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CONSELHO COMUNITÁRIO: Reunião discute serviços urbanos para Ponta Negra

Cíntia Fernanda (de amarelo), presidente do Conselho Comunitário de Ponta Negra e comissão são recebidos pela prefeita Micarla de Sousa e secretários.

A reunião realizada na sede da Secretaria Municipal de Turismo (Seturde) na última sexta-feira (20), entre representantes do Conselho Comunitário de Ponta Negra e  Prefeitura, rendeu frutos: ao longo desta semana, técnicos de diversas secretarias estarão visitando a Vila de Ponta Negra para identificar demandas que necessitam de atenção urgente por parte das pastas de Mobilidade Urbana, Obras e Infra-estrutura, Serviços Urbanos, Meio Ambiente e Urbanismo e Urbana. Entre as principais reivindicações apontadas, destaca-se a necessidade de manutenção de praças e vias públicas (operação tapa-buraco), melhorias no serviço de coleta de lixo e sistema de transporte público.


Hoje pela manhã, Urbana e Semob circulam pelo bairro guiadas por comissão de moradores; amanhã (25) será a vez da Semsur; na quinta-feira (26) é dia da Semopi verificar as necessidades do bairro; e na sexta-feira (27) é a Semurb quem está com visita agendada. 

“Neste primeiro momento estamos trabalhando com os olhos voltados para a Vila de Ponta Negra. Depois chegaremos com as demandas dos Conjuntos e da praia”, disse a presidente do Conselho Comunitário do bairro Cíntia Fernanda de Lima.

Nominuto - 28/04/08 :: AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE IMPACTO AMBIENTAL DOS EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS

Audiência realizada na Câmara Municipal de Natal reúne representantes de sindicatos, Secretaria de Turismo e UFRN

Repórteres: Ana Paula Oliveira e Júlio Pinheiro
Foto:Elpídio Júnior

Licenciamento de empreendimentos é discutido na CMN

Com ausência do Ministério Público e do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Idema), está sendo realizada nesse momento, no plenário da Câmara Municipal de Natal, uma audiência pública para discutir o impacto socioambiental dos empreendimentos imobiliários e turísticos do Estado.

O encontro foi proposto pelo vereador Edivan Martins (PV).

Alguns bugueiros relataram o medo de que os turistas se ausentem da capital potiguar. Segundo eles, se a paisagem for bruscamente modificada com a construção de empreendimentos, os turistas deixariam de vir a Natal para fazer os passeios.

O chefe do departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Aristotelino Monteiro Ferreira, fez apresentação de slides, mostrando fotos e os pontos onde grandes empreendimentos estão sendo ou serão construídos.

Durante a audiência, ele falou também sobre a necessidade de que ocorram estudos mais aprofundados sobre os impactos, antes mesmo das concessões de licenças, que de acordo com ele, são conseguidas muito facilmente, sem que haja, na maioria das vezes, o real conhecimento do impacto ambiental.

Todos os participantes ressaltaram que não são contra os investimentos no Estado, nem tampouco a construção de empreendimentos, mas disseram que é necessário que haja o estudo quanto aos impactos antes da concessão de qualquer licença.

Participam também da audiência pública representantes do Sindicato dos Bugueiros, Secretaria Municipal de Turismo e do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes.

"PONTA NEGRA PEDE SOCORRO!" :: CARTA DE EDUARDO BAGNOLI [AMEPONTANEGRA] AO SECRETÁRIO DE TURISMO FERNANDO BEZERRIL

À Secretaria Municipal de Turismo
Sr. Fernando Bezerril – Secretário

Caro Sr. Fernando,

As fortes chuvas que presentemente assolam todo o Rio Grande do Norte, causando sérios prejuízos ao Estado, também tem afetado de forma severa a Praia de Ponta Negra. Somados aos problemas crônicos que temos no bairro, é urgente a tomada de providências para saná-los.

