.: Igrejinha Católica da Vila [2003]


Apesar do céu nublado, dá para se ter uma noção do clima interiorano que ronda a Vila de Ponta Negra. A pracinha da igreja católica já sofreu diversas modificações e, para variar, cortaram todas as árvores que faziam sombra.

Vai entender essa mania de preferir ficar torrando no Sol ao lado de arbustos??!! Pelo menos a praça não serve mais de ponto final de ônibus.

Andando pelas ruas, becos e vielas, ainda dá para se surpreender com as últimas rendeiras de bilros de Natal (hoje organizadas em Associação) ou com os ensaios de grupos da comunidade que mantém acesa a chama da identidade cultural do lugar. O Pastoril e o Congos de Calçola estão entre as manifestações que atravessaram décadas de carona na memória de pescadores, agricultores e rendeiras.

Foto: Yuno Silva

.: Pé do Morro [2003]


No início dos anos 1990, órgãos ambientais proibiram a subida de pessoas no Morro do Careca. Alegaram que estavam matando a duna: a careca estava ficando mais calva rapidamente.

O problema é que houveram alguns equívocos por parte dos ambientalistas, que tentaram desviar o venta para conter o movimento da areia. O resultado foi catastrófico: uma duna voltada para a Vila de Ponta Negra começou a engolir o bairro e várias casas tiveram seus terrenos invadidos pela falta de tato do bicho homem. Sem falar que a base do Morro se solidificou e virou uma falésia.

Tiveram que derrubar as 'barricadas' de palha em cima da duna e liberar temporariamente a subida para que a proto-falésia fosse desmanchada. Atualmente a cerca está armada bem na base do Morro, e também está impedindo a passagem para a praia de Alagamar que fica do outro lado.

Foto: Yuno Silva