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Colégio Ciências Aplicadas promove Simpósio sobre meio ambiente

25/05/2011 - 10h33

O Colégio Ciências Aplicadas promove, entre os dias 02 e 05 de junho, o Simpósio “Contradições Ambientais e Sustentabilidade Aplicada”. Aberto ao público externo, o evento conta com programação extensa, com palestras, exposições, passeios e exibição de filmes. A abertura oficial será realizada às 18h do dia 02 e, logo após, às 18h30, haverá uma mesa redonda que abordará os temas “Agenda Ambiental nas Escolas”, com o geólogo e superintendente geral do IBAMA, Alvamar Queiroz, e “Problemas Ambientais na Grande Natal”, com o geógrafo Elias Nunes.

O segundo dia do evento contará com palestras dos analistas ambientais do IBAMA Airton De Grande e Frederico Fonseca. O primeiro tema, “Animal Silvestre: bicho legal é bicho solto”, ministrado por Airton, tratará sobre o que são animais silvestres, qual sua importância, as diferenças em relação aos animais domésticos e o funcionamento do tráfico de animais silvestres. Frederico Fonseca, por sua vez, fará uma exposição sobre o uso de ferramentas de Geotecnologias para o planejamento e execução de operações de fiscalização ambiental no país, para identificar crimes ambientais. A escola sediará ainda nos dois primeiros dias do evento, uma exposição de orquidário.

Os dias seguintes (sábado e domingo) contarão com palestras do deputado Fernando Mineiro e do jornalista e diretor do SOS Ponta Negra, Yuno Silva. A programação do Simpósio também terá exibição diária de curtas e longas metragens, aulas com professores do Ciências Aplicadas, exposições do IBAMA e do projeto TAMAR e mapa interativo que estará disponível durante todo o evento. Além disso, haverá aula no barco escola no dia 02, e uma trilha ecológica no Parque das Dunas, programada para 03 de junho.
Fonte: Letra A Comunicação

É preciso planejar para evitar ônus após a Copa

>>> É só o que falta nessa cidade e neste estado: planejamento! Perdemos uma série de recursos por falta de projetos e planejamento - tanto na área de mobilidade urbana, patrimônio histórico, cultura, turismo... será falta de capacidade? Falta de compromisso? Sei que falta gente interessada em ver o RN crescer dentro dos gabinetes!!! #

Ricardo Araújo

repórter

Sem planejamento e organização, as estruturas que estão sendo montadas para a Copa do Mundo 2014, no Brasil, poderão se tornar empreendimentos onerosos aos cofres públicos e inúteis ao final do campeonato mundial. Tal ponto de vista foi defendido pelo diretor executivo da empresa de consultoria multinacional Ernst &

Young Terco, Marcos Nicolas, durante evento promovido pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL Natal) ontem.

Para Nicolas, que é matemático e especialista em finanças e negócios, a realização do mundial é um dos momentos mais importantes para o desenvolvimento do Brasil nos últimos 50 anos. Mas, segundo ele, é preciso organizar a correta aplicação dos investimentos e planejar a utilização dos empreendimentos imobiliários, principalmente os estádios, no pós-Copa. Marcos afirmou que para Natal e Rio Grande do Norte, esta é uma oportunidade única de crescimento. 

“Os investimentos em Natal irão gerar desenvolvimento social, econômico e de infraestrutura. O Rio Grande do Norte se desenvolverá industrial e economicamente”, enfatizou. O diretor executivo aproveitou para reafirmar que deverá existir uma comunhão entre governos, iniciativa privada e sociedade. Afinal de contas, quem pagará por toda a estrutura e fará uso das obras antes, durante e após o campeonato, é a população.

Marcos afirmou que a Copa do Mundo é um catalisador de recursos que precisam ser bem aproveitados. “Somente em Natal, entre projetos estaduais e municipais, temos 131  ações para a Copa do Mundo. Serão investidos cerca de R$ 3,6 bilhões”, destacou. Ele não descartou a possibilidade de novos negócios serem atraídos no pós-Copa e reiterou que este pode ser o diferencial do estado em relação às demais sedes.

Falando para cerca de 250 empresários locais e lideranças políticas estaduais e municipais, o analista defendeu que as empresas deverão estar preparadas para um desenvolvimento perene e sustentável. Durante a manhã de ontem, o consultor se reuniu com 30 empresários estaduais e apresentou uma palestra sobre desenvolvimento empresarial.

