Em Ponta Negra ação judicial determina ações de fiscalização do comércio

Diário de Natal - 13 de maio de 2012


Promotora Gilka da Mata
Segundo a promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Gilka da Mata, que esteve na inspeção in loco que aconteceu na praia no início da semana, já existe uma ação judicial instaurada pelo Ministério Público de se fazer cumprir por parte da Prefeitura do Natal ações de fiscalização e ordenação da quantidade de ambulantes que atuam na orla. A visita à praia feita pela promotoria tinha como objetivo inicial dar andamento a esse processo de fiscalização, contudo Gilka da Mata diz que a situação encontrada vai muito além disso e são necessárias medidas conjuntas de órgãos e secretarias para que soluções sejam encontradas a fim de reurbanizar, fiscalizar, ordenar e reformar e revitalizar Ponta Negra, processo que será acompanhado pela promotoria do meio ambiente.

Gilka da Mata disse ainda ao Diário de Natal que, devido à série de problemas encontrados pela comitiva que esteve na praia e à complexidade envolvida, foi criado um grupo técnico composto por profissionais de órgãos das secretarias que têm relação com as demandas de Ponta Negra. Os técnicos estão, no momento, elaborando um estudo prévio a ser apresentado à promotoria do meio ambiente no próximo dia 18, contemplando possíveis soluções de curto, médio e longo prazo para os problemas encontrados. Gilka da Mata disse acreditar que apenas uma ação multidisciplinar pode trazer resultados efetivos, não ações isoladas, por isso se buscam soluções que envolvam o máximo de esferas do poder público com ligação direta e indireta com a situação de Ponta Negra.

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) vem reunindo esforços com as demais secretarias para buscar soluções para a situação de Ponta Negra a curto prazo. Estudos mais aprofundados sobre a região da orla em que se encontra a praia e sobre o avanço da maré e seus impactos, fazem parte de um projeto maior de responsabilidade da Secretária Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seturde). Quanto à Semsur, à primeiro momento, está tentando se buscar uma saída jurídica para sanar os problemas do calçadão.

Obras de reparoA assessoria de imprensa explica que a empresa licitada foi contratada para realizar obras de reparo em cinco trechos que estavam comprometidos. Com as altas da maré do último final de semana, com ondas de até 2.5 metros, outros três trechos no calçadão desabaram e a Semsur está tentando um aditivo no contrato com a prestadora do serviço para que esses novos trechos afetados sejam assistidos e novos prazos de conclusão da obras sejam dados. À princípio as obras de restauração do calçadão estavam presvitas para serem concluídas no fim de maio, prazo prorrogado para junho e agora, com novos estragos feitos pelo mar, ainda não há prazo estipulado.

Segundo o titular da Seturde, Murilo Barros Junior, as soluções exigem cuidado e estudos mais complexos para que ações imediadas não sejam postas em risco pelo avanço do mar. Murilo Barros diz que medidas à curto prazo que estão sendo feitas pela secretaria são a solicitação de interdição dos pontos mais críticos da praia e manutenção de umtrabalho paleativo até que os estudos fiquem prontos e se possa ver com mais clareza soluções definitivas. A Seturde no momento está vendo uma possível parceria com o Exército para que se inicie a aprtir desta semana a construção de um quebra mar na praia para que o mar não destrua o que vem sendo feito. Para garantir o acesso à praia, Murilo diz que uma opção é implantar escadas de madeira, mas independente de parcerias, as medidas imediatas devem ter início. 

Turistas aprovam Natal, mas com reservas || As ressalvas são as mesmas de sempre! Até quando?