Tendo por base fotos que registrei no último dia 06, passo a relatar os problemas encontrados, associando-os aos órgãos da Prefeitura e outros a quem cabe tomar as providências para corrigi-los:

Lagoa fétida, também conhecida por “língua negra”, situada defronte à Rua Cláudio Teixeira

:: todas as fotos são de Eduardo
Bagnoli
[clique nas imagens para ampliar]


1 - CAERN

A recente adequação/ ampliação feita pela CAERN no sistema de coleta de esgotos da Praia de Ponta Negra, mostrou-se ineficiente para atender a demanda diante de uma eventualidade dessa magnitude. O excesso de água de chuva que indevidamente aflui para o sistema de coleta de esgotos faz com que este extravase em alguns pontos da Rua Erivan França (rua da praia), como mostram as fotos registradas defronte ao D Beach Resort (fotos 01 e 02).

A existência de ligações clandestinas de esgoto no sistema de coleta de águas pluviais, faz com que se formem lagoas fétidas na praia, defronte aos pontos de descarte dessas águas. Esse problema é mais sério defronte aos Hotéis Visual (foto 03) e Ingá (foto 04). O surto de dengue que afeta presentemente nossa cidade eventualmente pode se beneficiar desse descaso.

Escombros da drenagem de águas pluviais defronte ao Hotel Blue Marlin

O excesso de água de chuva também provocou sérios danos às estruturas de concreto e alvenaria de drenagem de águas pluviais junto à praia (fotos 05 e 06), contribuindo com a formação de metralha de grande porte, que tenderá - se não retirada a tempo - a se constituir um sério problema aos freqüentadores da praia.

Outro problema crônico, já que se repete a cada estação chuvosa, é o surgimento de buracos na pista da Rua Erivan França. Estes buracos são criados pelo forte fluxo de água, que percorre e extravasa a canalização da CAERN, instalada sob a pista de rodagem (fotos 07 e 08). Esses buracos constituem risco aos carros e transeuntes, atrapalhando sobremaneira o trânsito na região.

Escombros da drenagem de águas pluviais defronte ao Hotel Blue Marlin e canos a ponto de romper

2 – SEMSUR

As águas de chuva descendo em grande quantidade e com grande força as ruas que levam à praia, causaram fortes danos ao Calçadão, mostrando que esse não possui drenagem apropriada para esse tipo de eventualidade. Os danos são tão severos e tão extensos que demandarão uma reforma em toda a extensão do Calçadão e não “remendos” localizados como até agora se fez (fotos 09 a 13).

Outro problema grave e crônico é a falta de uma fiscalização efetiva e severa sobre as atividades comerciais ilegais que se realizam sobre o espaço do calçadão e sobre as areias da praia (fotos 14 e 15). Os pontos mais graves são a Rua Erivan França, onde “artistas”, artesãos e comerciantes expõem objetos de toda a natureza sobre o calçadão, impedindo o livre trânsito das pessoas e causando forte poluição visual, quando não auditiva. Já se tornaram “clássicos” os carrinhos que vendem CDs e DVDs piratas, que os promove em volume altíssimo, incompatível com a legislação vigente e o conforto dos freqüentadores do local.

Buraco na Rua Erivan França, causado pelo extravasamento de águas servidas da tubulação da CAERN

Um tipo de comércio específico, realizado sobre o Calçadão, causa repulsa e revolta: a comercialização de adereços feitos com peles e partes de animais silvestres. Diversos “hippies” oferecem cintos, pulseiras e outros objetos feitos com peles de cobras, lagartos, jacarés-de-papo-amarelo, jaguatiricas entre outros; sendo que algumas dessas espécies correm sabidamente risco de extinção.

Também é fato conhecido de que a maioria dessas peles provém do Seridó, fato que já foi, por 03 vezes denunciado por nós ao IBAMA. Essa Instituição chegou a enviar uma patrulha para vistoriar o calçadão, mas lá chegou no período noturno, quando a maioria desses hippies já está se dedicando a outra atividade ilícita: o consumo e tráfico de drogas.

Danos severos causados ao Calçadão devido ao escoamento sem drenagem adequada das águas da chuva - imediações do Flat Ponta Negra Beach

A hora certa para encontrar a todos eles é por volta das 17:30h, portanto o IBAMA deve ser novamente instado a cumprir o seu papel. Esse tipo de comércio não prejudica apenas à fauna, mas também fere a imagem de nossa cidade, equiparando-a aos mais pobres e subdesenvolvidas
vilarejos africanos, onde patas e carne de gorilas são comercializadas nas ruas, causando comoção ao restante do mundo civilizado.