Aos governos estadual e municipal, Marcos Nicolas afirmou que a transparência das ações é um fator de extrema importância para o sucesso da Copa do Mundo. Dar visibilidade aos resultados, potencializar investimentos, impulsionar a economia e o turismo foram pontos-chaves defendidos durante o evento. 

Utilizando-se das experiências de consultorias realizadas em campeonatos anteriores, o consultor apresentou dados sobre a quantidade de investimento que poderão ser feitos em todo o país e a superioridade em retorno econômico e midiático em relação à última Copa, na África. 

Os investimentos contemplam obras de projetos de Mobilidade Urbana, Segurança, Saúde e áreas afins. Sobre o estádio a ser construído em Natal, Marcos defendeu que a Arena das Dunas é um ícone dentre os demais estádios brasileiros. 

“Nosso objetivo é não transforma-lo em um elefante branco”, enfatizou. Ele destacou que os desafios são muitos, mas com transparência e imagem, o melhor poderá ser feito. Para isto, o Estado precisa trabalhar para o aumento da arrecadação, gerir os recursos adequadamente e prestar serviços com excelência.

Durante o evento também foi entregue a Comenda Jessé Pinto Freire ao deputado federal Henrique Eduardo Alves.

Sobre o Movimento SOS Ponta Negra

Movimento popular sócio-ambiental criado em agosto de 2006 com o objetivo de propor um amplo debate sobre o equilíbrio entre desenvolvimento e qualidade de vida no bairro/praia de Ponta Negra – Natal RN.

Espaço aberto, coletivo, democrático e livre, criado em defesa do principal cartão postal de Natal RN: a praia de Ponta Negra e o Morro do Careca, sem dúvida uma das mais belas praias urbanas do Brasil.

O Movimento não tem nada a ver com política partidária. Nossa luta é a favor de todo mundo e pela cidade, pela praia, pelo Morro do Careca, pelo turismo, pelo cartão postal, pelo visual, POR NÓS MESMOS e PELO NOSSO FUTURO.

É uma iniciativa cidadã para cidadãos e cidadãs conscientes! E está atrelada ao instinto de sobrevivência e preservação. Não podemos mais ficar lamentando o que poderia ser feito, temos que fazer o que podemos no momento.

Garantindo um desenvolvimento com equilíbrio e responsabilidade, preservamos NOSSA Qualidade de Vida, melhoramos a auto-estima de seus Filhos/as e proporcionamos a valorização da Cultura e das tradições do bairro.

Ponta Negra merece e NÓS também!

.: Abaixo Assinado 2010 - a favor da paisagem em Ponta Negra

A Excelentíssima Senhora Prefeita da Cidade do Natal/RN

Os abaixo-assinados, brasileiros, estrangeiros, e especialmente residentes da cidade de Natal-RN, vêm através deste documento manifestar sua discordância à construção de todo e qualquer empreendimento vertical de grande porte nas áreas próximas ao Morro do Careca, em Ponta Negra, considerando que tais projetos maculam a paisagem deste monumento da natureza símbolo de nossa cidade — assim como é o Cristo Redentor para o Rio de Janeiro, a Torre Eiffel para Paris, a Estátua da Liberdade para Nova York, o Monte Fuji para o Japão e as Pirâmides para o Egito. Por seu valor inestimável e por sua beleza ímpar, o Morro do Careca, seguramente, está entre as maravilhas naturais do mundo.

Considera-se ainda que, além da agressão ao nosso patrimônio natural, social e turístico, a liberação de tais construções é incompatível com a infra-estrutura urbana da Vila de Ponta Negra, e abre um grave precedente para que toda a orla de Ponta Negra venha a ser tomada por prédios. Tal fato acarretaria um drástico problema climático no bairro pelo aumento da temperatura, e conseqüentemente o ressecamento de nossos lençóis freáticos.

Vale salientar que a antiga vila de pescadores surgiu em meados do século XVIII e ainda hoje abriga diversas manifestações sócio-culturais e artísticas, configurando-se no principal foco de identidade cultural da zona sul da cidade.

Diante da gravidade do problema, solicitamos a V. Exª. que sejam tomadas as medidas necessárias para o efetivo impedimento dos referidos empreendimentos e a criação de uma lei de proteção da área do Morro do Careca como patrimônio natural de nossa Cidade.