Tribuna do Norte - 05 de Fevereiro de 2012
Roberto Lucena
Repórter

Os turistas que visitam Natal qualificam a cidade como agradável, acolhedora e com preços razoáveis. Nossas belezas naturais são o diferencial que mais pesa na hora de escolher a capital do Rio Grande do Norte como destino para as férias ou descanso. Mas apesar de elogiar nossas praias, hotéis e restaurantes, os turistas desconhecem as diversões noturnas e manifestações da cultura popular dos natalenses. Esses dados fazem parte de uma ampla pesquisa realizada pelo Instituto Certus em parceria com a  TRIBUNA DO NORTE. No período de 26 a 29 do mês passado, o instituto ouviu quinhentos e dois turistas em vários pontos da cidade.
frankie marconeAs belezas naturais ainda são os principais atrativos da cidade, mas a infraestrutura é deficienteAs belezas naturais ainda são os principais atrativos da cidade, mas a infraestrutura é deficiente

A pesquisa mostra como o turista avalia nosso patrimônio histórico e cultural, comércio, bares, restaurantes e diversão noturna, além de infraestrutura e atrações naturais. Os números revelam que a propaganda boca-a-boca e a internet são os principais meios pelos quais Natal é divulgada. De acordo com representantes do setor, os resultados do levantamento apontam para uma necessidade de se explorar outras atrações existentes na cidade, bem como campanhas publicitárias mais eficazes na divulgação do destino.

Foi através da indicação e uma  "propaganda insistente" de um amigo, que o bancário Alex de Azevedo, 42 anos, resolveu sair do interior da Bahia para conhecer a capital potiguar. Ele veio com a esposa e os dois filhos para um passeio que durou sete dias e se encerrou ontem. Na tarde da última quinta-feira, a família conheceu o Centro de Turismo, em Petrópolis. Enquanto a esposa e um dos filhos fazia compras em uma das dezenas de lojinhas de artesanato, Alex conversou com nossa equipe. "Tive uma ótima impressão da cidade. O povo é bastante acolhedor e as praias são belíssimas. A temperatura da água foi outra coisa que me chamou atenção. Um amigo de trabalho me indicou e resolvi conhecer. Peguei algumas informações na internet antes de viajar e já penso quando vou retornar", disse.

O policial militar Gilmar Carvalho, 43 anos, também ficou encantado com a cidade. O carioca conta que a simpatia e hospitalidade do natalense foram o diferencial na viagem que durou 15 dias. A praia de Ponta Negra foi um dos locais mais apreciados pela família dele. "Viajamos todos os anos, mas nunca havíamos ido a um lugar como Natal. O povo é bem simpático e as belezas naturais são melhores que as do Rio de Janeiro", afirma. "Apesar de não ter me sentido ameaçado, senti falta de policiais nas ruas. Vi poucos. Na praia, por exemplo, teve dia que não vi nenhum", completou.

Se por um lado nossos atrativos naturais são avaliados como ótimo por 68,92% dos entrevistados, 47,61% desconhecem nossas atrações noturnas. A pesquisa revela ainda que 53,78% dos turistas não presenciaram nenhuma manifestação popular e 30,08% não visitaram prédios históricos. "Não vi passeios desse tipo. Fomos muito para as praias. Como estou com as crianças, até prefiro ficar no hotel à noite mesmo", afirmou a cabeleireira Deise Veiga, natural do Rio de Janeiro/RJ.

De acordo com Wellington Paim, secretário adjunto da secretaria municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seturde), o órgão tem conhecimento das reclamações reveladas pela pesquisa. "Fizemos um levantamento junto ao programa 'Alô Turista!' e percebemos essa reclamação. Após o carnaval, vamos terminar outra pesquisa e, com os dados coletados, faremos uma reunião com as demais secretarias para elaborar um plano de ação", disse.

O secretário-adjunto faz coro com os turistas e reconhece que faltam opções de lazer noturno. O problema, segundo ele, está passando despercebido pelos empresários. "Reconheço que falta opção noturna. Isso é um assunto que deve ser discutido junto ao empresariado. Quantos negócios estão se perdendo? Demanda de público a gente sabe que tem. O que falta é a opção mesmo", diz.