3 – SEMOV

O calçamento de algumas ruas do bairro também foi afetado pelas chuvas (foto 16). Caso os concertos não sejam providenciados com urgência, “crateras” serão abertas, pois o terreno é íngreme e de base arenosa.

Erosão da praia devido a falta de drenagem adequada do Calçadão - imediações do Hotel Esmeralda. Canos e fios elétricos expostos representam risco aos freqüentadores da praia

4 – URBANA

Há tempos que nossa Associação vem reivindicando que a URBANA se responsabilize pela retirada da metralha (restos de construção, pedras, vidros, etc) acumulada ao longo dos anos na Praia de Ponta Negra. As providências tomadas por aquele órgão até agora deixam a desejar, pois não são feitos com a freqüência e intensidade necessários. A nosso ver trata-se de um problema de fácil solução e que envolve poucos recursos, além da boa vontade.

Sendo a praia de Ponta Negra um dos principais cartões-postais de uma cidade que se diz turística é fundamental que ela receba um cuidado especial do poder público, o que efetivamente não vem acontecendo (fotos 17 e 18).

5 – OI / TELEMAR

A manutenção dos equipamentos de telefonia disponibilizados à população deixa a desejar. Os orelhões estão pichados e enferrujados, o que contribui significativamente para aumentar a sensação de descaso para com a praia (foto 19).

# Observação: devido ao fato de terem se passado 10 dias da vistoria realizada na praia, é possível e desejável que alguns dos problemas aqui apontados já tenham sido resolvidos ou encaminhados.

>>> Visite o álbum com todas as 19 fotos dessa carta denúncia

6 – CAERN / EMISSÁRIO SUBMARINO

Finalmente gostaria de expressar minha preocupação para com a solução que está sendo apontada pela CAERN como sendo a mais apropriada para resolver o problema da coleta, tratamento e disposição dos esgotos de Ponta Negra e áreas circunvizinhas: o emissário submarino de Ponta Negra.

Na condição de geólogo, com especialização em dinâmica costeira, tenho convicção de que essa opção carece de estudos mais elaborados, no que diz respeito as correntes marítimas atuantes na área de descarte dos efluentes. Um trabalho realizado pelo geólogo Fernando Fortes no início da década de 80, mostra claramente que as correntes marítimas nessa parte de nosso litoral correm predominantemente de Sul para Norte.

Em seu caminho rumo ao Norte essas correntes sofrem difração ao se chocarem com porções proeminentes de nossa costa e a partir desses pontos refluem na direção contrária. Essas correntes de refluxo erodem a costa, formando enseadas no formato de meia-lua, concentrando na extremidade Sul das mesmas todo o tipo de material trazido em suspensão.

A enseada formada pela Praia de Ponta Negra é um dos melhores exemplos dessa dinâmica e geomorfologia. Quem conhece bem esta praia sabe que é nas imediações do Morro do Careca que ocorre a maior concentração de sargaços (algas arrancadas do fundo do mar). Troque-se o sargaço pelo esgoto e há a forte possibilidade desse vir a se concentrar nesse mesmo ponto.

Faltam estudos para comprovar essa hipótese, mas diante dessas argumentações não há como aprovar essa obra sem antes testá-la.

Sabedor de que o senhor está colecionando idéias criativas para compor um Planejamento Estratégico do Turismo para Natal, coloco a AMEPONTANEGRA e a minha pessoa em especial, à sua disposição para colaborar com esse projeto.

Agradeço pela usual atenção, certo de o senhor dará o encaminhamento correto e imediato às questões aqui levantadas.