# Como ajudar:

1. Crie um documento com o texto acima incluindo uma tabela com quatro colunas com os campos: número, nome, identidade/UF e assinatura;

2. Imprima, faça cópias e passe no seu bairro. Colete assinatura na sua rua, família, escola, trabalho, vizinhança, academia, universidade, shopping, etc etc. É NOSSA responsabilidade proteger o principal cartão postal da cidade;

3. Ou melhor ainda, faça o download [aqui] do Abaixo Assinado em arquivo PDF e multiplique essa força!

3.1. Faça o download do Abaixo Assinado em versão word (.doc) [aqui]

4. Para entregar o Abaixo Assinado é só entrar em contato que combinamos um local para receber a lista: 8827-2006 ou e-mail yuno.silva@gmail.com.

.: Boas Festas!!!

O Natal passou e o Ano Novo está chegando!

Que 2010 seja um ano realmente próspero,
recheado de respeito ao próximo e conquistas ambientais.

O momento é de transição, mas nosso objetivo principal permanece o mesmo: preservar e garantir qualidade de vida no Planeta Terra.

Em ano de eleições, Copa do Mundo e revisão do Plano Diretor de Natal, precisamos ficar ainda mais atentos às questões que justificam nossa existência e nossa luta!

Abraços, beijos e apertos de mão... até logo mais.

.: Emissário submarino de esgoto em debate na Band Natal, hoje (4), logo mais às 13h30: entenda os porquês de se lutar pelo tratamento terciário

Se você mora em Natal ou já visitou durante as férias, ou mesmo se você é uma pessoa interessada no bem estar do Planeta Terra e na qualidade de vida das pessoas, fique atento/a ao assunto que está tirando o sono de muitos moradores de Ponta Negra: a implantação de um emissário submarino de esgoto.

O tema é urgente, sério e extremamente grave. Do jeito que estão querendo fazer vai MELAR (literalmente) o mar do principal cartão postal da capital do RN. NÓS, cidadãos e cidadãs, queremos resolver o problema da baixa estrutura de saneamento básico, mas não podemos pensar em fazer a coisa de qualquer jeito. Precisamos, antes de tudo, de bom senso.

Para ficar por dentro do assunto, confira logo mais uma entrevista com o geólogo e empresário do setor turístico Eduardo Bagnoli: hoje (quarta, 4), às 13h30, na TV Band Natal.

Não perca!

Só bem informados podemos promover um real desenvolvimento para a praia/bairro/cidade/estado/país/continente/planeta.

.: Capim Macio se mobiliza para apresentar projeto do Parque neste sábado, dia 3, às 18h

[clique na imagem para ampliar - foto de Omar Cordoba]

Há quase um ano, no dia 13 de novembro de 2008, aconteceu uma das maiores mobilizações da comunidade do bairro de Capim Macio, quando mostramos e comprovamos que mais forte é o poder da mobilização, da união e que a participação popular é algo essencial no desenvolvimento da nossa cidade, bairro, rua...

Para coroar esse movimento, a comunidade de Capim Macio apresenta neste sábado, às 18h, projeto arquitetônico do Parque que divide a área com uma lagoa de captação. O encontro acontece no próprio espaço onde será construído o parque: rua Missionário Joel Carlson - por trás do Supermercado Extra, em capim Macio.

Como o resultado nem sempre é como queremos, nada nesse universo é perfeito, mas tudo flui dependendo das energias que apostamos. Conseguimos vencer uma batalha: a conquista de uma área verde belíssima, que servirá para várias gerações do bairro e da cidade usufruirem, desfrutarem e desenvolverem um conhecimento crítico, social e ambiental, pois aquele espaço resulta da força de vontade de pessoas de bem que pensam além do agora, que visualizam um futuro mais agradável para os próximos habitantes deste planeta.

E como tudo na vida são ciclos, amanhã a comunidade de Capim Macio e demais cidadãos natalenses, turistas, interessados e afins estão sendo convidados/convocados para participar da apresentação de um novo projeto para a área verde. Um projeto pioneiro e exemplar para Natal e que servirá tanto para o lazer quanto para educação de toda a família!

Lembrando que é um espaço democrático aberto a todos! Sugestões, opiniões, críticas serão sempre acolhidas e discutidas.

PARTICIPEM!!! SINTAM-SE TODOS BEM-VINDOS!!!

