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Matéria DN 25/5 :: Adolescente mata e enterra o padrasto

Adolescente mata e enterra o padrasto

Repórter: Sérgio Vilar

Um adolescente de 16 anos matou a machadadas o padrasto, enterrou no quintal de casa e se entregou à polícia. O rosto do carroceiro Júlio Andrade, 34, ficou desfigurado com as únicas duas machadadas. O crime ocorreu na madrugada de ontem, na Rua da Floresta, no conjunto Vila de Ponta Negra e chocou os moradores. Os motivos do crime foram vingança. Segundo depoimento do adolescente prestado na Delegacia do Adolescente, o padrasto surrava sua mãe quase que diariamente.

Segundo informações prestadas por funcionária do Centro de Educacional, tudo começou quando a mãe chegou da igreja, por volta das 18h. Júlio Andrade estava bêbado e começou a agredir verbalmente a mãe do adolescente. Com medo de mais uma surra, a mãe chamou a mulher do adolescente para dormir na casa da avó, no Alecrim e fugiu.

O adolescente mora com sua mulher numa casa ao lado da mãe e do padrasto. Nos fundos, uma plantação de milho e uma pequena área baldia. Uma corredor com cerca de dois metros de largura separa a casa. Foi lá onde o adolescente enterrou o padrasto (uma vala com cerca de um metro de profundidade), após invadir a casa durante a madrugada. Os peritos do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) encontraram dificuldade para localizar o corpo. O terreno parecia uniforme.

Para o titular da Delegacia do Adolescente, Francisco Quirino, que está à frente do caso, o adolescente esperou o padrasto dormir para entrar na casa e o matar. A hipótese - confessada em depoimento prestado pelo adolescente - ainda será investigada. É que na entrada dos fundos da casa do adolescente há muitas marcas de sangue. A funcionária do Ceduc informou que o adolescente confessou tentar limpar algumas manchas. O delegado Quirino barrou a entrada da imprensa na casa do rapaz, mas foi possível ouvi-lo afirmando ter encontrado sangue também no interior da residência.

Segundo a funcionária do Ceduc o menino costumava ouvir música com som alto para evitar escutar os sons das pancadas ou das brigas na casa de sua mãe. Ela afirmou que sequer a mãe ou a mulher do adolescente sabia do crime e menos ainda que Júlio Andrade estava enterrado entre as duas casas. ‘‘Ainda assim ele se entregou. Nos depoimentos ele engolia o choro. Não parecia arrependimento, mas passava a impressão de alguém traumatizado com o que fez’’, disse.

A descrição do adolescente é de alguém de um metro e setenta e corpo ‘‘nem magro nem gordo’’. O tipo físico do rapaz reforçou a hipótese da polícia de que ele aproveitou o padrasto - com tipo físico forte - dormindo e embriagado para poder matá-lo.

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