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As outras faces da Via Costeira

Diário de Natal - 5 de agosto de 2012 

Existem certas imagens que passam despercebidas por quem passa na Via Costeira. Retratos de uma face pouco conhecida da avenida, que costuma ser mais notada pelo Parque das Dunas, o parque hoteleiro e o belo visual do litoral potiguar. Para encerrar uma série de reportagens iniciada no domingo passado, o Diário de Natal/O Poti traz as faces da Costeira que nem todos conhecem, mas fundamentais dentro do debate sobre a utilização da área. Alvo de uma polêmica a cerca da possibilidade, ou não, de novas construções em seu entorno, a avenida guarda problemas básicos, como acúmulo de lixo, abandono de áreas e falta de acessos. Novidades da atual discussão devem vir na semana que vem. Enquanto isso, ficam as imagens da Via Costeira além do óbvio.

Antigo clube, retrato do abandono

Antes ambiente de lazer para famílias, a área onde já funcionaram clube e camping do Vale das Cascatas está deteriorada e inutilizada. O entulho se acumula na parte interna do clube, onde alguns desenhos foram pintados nas paredes. A área da piscina, que ainda acumula água suja. De belo ficaram a vista e o ambiente arborizado.

Entulhos e lixo enfeiam bela paisagem


Fotos: Fábio Cortez/DN/D.A Press
O lixo se faz presente tanto nos espaços vazios, quanto na beira-mar da Via Costeira. Nos terrenos ficaram entulhos de construções. Na praia, copos plásticos e garrafas de bebidas foram deixadas para trás. A imagem a seguir foi feita na área em frente ao acesso para o bairro de Mãe Luíza, mas se repete em quase todos os terrenos.

Da praia, a dimensão do elefante cinza

Eterno "elefante cinza" da Via Costeira, o antigo hotel da BRA - hoje da empresa NATWF - já bate mal na vista de quem passa pela avenida. Mas quando a visão é da praia, se tem a noção exata do tamanho do problema. O empreendimento foi embargado pela Semurb por descumprir o nível de altura estabelecido no Plano Diretor de Natal (PDN).

Falésia, erosão e esgoto à mostra

Quem passa pela beira-mar entre os hotéis Ocean Palace e Serhs não deixa de ver a cena. Um enorme cano aberto com uma marca de líquido negro contrasta com a paisagem da praia. Trata-se de uma galeria de águas pluviais do sistema público de drenagem que depois de danificada gerou um processo de erosão em um trecho de falésia.

Granja, com direito a galinheiro

Em um dos terrenos desocupados, uma pequena casa se destaca na paisagem. Marcado com a inscrição "Granja Antônio", esse é o lar de Antônio Rocha da Silva. O morador trabalha como caseiro da G5 Empreendimentos, que é proprietária do terreno. "Fico aqui para ninguém ocupar", explica Antônio, que mora no local há quatro anos. O caseiro mantém uma pequena criação de galinhas.

Exposto ao sol nas paradas sem teto

Esperar o transporte público não é lá uma coisa muito confortável, principalmente quando se fala nas paradas de ônibus localizadas no lado da avenida que dá para o Parque das Dunas. Enquanto a vegetação invade o espaço dos usuários, a falta de proteção deixa quaisquer banhistas, funcionários de hotéis e turistas, expostos a sol e chuva.

Um lugar bom de se morar

Ao lado do posto da Polícia Militar uma casa simpática ocupa de maneira irregular um terreno de propriedade do estado. Desconhecido dos vizinhos da PM, o morador atende por Francisco Cesário. Sai muito cedo do dia e volta no fim da tarde. Normalmente só se encontram dois cachorros no imóvel. O govero tenta a reintegração de posse.

Acesso à praia é improvisado

Os acessos públicos até a praia estão previstos desde os primeiros projetos da Via Costeira na década de 1970. Em 2001 ficou estabelecida em lei a criação de 13 espaços para acessibilidade. Sete anos depois as áreas foram incluídas no projeto de duplicação da avenida. A opção do cidadão que deseja ir a praia é procurar caminhos alternativos.

Ambientalistas criam movimento para proteger a Via Costeira

AMBIENTALISTAS CRIAM MOVIMENTO PARA PROTEGER A VIA COSTEIRA E COBRAR QUE ACESSOS À PRAIA SEJAM ERGUIDOS. NA OPINIÃO DELES, NOVOS HOTEIS NEM PENSAR

REPRESENTANTES DE VÁRIAS entidades reuniram-se ontem à noite na sede do Conselho Comunitário de Ponta Negra para organizarem o movimento "A Via Costeira é nossa", uma reação ao interesse de grupos econômicos em construir mais hotéis naquela região. Ambientalistas planejam uma manifestação no antigo Vale das Cascatas, no dia 18 de agosto. Foi o segundo encontro do grupo. No sábado eles se reuniram em Mãe Luiza e deram os primeiros passos para tentar mobilizar a sociedade no intuito de "manter a Via como um espaço público", ou seja, além dos espaços de proteção ambiental, eles cobram a construção dos acessos à praia, projeto há muito tempo discutido e nunca sequer citado por algum governo. 