Abraços,

Joanisa Prates, moradora
Contato: 8838-5881

.: Com falta de investimento estrangeiro, imobiliárias fecham em Ponta Negra [jan/09]

TRIBUNA DO NORTE - 29/jan/2009
Foto: Júnior Santos

PREJUÍZOS - Waldemir diz que desaceleração causou fechamento de imobiliárias


Com a fuga dos investimentos estrangeiros no Rio Grande do Norte, após o início da crise econômica mundial, o cenário do mercado de imóveis no bairro de Ponta Negra começa a mudar. Um dos locais preferidos para a instalação de escritórios de empresas do setor, a Avenida Erivan França hoje é exemplo de como as imobiliárias - que tinham como foco os investidores internacionais – sofrem com a recessão em outros países.

O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci RN), Waldemir Bezerra, explica que não há números que demonstrem a dimensão dos baques que as imobiliárias estão sentindo. Porém, ele confirma que as empresas estão realmente baixando suas portas, saindo do mercado ou procurando outros pontos de comercialização.

“Uma vez que a crise tirou os investidores internacionais do estado, os escritórios perderam seus clientes. Os negócios em Ponta Negra diminuíram sensivelmente e, no ano passado, as imobiliárias com foco no mercado internacional amargaram um prejuízo muito grande”, declara.

A falta de dados sobre a quantidade de empresas fechadas nos últimos meses se deve ao fato de que muitas delas encerram suas atividades mas não dão baixa na documentação junto ao Creci. Bezerra acredita que somente em abril o órgão poderá estimar um número já que, até março, está sendo cobrada a anuidade do conselho. “Geralmente, descobrimos que as empresas realmente fecharam quando elas não pagam ou a correspondência para pagamento retorna”, explica.

Waldemir Bezerra avalia o cenário com preocupação já que o Rio Grande do Norte, em especial Natal, tem se tornado cada vez mais um destino de segunda residência. “Há quem faça uma leitura que este mercado vai voltar a crescer na Europa ainda este ano. Isso é muito importante para nós já que sabemos que a queda dos investimentos ocorreu porque outros países entraram em recessão e os estrangeiros ficaram mais cautelosos”.

Mudança

O empresário Fred Salsa era um dos sócios da imobiliária Euro que ficava localizada na orla da praia mais famosa de Natal. Porém, depois de aproximadamente cinco anos na área a sociedade terminou e ele, atualmente, se prepara para abrir um novo escritório em Petrópolis.

A imobiliária Imocapital, como será chamado o novo empreendimento de Salsa, foge do foco de Ponta Negra, mercado que já está fraco segundo o empresário. “O movimento estrangeiro caiu bastante nos últimos anos. Continuo com clientes naquela região, mas preferi abrir o escritório em Petrópolis”.

Segundo Fred Salsa, cerca de 60% das vendas realizadas pela Euro eram fruto de investimentos de estrangeiros. O público era variado incluindo espanhóis, noruegueses, italianos e portugueses. A imobiliária foi uma das primeiras a abrir na Erivan França e, de acordo com Fred, após o seu fechamento muitos negócios do mesmo segmento também começaram a deixar a região.

>>> Comentário pertinente: A atual situação [crítica] do mercado imobiliário e os [contínuos] baixos índices no fluxo turístico, refletem a estratégia depreciativa adotada pela especulação imobiliária e a maneira equivocada como foi direcionado o turismo na capital potiguar. A relação é de exploradores e explorados, em vez de parceiros! Formou-se uma bolha ilusória e frágil de prosperidade, comprovando a necessidade de um crescimento urbano responsável e antenado com as características culturais e históricas da cidade.

.: População deslocada de Ponta Negra para o Planalto sofre com a falta de estrutura

DIÁRIO DE NATAL - 09/jul/2009
por Rafael Duarte

Quando morava em Ponta Negra, a dona de casa Vânia da Silva tinha praia, padaria, farmácia, mercado, escola e posto de saúde à disposição dela, do marido e dos dois filhos. A casa era simples, de um quarto, mas abrigava a turma toda.

Desde o dia 30 de junho, no entanto, a vida dela e mais 50 famílias que moravam nas ruas Brisa do Mar e Curimatã, no conjunto Alagamar, em Ponta Negra, mudou. Autorizada pela Justiça, a prefeitura demoliu, há quatro anos e meio, todos os barracos irregulares da área. Na época, a comunidade foi distribuída em casas alugadas pelo município até que se concluíssem obras de um conjunto habitacional. Parte do problema foi resolvido.