Minhas mais cordiais saudações,

Eduardo Bagnoli - Presidente
Associação dos Moradores, Empresários e Amigos de Ponta Negra

Natal, 16 de abril de 2008

. AMEPONTANEGRA
. CNPJ: 07.855.262/0001-87

. Rua Francisco Gurgel 9067, Loja 1
. Ponta Negra || Natal – RN

. 59090-050 || Telefax: (84) 3204-2900
. e-mail: ame@pontanegra.org.br


>>> Cópias desse documento estão sendo simultaneamente enviadas para Órgãos Públicos, Associações e Instituições congêneres, já que para enfrentar esses problemas é necessário mais do que a reconhecida boa vontade e o prestígio da SECTUR, mas sim o engajamento de toda a Sociedade, em benefício de Natal e sua sustentabilidade sócio-econômica e ambiental, que tem em Ponta Negra e na atividade turística um de seus principais sustentáculos. São elas: SETUR - Secretaria de Estado do Turismo do RN – Sr. Fernando Fernandes – Secretário; ABIH/RN – Associação Brasileira da Industria de Hotéis – Sr. Fermi Torquato - Presidente; ARDEPONTANEGRA – Associação Representativa de Ponta Negra – Sr. Nelson Melo – Presidente; Movimento SOS PONTA NEGRA – Sr. Yuno Silva / Coordenador; Movimento Pró-Pitimbu – Sr. Kalazans Bezerra / Coordenador e SONARC – Sociedade Nordestina de Arqueologia e Meio Ambiente - Sr. Walner Spencer - Presidente

>>> Visite o álbum com todas as 19 fotos dessa carta denúncia

ATUALIZAÇÕES IMPORTANTES

Com essas novas atualizações, o BLOG do Movimento SOS Ponta Negra restabelece sua plenitude informativa: vasculhe, busque, vote na enquete, participe do fórum, confira o álbum de fotos e faça parte da comunidade no Orkut.

Multiplique essa idéia!!

# TRIBUNA DO NORTE [clique aqui]

1. Jornal inglês denuncia grupo norueguês que construirá resort no RN || A Duquesa de York acha que litoral potiguar é playground para ricos
2. Poços contaminados por nitrato provocam falta d'água em Natal
3. Analistas avaliam perfil de compradores de imóveis no RN
4. Construtora desrespeita embargo em Ponta Negra
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# CORREIO DA TARDE [clique aqui]

1. Morosidade nas obras de saneamento trazem transtornos para moradores de Mãe Luíza
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# NOMINUTO [clique aqui]

1. Túnel ilegal é interditado em Ponta Negra || O 'buraco' que iria interligar flat e shopping transforma-se em símbolo de descaso e desrespeito ao Plano Diretor e a falta de bom senso de muitos construtores
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# DIÁRIO DE NATAL [clique aqui]


1. Maré Vermelha em Ponta Negra pode ser conseqüência da poluição

2. Arraia gigante agoniza na praia de Ponta Negra
3. Alta estação em Ponta Negra: termômetro do turismo em Natal
4. Avanço do mar em Ponta Negra destrói fachadas na orla || É a Mãe Natureza dando seu recado!
5. Mais que comprovado: saneamento em Ponta Negra está saturado || Só não vê quem não quer
6. Área non-aedificandi: estacionamento ou playground??
7. Sinduscom defende flexibilização no adensamento para potencializar construções || É mesmo!? Que coincidência! Eles não querem mais nada?
8. David Beckham e o resort do litoral Norte || Promotoria do Meio Ambiente quer analisar projeto
9. Entrevista Fernando Bezerril, Secretário Municipal de Turismo
10. Carnaval 2008 em Ponta Negra
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# JORNAL DE HOJE [clique aqui]

1. Faca de dois gumes: Crédito de Carbono justifica poluição alheia?

2. Obras de interesse público ganham prioridade na Semurb e empresários reclamam [tadinho deles!!]
3. Pressão dos construtores para liberação do Habite-se dos novos empreendimentos
4. Lagoa do Jacaré, em Morro Branco/Nova Descoberta, requer atenção do poder público para não se transformar em berçário de mosquitos, ratos, baratas e mau cheiro

Diário de Natal :: ENTREVISTA FERNANDO BEZERRIL - SECRETÁRIO MUNICIPAL DE TURISMO

Entrevista: Fernando Bezerril

A Secretaria de Turismo de Natal (Sectur) começou 2008 com o desafio de divulgar o destino, atuar na captação de eventos e investir em projetos de infra-estrutura e capacitação, mesmo sem contar com um orçamento correspondente às suas necessidades. Nesta entrevista, o titular da pasta, Fernando Bezerril, explica como o órgão faz para driblar a falta de recursos. Ele também anuncia os principais planos para o ano e se manifesta sobre a atual crise da segurança pública e as possíveis conseqüências para a atividade turística.

