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Sobre o Movimento SOS Ponta Negra

Movimento popular sócio-ambiental criado em agosto de 2006 com o objetivo de propor um amplo debate sobre o equilíbrio entre desenvolvimento e qualidade de vida no bairro/praia de Ponta Negra – Natal RN.

Espaço aberto, coletivo, democrático e livre, criado em defesa do principal cartão postal de Natal RN: a praia de Ponta Negra e o Morro do Careca, sem dúvida uma das mais belas praias urbanas do Brasil.

O Movimento não tem nada a ver com política partidária. Nossa luta é a favor de todo mundo e pela cidade, pela praia, pelo Morro do Careca, pelo turismo, pelo cartão postal, pelo visual, POR NÓS MESMOS e PELO NOSSO FUTURO.

É uma iniciativa cidadã para cidadãos e cidadãs conscientes! E está atrelada ao instinto de sobrevivência e preservação. Não podemos mais ficar lamentando o que poderia ser feito, temos que fazer o que podemos no momento.

Garantindo um desenvolvimento com equilíbrio e responsabilidade, preservamos NOSSA Qualidade de Vida, melhoramos a auto-estima de seus Filhos/as e proporcionamos a valorização da Cultura e das tradições do bairro.

Ponta Negra merece e NÓS também!

.: Ponta Negra: Crescimento vertical e conseqüências - vídeo


Documentário feito pelos alunos da 2ª série do Contemporâneo sobre o crescimento vertical e suas conseqüências.

ROTEIRO
Arthur Lucena / Heloísa Carvalho / Juliana Alves / Lorena Azevedo / Lucas Xavier / Pedro Amorim / Rodolpho Erick / Talles Lucena

PRODUÇÃO
Arthur Lucena / Juliana Alves / Letícia Menezes / Lorena Azevedo / Lucas Xavier / Pedro Amorim / Rodolpho Erick / Talles Lucena

CÂMERA
Rodolpho Erick / Lucas Xavier / Pedro Amorim

NARRAÇÃO
Pedro Amorim / Talles Lucena

DIREÇÃO
Lucas Xavier

EDIÇÃO
Lucas Xavier / Pedro Amorim

Jornal de Hoje :: MORADORES PROTESTAM CONTRA POLUIÇÃO EM EXTREMOZ NO DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Principal manancial de abastecimento da zona Norte de Natal está poluída. Moradores protestam e cobram maior compromisso com a preservação

da Redação

Foto: Eduardo Felipe

Moradores de Extremoz, distante 16 quilômetros de Natal, realizaram na manhã deste sábado, uma mobilização pela cidade, no intuito de conscientizar a população e governo para a preservação e descontaminação da lagoa de Extremoz, considerada principal manancial que garante o abastecimento de água potável à Zona Norte da capital. O protesto ocorreu, no dia em que se comemora o Dia Mundial da Água.

Na lagoa de Extremoz, a poluição é evidente. Nossa reportagem constatou uma grande quantidade de garrafas, copos e sacolas plásticas em volta de todo o manancial. A sujeira é tanta que chegou a formar uma espuma escura na própria água. Resto de alimentos e latas de conserva também foram encontrados nas margens. "Um crime contra o nosso maior patrimônio", afirmou o morador Daniel Eduardo.

>>> O grito SOS ecoa pelos quatro cantos do Estado... estão fazendo ouvido de mercador!! Por isso repito: querem continuar deslumbrados com lucro alto e rápido? Então vamos pensar em uma maneira de crescer preservando.

Segundo ele, que já ficou internado por 21 dias, no hospital Giselda Trigueiro, por conta de uma bactéria contraída na água da lagoa, a população não colabora com a limpeza no local. "Já vi até absorvente íntimo usado na lagoa. É muita podridão que jogam aqui. Ano passado presenciei um rapaz defecando nas margens. Soube também de uma criança que sofreu um corte profundo no pé, depois que pisou em cima de uma garrafa de vidro", lamentou Daniel.

O comerciante Roberto Luiz da Silva foi outro morador que constatou o alto índice de poluição na lagoa. Com a família reunida para se banhar, ele logo desistiu do lazer, quando percebeu a sujeira por todo canto. Preferiu seguir destino à praia de Pititinga. "Abandonaram a lagoa. Perdemos o lazer que tínhamos há quase 10 anos. Estou decepcionado com nossa classe política, totalmente descompromissada com a preservação do meio ambiente", criticou Luiz.