As casas, de alvenaria com dois quartos, sala, banheiro e cozinha começaram a ser entregues na semana passada no conjunto Miramangue, no bairro Planalto II, Zona Oeste. Mas não há infra-estrutura na região. A impressão é de que as famílias conquistaram o sonho da casa própria pela metade.

O acesso é por uma estrada de terra e areia fofa. A parada de ônibus mais próxima está a 15 minutos. Não há escola, posto de saúde, delegacia e mercado. A maioria das crianças está sem aula. O caminhão do lixo não passa.

Alguns improvisaram bodegas para abastecer a comunidade e ganhar dinheiro. "A gente vende o básico. No dia em que chegamos não tinha nem luz, mas a morada é boa porque, apesar de longe, a casa é nossa", disse a comerciante Ednalva Pereira de Oliveira. "Morar aqui é bom porque a casa é da gente, mas falta escola e posto de saúde. Às oito da noite tranco tudo, coloco as crianças para dentro", completou a mulher citada no começo da matéria. A reportagem entrou em contato com a Semsur para falar dos problemas da comunidade, mas não recebeu resposta.

>>> Comentário pertinente: É isso que chamam de progresso? Tá mais pra 'pogresso'! Pergunto - E os prédios que foram erguidos na Vila de Ponta Negra trouxeram algum benefício para a comunidade? Ou só aumentou o trânsito, o lixo, a necessidade de saneamento, a expulsão de pessoas da comunidade para bairros distantes e a diminuição de cobertura vegetal?? Garanto que a opção 2 é a verdadeira, pois nem os comerciantes sentiram a presença dos tais condôminos.

Câmara Municipal - 19/03/08 :: AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE RETIRADA DE MORADORES DE ÁREA EM MÃE LUÍZA

Foto: Elpídio Júnior

Nesta quarta-feira (19), a Câmara Municipal do Natal é palco de dois importantes debates sobre problemas da população natalense. A possível retirada de moradores de Mãe Luíza e os processos de licenciamento de obras pela Semurb são os pontos em questão.

No período da manhã, o vereador Júnior Rodoviário (PT) presidiu a discussão sobre os problemas dos moradores do Parque das Dunas e da "Ocupação Luis Gonzaga", ambos localizados no Bairro de Mãe Luiza. A possibilidade de retirada dos moradores, que há anos ocupam os locais, foi questionada pelos vereadores participantes e pela população que compareceu à CMN.

A ausência do Ministério Público na discussão foi um ponto bastante criticado por todos os participantes do debate, que acreditam que o órgão tem responsabilidade direta sobre a questão, e deveria participar da audiência para ouvir os posicionamentos dos moradores das localidades e dos vereadores.

À noite, prosseguindo o dia de debates, a Câmara Municipal será palco de uma audiência pública que terá o objetivo de discutir sobre os processos de licenciamentos de obras pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), contando com a participação de vereadores e membros da secretaria. A proposta partiu do vereador Renato Dantas (PMDB).

Nominuto - 04/03/08 :: SEMURB APONTA CONTRADIÇÕES DE EMPRESÁRIOS

Semurb vê contradição nas recentes declarações dos empresários da construção civil
Segundo titular da Semurb existem aproximadamente 500 processos em tramitação.


Reportagem e foto: Ana Paula Oliveira


Ana Míriam: "Nós temos critérios e, acima de tudo, responsabilidades".


A secretária municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Ana Míriam, vê uma contradição nas recentes declarações de empresários da construção civil, que reclamam prejuízos pela morosidade na liberação de alguns processos.

"Há uns 20 dias li uma reportagem na qual os empresários declaravam claramente que o setor imobiliário estava gerando muitos empregos e milhões de lucros", informa.

Segundo a secretária, que também é presidente do Conselho Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (Conplam), existem aproximadamente 500 processos em tramitação na Semurb. “Isso não significa dizer que eles estão parados”, comenta Míriam, rebatendo as notícias recentemente vinculadas nos meios de comunicação.

>> Comentário pertinente: É impressionante a gana pelo lucro rápido e fácil. Por todo o horizonte só o que vemos são guindastes erguendo prédios. Se por um lado há morosidade na análise dos processos, por outro há a necessidade de se averiguar todos os detalhes sem pressa. Querem continuar faturando em cima da cidade? Antes que tal respeitarmos os limites do bom senso!?