- Diário de Natal: Quais serão as principais ações da Prefeitura de Natal no segmento de turismo em 2008?

- Fernando Bezerril: Nossas prioridades serão fortalecer o turismo de negócios, que é o segmento dos congressos e feiras, e o turismo de incentivo, que são aquelas viagens de prêmio dadas por grande empresas a funcionários, clientes e parceiros de destaque.

No segundo semestre, receberemos o congresso nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), um evento que deve trazer mais de seis mil advogados a Natal e injetar cerca de R$ 5 milhões na economia da cidade, durante apenas quatro dias. Com relação ao turismo de incentivo, já conseguimos captar uma viagem patrocinada pela Goodyear (multinacional fabricante de pneus).

Esses segmentos são muito lucrativos para qualquer destino, mas ainda engatinham no Brasil, por falta de direcionamento nesse sentido. São eventos que às vezes trazem mil e quinhentas ou duas mil pessoas, mas proporcionam grande retorno financeiro para a cidade.

Para colocar Natal neste circuito estamos divulgando o destino em eventos nacionais e internacionais, inclusive através da entrega de kits à imprensa de fora de Natal.

DN - O orçamento da Sectur é suficiente para os projetos do órgão?

- Não. Hoje temos um orçamento de cerca de R$ 3 milhões, quando precisaríamos de pelo menos R$ 12 milhões. Os convênios com outros órgãos e instituições é que viabilizam nossos projetos. Não temos dinheiro, mas sabemos quem tem e sabemos correr atrás. Recentemente, firmamos um convênio com a Fundação Banco do Brasil, no valor de R$ 250 mil, para realizar cursos de capacitação em conscientização turística, espanhol e inglês, voltados para bugueiros, taxistas, funcionários de hotel e outras funções relacionadas ao turismo. São cursos de alto custo individual, cerca de R$ 3 mil cada, que serão gratuitos para os alunos.

Através de um convênio com o Ministério do Turismo, no valor de R$ 500 mil, vamos implantar quiosques de informações turísticas em pontos como a praia da Redinha, a Pedra do Rosário, a entrada da cidade e a praia de Ponta Negra. Esse projeto inclui a instalação de postos policiais também.

As emendas parlamentares também são muito importantes para nosso trabalho. Uma emenda de R$ 500 mil da senadora Rosalba Ciarlini (DEM/RN) vai garantir a construção de um pequeno terminal náutico também na região da Pedra do Rosário, que servirá de porto para embarcações particulares e para passeios turísticos no Rio Potengi.

Também estamos firmando uma parceria com o Hotel Escola Barreira Roxa e com a ABIH-RN (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte) para transformar o prédio do antigo Grande Hotel, da Ribeira, num albergue da juventude.

Outro projeto nosso, que poderá se concretizar em parceria com empresas privadas e o poder público, é a transformação da Rampa em um museu sobre a 2º Guerra Mundial.

Esse problema da limitação orçamentária atinge todos os níveis do governo. A falta de recursos do próprio Ministério do Turismo é proporcionalmente equivalente à nossa, pode ter certeza.

DN - Em que passo está o projeto da Marina Natal?

- A Marina será construída. O projeto já obteve licenças de vários órgãos, como o Iphan (Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o Complan (Conselho de Planejamento Urbano de Natal), além da Aeronáutica, do Exército e da Marinha. O Ministério público, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e Idema-RN (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte) e o Ministério Público aguardam a regulamentação do projeto para também dar aval ao projeto.

O processo é demorado porque o turismo náutico é uma novidade no Brasil e até pouco tempo atrás não havia legislação relativa. Mas a marina é um projeto de grande importância, porque será o maior e melhor centro do tipo no Nordeste, com capacidade para 450 barcos. Serão R$ 100 milhões em investimentos privados. Acredito que a marina fique pronta dentro de dois anos.

DN - Como o senhor analisa o mau momento da segurança pública?

