apenas os cifrões tilintando na conta? Já venderam quase todo o litoral, agora estão querendo vender o Morro do Careca e a dignidade de quem mora na Vila de Ponta Negra.

Que progresso é esse que só destrói? Queremos esse progresso perverso desse jeito? Não é melhor progredir preservando o que a cidade e a natureza oferecem de melhor?