Diante disso, membros do Voluntários em Defesa das Comunidades de Extremoz (Vedac) promoveram a mobilização em torno da lagoa, com a presença de moradores, comerciantes e lideranças comunitárias, objetivando pressionar os órgãos públicos a adotarem medidas emergenciais para conter a poluição que assola a lagoa de Extremoz. De acordo com o coordenador do Vedac, José Luiz Gomes Morais, a Caern precisaria entrar na campanha de preservação do manancial, juntamente com políticos locais e da capital.

Já o consultor ambiental da entidade, Pedro Júnior acredita que também será necessária a criação de um comitê de bacia hidrográfica do rio Doce, que recebe a água da Lagoa de Extremoz. A idéia do comitê, explicou Pedro, é fiscalizar as construções irregulares e desmatamento em volta da lagoa, assim como a preservação dos rios Guajiru e Mudo, que despejam na lagoa.

Por fim, ele avisou que pretende solicitar, em breve, uma audiência pública ao presidente da Câmara de Vereadores de Extremoz, como também na Assembléia Legislativa. "Há falta de interesse de muita gente em manter preservada essa lagoa que abastece milhares de pessoas. Estamos chamando a população para abraçar essa causa", finalizou.

Carta de DIMIRSON HOLANDA :: morador do Conjunto Ponta Negra

Caros,

meu nome é Dimirson Holanda Cavalcante, sou membro da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar. Engajei-me nesta luta após tomar conhecimento do movimento SOS PONTA NEGRA. Minha consciência é o entendimento que essa é a fonte geradora da sensibilização do morador de Ponta Negra.

A partir daí voltei-me para tentar reunir moradores dos dois parques residenciais Ponta Negra e Alagamar transmitindo por todos os meios possíveis, que nossos conjuntos estão também ameaçados na sua existência.

Não é justo que nós moradores desde a fundação do conjunto fiquemos agora sujeitos às investidas da forte especulação imobiliária que quer impor pela força do dinheiro a transformação das unidades residenciais horizontais em espigões.

As conseqüências conhecidas como impacto de vizinhança já se faz sentir. Estamos ficando encurralados por um cinturão de concreto que bloqueia as correntes de ar amenizadoras do forte calor na estação do verão. Com que direitos esses senhores do "deus mercado" se baseiam para impedir que os cidadãos usufruam um bem da natureza comum a todos nós?

Sentimos-nos lesados enquanto cidadãos que pagam impostos, por não termos sido consultados para os investimentos que se pretendiam aqui em nossos parques. Hão de dizer talvez, que o assunto foi exaustivamente debatido com diversos segmentos da sociedade inclusive representantes de moradores do bairro.

Desconheço como morador e depois como membro da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar quem foram esses representantes. Se de fato existiram representantes, me desculpem, eles não cumpriram seu papel. Um assunto da mais alta relevância como este, não poderia ter ficado na ignorância da grande maioria dos moradores, ou a diretoria da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar foi omissa neste caso.

Estamos agora, felizmente, com tempo ainda de impedir que nos expulsem de nossas casas por essa forma maliciosa conhecida como EXPULSÃO BRANCA.

Estamos a poucos dias de uma audiência pública, 28/03/07 às 9h na Câmara Municipal de Natal, onde nós moradores vamos apresentar emendas que possam ser inseridas na proposta do novo PDN, e assim conseguir proteger nosso direito de escolha para o bairro que queremos. Nossa escolha se deu a cerca de quase trinta anos com sacrifício para obter a casa onde vivemos e agora querem nos impor um modelo de verticalização que não optamos.

Sabemos de antemão que conseqüências negativas entre elas aumento de IPTU podem vir. Os empresários do setor imobiliário trabalham na expectativa de mais adensamento para assim construírem mais e mais espigões. Para isso defendem sempre as margens de contenção dos parâmetros de coeficiente de aproveitamento, gabarito e remembramento para cima.

E vão tentar influenciar os vereadores de Natal com o argumento de que o setor dispõe de cerca de R$ 1,151 bilhões em obras para este ano (JH edição de 23/03/07 Coluna Hoje na Economia do senhor Marcos Aurélio). A governadora ficou radiante com a notícia! Eu fico também, desde que esses recursos não sejam para degradar o ambiente em que residimos aqui nem em outro lugar da cidade.

Enfim o assunto requer mais debate, a aprovação do PDN não pode ser como eles querem. Conclamamos a todos moradores dos dois parques residenciais de Ponta Negra e Alagamar a procurarem saber o que se passa comparecendo dia 28/03/07 às 09 horas ao plenário da CMN.

Atenciosamente,
dimirson@act.psi.br