- Natal ainda é uma cidade segura, mas está se aproximando da marca de um milhão de habitantes e fica cada vez mais concorrida turisticamente e economicamente. O aumento da violência é um efeito colateral disso tudo. Uma cidade "em alta" não atrai só gente boa. Atrai também muito bandido e isso é normal. Mas devemos fazer de tudo para coibir a criminalidade, para que a cidade não perca a imagem de segura, algo que lhe é muito valioso inclusive no que diz respeito ao turismo. Casos como o recente assalto ao restaurante Tábua de Carne, em Ponta Negra, são muito graves e não podem se repetir.

DN - O prefeito Carlos Eduardo Alves tem sido sensível aos pleitos de sua secretaria?

- A todos os pleitos. Não tenho outra palavra que não de agradecimento a esse cara, que tem grande visão e sabe da importância do turismo para a cidade.

DN - Na sua opinião, o setor está mesmo em crise?

-Segundo alguns, está, mas eu discordo. Nossa alta-estação deste ano, que tinha recebido previsões sombrias por parte de alguns hoteleiros, registrou ocupações médias de 80% nos hotéis e de quase 100% nas pousadas. Os operadores de vôos charter, que vez por outra ameaçam abandonar o destino por discordar das políticas públicas relativas ao turismo, quase sempre continuam em Natal porque sabem que o destino é quente, tão quente que nunca é incluído entre as ofertas das companhias aéreas naquelas promoções de fim de semana que vendem passagens com 90% de desconto. Nossa hotelaria tem mais de 40 mil leitos, contra 12 mil de Maceió. Para onde o natalense viaja, só ouve elogios à sua cidade.

Matéria DN 22/5 :: Natal e Fortaleza farão mobilização nesta sexta

Natal e Fortaleza farão mobilização nesta sexta

Natal e Fortaleza farão ampla mobilização hoje, Dia Nacional de Luta Contra o Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Em Natal, a Secretaria de Turismo do município fará uma grande bugueata (carreata de bugues), com cerca de 100 veículos, até Ponta Negra. Vários ônibus e até mesmo um trio elétrico acompanharão a bugueata, que sairá do shopping Orla Sul. Foram distribuídas mil camisetas com o telefone do diosque-denúncia.

Guias de turismo e universitários das cinco faculdades de Turismo de Natal participarão do evento, exibindo faixas contra a exploração sexual. Ao final da mobilização, os estudantes farão um congraçamento para marcar a volta das atividades da ABBTUR (Associação Brasileira de Bacharéis de Turismo) em Natal.

A carreata de bugues terminará com apresentação de um trio de forró em frente ao Gorbea Shopping, em Ponta Negra. O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, e o secretário de Turismo de Natal, Fernando Bezerril, que está coordenando a mobilização, abrirão a bugueata.

Já a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH-CE) lança hoje no Hotel Sonata de Iracema ampla campanha de combate à prostituição infantil. Com o tema "Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no Ceará, a Tolerância é Zero", a campanha é fruto de convênio entre a ABIH-CE e o Ministério do Turismo.

O projeto tem o apoio da Unicef, do Fórum Cearense de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Comitê Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará e do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes.

A campanha envolve a veiculação de peças publicitárias, entre elas banner, cartazes, panfletos, adesivos, adesivos de mesas de bar, adesivo redondo para cerveja, além de anúncios para jornal e veiculação de filme para TV.

MOTIVOS PARA APRESENTAÇÃO DAS EMENDAS AO PLANO DIRETOR

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

Sr. Vereador,

A Emenda que ora apresentamos, para conhecimento de V. Exª., tem como objetivo primordial reiterar a responsabilidade de todos os cidadãos cônscios de seu protagonismo em deixar o planeta saudável para quem virá.

Com o espírito exclusivamente voltado para a preservação de nosso meio ambiente e manutenção da qualidade de vida dos moradores de Natal, bem como conservação dos atrativos naturais que tanto encantam brasileiros e estrangeiros, necessário se faz, antes venhamos todos a nos arrepender, um mecanismo jurídico, o qual apresentamos na forma dessa emenda.