Ela explica que dentre esses processos existem os que estão efetivamente em análise e os que estão em diligências. “O processo de análise não é rápido. É preciso que ele seja muito bem analisado. Depois disso, emitimos um parecer e encaminhamos a expedição do documento”, declara.

Ela lembra que ainda existem os casos que precisam ser levados para a análise e aprovação do CONPLAM.

“Existem os trâmites legais. No Conselho, por exemplo, cada conselheiro analisa o processo e depois ele é submetido à votação. Podendo até um ou outro conselheiro pedir vistas ao processo e isso demorar ainda mais”, observa.

Ana Miram ressalta, no entanto, que é importante que a população saiba como se dá o processo de licenciamento. “O urbanístico, por exemplo, leva 30 dias úteis para uma possível aprovação. Já o ambiental leva em torna de 90 dias”, cita a secretária. Atualmente o processo é único, soma-se 120 dias para conclusão das análises. Se for para o Conplam, a demora é imprevisível.

No entanto, a secretária de Meio Ambiente e Urbanismo destaca que a secretaria está consciente do trabalho. “Nós temos critérios e, acima de tudo, responsabilidades. Não iremos liberar nenhum licenciamento sem uma prévia análise”, salienta.

Para a secretária, apesar dos processos em tramitação na Semurb, o “boom imobiliário” que a cidade está vivendo e as recentes mudanças no plano diretor estão causando uma demanda ainda maior, o que acaba ocasionado a morosidade na liberação dos processos.

ZPA 7

O Conselho Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (Conplam) se reuniu na manhã desta terça-feira (4) para discutir sobre a Zona de Proteção Ambiental 7, que corresponde ao Forte dos Reis Magos e seu entorno.

Segundo a assessoria técnica da Semurb, a discussão gira em torno do uso e ocupação do solo na ZPA. “Todas as diretrizes do que poderá ser edificado na área serão discutidas e aprovadas ou não hoje”, diz Edílson Ribeiro, assessor técnico da Semurb.

Carta de DIMIRSON HOLANDA :: morador do Conjunto Ponta Negra

Caros,

meu nome é Dimirson Holanda Cavalcante, sou membro da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar. Engajei-me nesta luta após tomar conhecimento do movimento SOS PONTA NEGRA. Minha consciência é o entendimento que essa é a fonte geradora da sensibilização do morador de Ponta Negra.

A partir daí voltei-me para tentar reunir moradores dos dois parques residenciais Ponta Negra e Alagamar transmitindo por todos os meios possíveis, que nossos conjuntos estão também ameaçados na sua existência.

Não é justo que nós moradores desde a fundação do conjunto fiquemos agora sujeitos às investidas da forte especulação imobiliária que quer impor pela força do dinheiro a transformação das unidades residenciais horizontais em espigões.

As conseqüências conhecidas como impacto de vizinhança já se faz sentir. Estamos ficando encurralados por um cinturão de concreto que bloqueia as correntes de ar amenizadoras do forte calor na estação do verão. Com que direitos esses senhores do "deus mercado" se baseiam para impedir que os cidadãos usufruam um bem da natureza comum a todos nós?

Sentimos-nos lesados enquanto cidadãos que pagam impostos, por não termos sido consultados para os investimentos que se pretendiam aqui em nossos parques. Hão de dizer talvez, que o assunto foi exaustivamente debatido com diversos segmentos da sociedade inclusive representantes de moradores do bairro.

Desconheço como morador e depois como membro da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar quem foram esses representantes. Se de fato existiram representantes, me desculpem, eles não cumpriram seu papel. Um assunto da mais alta relevância como este, não poderia ter ficado na ignorância da grande maioria dos moradores, ou a diretoria da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar foi omissa neste caso.

Estamos agora, felizmente, com tempo ainda de impedir que nos expulsem de nossas casas por essa forma maliciosa conhecida como EXPULSÃO BRANCA.

Estamos a poucos dias de uma audiência pública, 28/03/07 às 9h na Câmara Municipal de Natal, onde nós moradores vamos apresentar emendas que possam ser inseridas na proposta do novo PDN, e assim conseguir proteger nosso direito de escolha para o bairro que queremos. Nossa escolha se deu a cerca de quase trinta anos com sacrifício para obter a casa onde vivemos e agora querem nos impor um modelo de verticalização que não optamos.

