Reformas no calçadão de Ponta Negra dificultam acesso de banhistas à praia

Diário de Natal - 2 de maio de 2012 

Semsur diz que está sendo feito um trabalho conjunto com outras secretarias para resolver o problema em Ponta Negra



Fotos: Eduardo Maia/DN/D.A Press
Feriado é dia de praia lotada e em Ponta Negra, um dos cartões postais de Natal, não poderia ser diferente. Contudo, as obras que vêm sendo feitas de revitalização do calçadão pela Prefeitura mais tem atrapanhado do que ajudado à banhistas, comerciantes locais e turistas. A principal reclamação é o acesso do calçadão às areias da praia nos trechos em obra, que põe em risco de acidente a população que passa pelo loca, principalmente idosos e crianças.


Pedestres e banhistas estão tendo dificuldade para circular pela orla
Segundo o trabalhador de um quiosque na praia nas proximidades das obras, João Maradona, turistas e banhistas têm reclamado dos pavimentos espalhados na areia e as descidas para a praia estão danificadas, tendo as pessoas idosas maior dificuldade de terem acesso à praia. Ele conta que uma cliente com idade avançada só não teve a perna quebrada em um acidente no local na última segunda-feira por ter contado com sua ajuda para segurá-la. Maradona diz ainda que as obras no trecho em que atua estão paradas a cerca de 15 dias e outro problema enfrentado é a falta debanheiros públicos na praia.


Turista espanhol Marcos Gracia não pôde passear com a filha
Segundo o banhista Anderson Turola, que foi aproveitar o 1º de Maio com toda a família em Ponta Negra, disse que a situação está péssima e que todos estão insatisfeitos com os efeitos das obras do calçadão. Ele, que levou inclusive sua sogra, uma sehora de idade, reclama da acessibilidade à praia que está comprometida com as reformas do calçadão e o entulho gerado. "minha sogra teve grande dificuldade para descer para a praia e com os filhos a atenção tem que ser redobrada", diz ele.

Para o turista espanhol Marcos Garcia, que costuma visitar a cidade há alguns anos, a situação é ruim para o turismo. Ele explica que europeus, em geral, têm o hábito de caminhar, ao contrário dos brasileiros que preferem usar os carros, e a imagem das obras na praia e o acesso prejudicado são péssimos. "Eu, por exemplo, não posso trazer minha filha no carrinho para passear aqui no calçadão, tem pedras no caminho, o lixo se acumula nos buracos feitos e mal cheiro à noite", relata Marcos. Outro ponto observado pelo turista, que vem à natal desde 2000 é o avanço do mar. Marcos diz que da primeira vez que estive na praia, era possível caminhar até 30 metros da calçada até o mar em maré alta e atualmente, o mar chega muito próximo ao asfalto.

Segundo o titular da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Luis Antônio de Albuquerquer, os entulhos existiam apenas no período de estabilidade das obras do calçadão de Ponta Negra. As obras, inicialmente previstas para serem concluídas no final de maio, agora têm novo cronograma. Luis Antônio diz que devido às chuvas, os desgastes com erosão e outros reparos que devem ser feitos na praia, o calçadão será entregue revitalizado até o final de junho para a população.

O secretário da Semsur disse ainda que está sendo feito um trabalho conjunto com outras secretarias municipais para cuidar das várias vertentes ainda deficientes em Ponta Negra. Luis Antônio adianta que foi feito um pré-cadastramento onde 388 ambulantes foram registrados. A ideia é filtrar esse número e ter em circulação na orla prioritariamente ambulantes que moram na Vila de Ponta Negra e vendedores de artesanato. No próximo dia 07 de maio, as secretarias envolvidas com os projetos de melhoria de Ponta Negra devem fazer uma vistoria na praia. "Acreditamos que até a alta estação estaremos com uma nova perspectiva de Ponta Negra", diz o titular da Semsur. 

EXPOSIÇÃO SEMENTES DA MUDANÇA na UnP Ponta Negra

Exposição aberta a visitação de 8 a 25 de maio, das 8h às 21h30, de segunda a sábado.

Por meio de 30 painéis, a exposição apresenta: a situação mundial do meio ambiente; os conceitos de sustentabilidade; a Carta da Terra; a educação ambiental transformadora; propostas elaboradas pelo Dr. Daisaku Ikeda para as questões ambientais; apresentação de iniciativas locais, como as de Wangari Maathai que visa coibir o desmatamento em seu país, o Quênia; as de Rajendra Singh que construiu um johad (pequeno açude) para armazenar a água da chuva, no Rajastão, Índia, assolado pela seca; e as de Elizabeth Ramirez que ajudou a abrir centros educacionais nas comunidades rurais da Costa Rica, para a proteção ambiental e promoção do desenvolvimento da mulher.

A Exposição conta ainda com uma ala brasileira, a extensão "AMBIÊNCIAS URBANAS: SUJEITOS E AMBIENTES EM CONSTANTE TRANSFORMAÇÃO", composta pela apresentação dos seguintes temas:
  • 1) apropriação do território brasileiro;
  • 2) modelo de desenvolvimento;
  • 3) formação do povo;
  • 4) relação entre a convivência de todos os seres vivos e o equilíbrio promovendo uma "nova revolução" dessa relação.
Durante a Exposição será exibido também o documentário "UMA REVOLUÇÃO SILENCIOSA", projeto em conjunto da SOKA GAKKAI INTERNACIONAL (SGI), UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), UNDP (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e CONSELHO DA TERRA. O documentário e os painéis da exposição foram incorporados no currículo educacional de 80% das escolas do Canadá, dentro do programa "Criando a Paz: Empreendendo Ações".

Durante a Exposição será realizada também uma oficina de atividades denominada "TRILHA DA VIDA", cujo objetivo é o de conscientizar crianças e adultos sobre o meio ambiente e os problemas ambientais. Ao percorrer a trilha com os olhos vendados e pés descalços, os participantes adquirem a experiência cognitiva de perceber o meio ambiente através dos sentidos do tato, audição, olfato e paladar. A experiência visa despertar valores e interesses e motivar as pessoas a participar da proteção do meio ambiente e da melhoria da qualidade de vida.