Tal procedimento possibilitará ao Bairro de Ponta Negra garantir suas características de parque residencial unifamiliar, em consonância com a orla e a Vila de Ponta Negra, protegidas em sua forma original. Certos de que V. Exª. tornar-se-á um aliado nessa visão, esperamos contar com seu voto favorável à inclusão de nosso pleito.

“Há uma ligação em tudo. O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu a trama da vida, ele é apenas um de seus fios. Tudo que fizer ao tecido, fará a si mesmo”, Cacique Seattle, em uma carta de 1854 ao governo dos EUA, que tentava convencê-lo a vender as terras de seu povo.

A Lei Nº 6.938, de 31/08/1981, dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação e dá outras providências. Destacamos:

Art. 1º- Esta lei, com fundamento nos incisos VI e VII do Art. 23 e no Art. 225 da Constituição, estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) e institui o Cadastro de Defesa Ambiental. (Alterado pela L-008.028-1990).

Art. 2º- A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana, atendidos os seguintes princípios:

I - ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo;

II - racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;
III - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;
IV - proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;
V - controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras;

VI - incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais;

VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
VIII - recuperação de áreas degradadas;
IX - proteção de áreas ameaçadas de degradação;

X - educação ambiental a todos os níveis do ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente.

Art. 3º- Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:

I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas;

II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das características do meio ambiente;

III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente:

a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos;

IV - poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental;

V - recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora. (Redação dada pela Lei nº 7.804, de 18.07.89.

O Plano Diretor é o instrumento básico da política municipal de desenvolvimento e expansão urbana, que tem como objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.

Embora a expressão “desenvolvimento e expansão urbana” possa ser entendida de diversas formas, o Plano Diretor tem se constituído basicamente em instrumento definidor das diretrizes de planejamento e gestão territorial urbana, ou seja, do controle do uso, ocupação, parcelamento e expansão do solo urbano. Além desse conteúdo básico, é freqüente a inclusão de diretrizes sobre habitação, saneamento, sistema viário e transportes urbanos.

É um instrumento eminentemente político, cujo objetivo precípuo deverá ser o de dar transparência e democratizar a política urbana, ou seja, o plano diretor deve ser, antes de tudo, um instrumento de gestão democrática da cidade. Nesse sentido, é importante salientar esses dois aspectos do Plano: a transparência e a participação democrática.

O zoneamento de uso e ocupação do solo consiste no ordenamento do uso da propriedade do solo e das edificações, bem como de sua densidade de ocupação, nas zonas urbanas e de expansão urbana do município. O modelo tradicional de zoneamento de caráter funcional, ou seja, a divisão da cidade em zonas, de acordo com as categorias de usos e atividades, é adotado pela maior parte das cidades brasileiras, definindo as categorias de uso possíveis para a cidade, em geral, conforme explicitado abaixo:

I. Residência Unifamiliar
II. Residência Multifamiliar
III. Conjunto Residencial
IV. Comércio Varejista de âmbito Local
V. Comércio Varejista Diversificado
VI. Comércio Atacadista
VII. Indústria não Incômoda
VIII. Indústria Diversificada
IX. Indústria Especial
X. Serviços de âmbito Local
XI. Serviços Diversificados
XII. Serviços Especiais
XIII. Instituições de âmbito Local
XIV. Instituições Diversificadas
XV. Instituições Especiais
XVI. Usos Especiais

Com base nessa tipologia, definem-se as zonas de uso, mesclando para tanto as diversas categorias, conforme exemplificamos:

Z1 - uso estritamente residencial, de densidade demográfica baixa;
Z2 - uso predominantemente residencial, de densidade demográfica baixa;
Z3 - uso predominantemente residencial, de densidade demográfica média;
Z4 - uso misto, de densidade demográfica média alta;
Z5 - uso misto, de densidade demográfica alta;
Z6 - uso predominantemente industrial;
Z7 - uso estritamente industrial;
Z8 - usos especiais.

Além disso, a Constituição Federal, no Título VII, que trata da Ordem Econômica e Financeira, em seu Capítulo II, definiu a Política Urbana, por meio dos artigos 182 e 183. Posteriormente, com base em tal dispositivo, surgiu a Lei 10.257, de 10/07/2001, mais conhecida como Estatuto da Cidade. Destacamos aqui alguns dos aspectos mais relevantes do referido capítulo da Constituição Federal:

Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo poder público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.