Sabemos de antemão que conseqüências negativas entre elas aumento de IPTU podem vir. Os empresários do setor imobiliário trabalham na expectativa de mais adensamento para assim construírem mais e mais espigões. Para isso defendem sempre as margens de contenção dos parâmetros de coeficiente de aproveitamento, gabarito e remembramento para cima.

E vão tentar influenciar os vereadores de Natal com o argumento de que o setor dispõe de cerca de R$ 1,151 bilhões em obras para este ano (JH edição de 23/03/07 Coluna Hoje na Economia do senhor Marcos Aurélio). A governadora ficou radiante com a notícia! Eu fico também, desde que esses recursos não sejam para degradar o ambiente em que residimos aqui nem em outro lugar da cidade.

Enfim o assunto requer mais debate, a aprovação do PDN não pode ser como eles querem. Conclamamos a todos moradores dos dois parques residenciais de Ponta Negra e Alagamar a procurarem saber o que se passa comparecendo dia 28/03/07 às 09 horas ao plenário da CMN.

Atenciosamente,
dimirson@act.psi.br

.: Cinco feridas: se abertas não terão cura [2006]


O problema não é nem a permissão equivocada do Plano Diretor da Cidade, o pior é a falta de consciência por parte dos empresários da construção civil. Natal só é o que é por causa do turismo que se sentiu atraído pela beleza e clima do lugar.

Matar Ponta Negra e o Morro do Careca é o mesmo que a cidade cometer suicídio!

Então, se em nome do progresso, não houver outro jeito a não ser construir, que se construa prédios menores de altíssimo padrão. Assim dá para tirar a diferença de um prédio de 15 andares vendendo um produto bem mais caro. Isso é prezar pela qualidade do produto e respeitar a cidade onde quase um milhão de habitantes vive.

Calma, não tem problema meu caro empresário, gente para comprar seus imóveis por verdadeiras fortunas não vão faltar. E você, trabalhador brasileiro e brasileira que como eu também ganha salário em Real, acha que esse tipo de empreendimento é pro nosso bico?

Esses prédios foram lançados por aqui timidamente só para constar, o público alvo mesmo está em além mar e não duvido nada se já estiver tudo vendido.

Foto: Alex Fernandes

.: As cores do Plano Diretor [2006]


Parece brincadeira, mas essa linha amarela é o limite onde pode e onde não construir segundo o projeto do Plano Diretor da Cidade. Sem nenhum critério nem cuidado com o meio ambiente, com a estética e com a comunidade da Vila de Ponta Negra - porque não dizer sem nenhum respeito com a cidade - parlamentares descomprometidos decidiram permitir a construção de prédios ao lado do Morro do Careca.

Um verdadeiro tiro no pé se considerarmos que o turismo é, certamente, um dos caminhos para o tal progresso!

As marcas vermelhas na imagem são condomínios já com construção programada, nada mais nada menos que prédios com média de 15 andares. Não vão ficar lindos bem ao lado do Morro? Imaginem a tristeza dos natalenses e dos que amam essa terra?

Foto: Alex Fernandes

.: Cartão Postal à venda (??)


Mesmo com o bicho homem jogando duro, a praia de Ponta Negra continua lutando para manter sua majestade. Ela merece nosso respeito só por nos presentear com seu visual.

Agora imaginem acabar com tudo isso por causa de alguns milhares de Euros? A relação dinheiro x meio ambiente anda bastante complicada em Natal e temo pela cidade se algo não for feito rapidamente para estancar esse deslumbramento com o tal progresso às avessas*.

Primeiro a especulação imobiliária desenfreada, que não deixa areia sobre areia: querem asfaltar tudo e construir condomínios ou shoppings centers. Segundo a invasão de turistas estrangeiros - principalmente europeus -, que não encontram nenhuma dificuldade em investir na capital do RN.

Será que não importa a origem desse dinheiro? Quantos casos de lavagem de dinheiro já foram descobertos? Quantos mafiosos estão vindo se esconder por aqui? A Receita Federal e a Polícia Federal tem que trabalhar em conjunto nessas horas para coibir abusos do poder econômico, ainda mais com grana suja.

Ou o que vale são apenas os cifrões tilintando na conta? Já venderam quase todo o litoral, agora estão querendo vender o Morro do Careca e a dignidade de quem mora na Vila de Ponta Negra.

Que progresso é esse que só destrói? Queremos esse progresso perverso desse jeito? Não é melhor progredir preservando o que a cidade e a natureza oferecem de melhor?