Estavam no Conselho Comunitário 26 pessoas, de entidades, como a própria Associação de Moradores de Ponta Negra, a Filhos da Mãe (de Mãe Luiza), Conselho Comunitário de Mãe Luíza, 
ONG Baobá, associações de usuários de bicicleta como a Bicicletada e a Ponta Negra Bike, Associação Amigos da Natureza (Aspoan), S.O.S Ponta Negra e uma advogada do Escritório Popular, projeto de extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A principal tese do grupo é que a lei não permite a construção de mais hotéis na Via Costeira e a Advocacia Geral da União (AGU) já estava requerendo os terrenos de volta, já que os empreendedores não usaram eles para os seus projetos. 

Para Marísia Baesse de Oliveira, da Aspoan, a Via Costeira é Área de Proteção Permanente (APP) e desde que ela começou a ser projetada em 1977, foi dado um prazo de 20 anos para que os empreendimentos pudessem ser construídos, inclusive incentivos fiscais foram dados para esse fim. "A Via é uma APP desde 2010, depois de formado um consenso entre o Ibama, o Idema e a Prefeitura de Natal, então ela deve i car somente com os 13 hotéis que já estão lá", falou ela. 

O diretor da ONG Baobá, Haroldo Motta, considera que, caso os hotéis sejam construídos, "irão matar a galinha dos ovos de ouro" do turismo local, ou seja, o cenário paisagístico. Motta também defende o melhor usufruto da Via pelo natalense e não apenas pelo turista. "Natal tem essa capacidade natural de encantar o visitante, mas os gestores públicos devem pensar no apelo anti-stress que o lugar tem para o natalense também", disse ele. Os participantes reforçaram a noção de que "patrimônio paisagístico é patrimônio econômico". 

A maioria deles usa a Via para transitar de carro ou de bicicleta. Questionado se tomava banho de mar naquele trecho, Pedro Baesse, disse que vai raramente, por causa da falta de infraestrutura. "Os acesssos são precários. Há somente duna. Esse é um ponto a ser discutido: precisamos dos acessos construídos", diz ele. 

O "A Via Costeira é nossa" pretende realizar uma manifestação, com panl etagem e, talvez uma apresentação musical, no antigo Vale das Cascatas, no sábado, dia 18 de agosto. "É um pontapé para transformar o Vale das Cascatas em uma concha acústica, já que nossa cultura está abandonada", afirmou a poeta Deth Haak, uma conhecida articuladora do movimento S.O.S. Ponta Negra, que se opôs, em 2007 à construção de prédios no entorno do Morro do Careca.

Os participantes também estão organizando uma atuação mais forte nas redes sociais e já possuem página no Facebook. Além disso, articulam o envolvimento de outras instituições na querela, como o Ministério Público Federal, o Congresso Nacional, além do próprio Ibama. A reunião seguinte acontece na próxima segunda-feira, na sede da Associação de Moradores de Ponta Negra. 

Belas imagens de Natal e do RN por Canindé Soares | O Estado é lindo e merece mais respeito!


Belas imagens da Cidade do Natal e outros pontos turísticos do Rio Grande do Norte, registrado pelo fotógrafo Canindé Soares .

1. Ponta do Morcego



2. Farol de Mãe Luisa e bairro de Petrópolis em segundo plano



3. Ribeira



4. Morro do Careca



5. Parque das Dunas



6. Forte dos Reis Magos e Ponte Newton Navarro



7. Rio Potengi



8. Centro de Convenções



9. Falésias do Centro de lançamento de foguetes Barreira do Inferno



10. Praia de Alagamar



11. Sehrs Natal



12. Via Costeira



13. Tirol e Midway Mall



14. Canteiro de obras da Arena das Dunas



15. Mãe Luisa



16. Parque da Cidade



17. Jenipabu



18. Pipa



19. Chapadão de Pipa



20. Parrachos de Maracajaú



21. Parrachos de Maracajaú II



22. O maior cajueiro do mundo



23. Pirangi



24. Buzios



25. Barra de Tabatinga



26. Praia de Lagoa de Tabatinga



27. Tibau do Sul



28. Falésias de Cacimba em Tibau do Sul



29. Santuário ecológico de Pipa



30. Barra de Cunhaú



31. Baía Formosa



32. Lagoa da Coca Cola




33. Saji



34. Saji II



35. Sibauma



36. Barra de Punaú



37. Rio do Fogo



38. Touros



39. Farol de Touros



40. São Miguel do Gostoso



41. São Miguel do Gostoso II



Bônus: Outras aéreas de Canindé Soares mostrando Natal

42. Ponte



43. Morro do Careca



44. Centro



45. Forte



46. Parque das Dunas



Bônus II - Nível da rua

47. Praia dos Artistas



48. Casario



49. Antiga catedral



50. Prefeitura

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Novas aéreas do Canindé publicadas em 20/05/2012:

























www.canindesoares.com
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