§ 1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana.

§ 2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor.

Convictos de nossos direitos de cidadãos e diante dos sérios problemas ambientais que assistimos a todo instante, quer em nosso Bairro, Cidade, Estado e Planeta, tomamos algumas medidas para fundamentar a iniciativa das Emendas que estamos apresentando. Entre elas, merecem destaque: a realização de uma pesquisa de opinião junto aos moradores do bairro; a análise da pesquisa da SECTUR; a realização de uma assembléia; a produção de um VT; e um levantamento de todos os imóveis licenciados e em obras nos conjuntos. Para tanto, estamos contando com importantes contribuições, como poderemos ver a seguir.

Referente à pesquisa de opinião junto aos moradores, realizamos visitas a 472 residências dos Parques Residenciais Ponta Negra e Alagamar, a qual contou com o apoio da Consult Pesquisa, na elaboração das questões e processamento dos dados, além dos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da UnP, na sua aplicação e interpretação, e que nos revelou o quanto este nosso trabalho tem o respaldo e apoio dos moradores, conforme se pode comprovar através do Relatório da Pesquisa de Opinião Pública elaborado.

Cientes da relevância da atividade turística - importante atividade econômica de nosso Município e Estado, e que tem no Bairro de Ponta Negra seu suporte principal – também fomos buscar na SECTUR dados que nos mostrassem o perfil do turista que vem à nossa Cidade e seus interesses. Para a nossa satisfação, as constatações feitas vêm corroborar com o nosso argumento de que a qualidade de vida de nosso povo é o nosso maior atrativo turístico, considerando que a preservação dos recursos naturais é a condição básica do turismo sustentável na nossa Cidade.

E ainda, cônscios do nosso papel de cidadãos, realizamos uma Assembléia com os Moradores, onde foi explicitada aos presentes a proposta da Emenda pelo Arquiteto/Urbanista e Profº. Heitor Andrade e também foram realizadas três explanações com os palestrantes: o Geólogo João de Deus, que falou sobre a questão da água em Natal, o Ambientalista Gustavo Szilagyl, que falou sobre o meio ambiente e a Profª. Edna Furtado, que falou sobre os problemas relacionados ao turismo em nossa cidade. Na ocasião tivemos a oportunidade de ouvir depoimentos de moradores relatando suas angústias ou mesmo expressando seu apoio.

As Emendas foram elaboradas a partir de estudos da PPDN por um grupo de moradores que solicitou assessoria do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFRN, a qual foi prontamente atendida por esta instituição que nos encaminhou o Profº. Heitor Andrade para nos assessorar neste trabalho.

E outra iniciativa importante consiste na realização de um VT, por equipe formada pela Profª Lisabete Coradini e a aluna Giovanna Rego, do Departamento de Ciências Sociais da UFRN com apoio da TV Câmara. O vídeo mostra através de entrevistas com os moradores do Conjunto Alagamar e Ponta Negra as transformações que vêm ocorrendo no bairro.

Com base nestas considerações, apresentamos as seguintes propostas:

# link para Plano Diretor com as Emendas

.: É isso que queremos?


Os três principais cartões postais do RN:

Ponta Negra - foto Prefeitura de Natal

Jenipabu - foto Eduardo Bagnoli (Hotel Manary) /Secrataria Estadual de Turismo

Praia de Pipa - foto Yuno Silva

É isso mesmo que queremos??
Vamos abraçar a praia. Fazer alguma coisa! Não podemos engolir isso calados. Um abaixo assinado, uma reunião geral, um plebiscito .. qualquer coisa!

Todas as quintas-feira, a partir das 19h, o Conselho Comunitário se reúne com moradores, a sede fica na pracinha da igreja católica.

Cabe ao trio formado pelo Governo do Estado, Prefeitura de Natal (interessados no turismo) e Aeronáutica (espaço aéreo) tomarem as rédeas da situação.

Volto a afirmar que um tiro no pé pode se transformar em feridas incuráveis. Melhor prevenir que remediar.