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Matéria DN 26/5 :: RN na mira dos ultra-violetas

RN na mira dos ultra-violetas

Repórter: Sheyla de Azevedo
Foto: Carlos Santos/DN

Genário Gomes de Lima, 26 anos, é guardador de carros e trabalha em constante exposição ao sol

Genário Gomes de Lima, 26, é guardador de carros no bairro de Ponta Negra. Diariamente, ele fica na rua das 9h, passando o resto do dia e entrando pela noite, só volta para casa por volta das 23h. Tanta exposição ao sol já lhe rendeu uma cor mais bronzeada nos braços, ombros e rosto e, diante do calor e sol intensos na cidade chamada de ‘‘Noiva do Sol’’, ele sabe que essa exposição pode significar complicações e um ‘‘casamento’’ nada interessante com as doenças de pele. Atualmente ele está passando um protetor solar fator 30 e diz que foi presente da namorada. ‘‘Coloco uma vez só, quando estou saindo de casa. Não sabia que tinha de repetir por mais vezes’’, diz, acrescentando que sabe que quando tiver de comprar o produto terá ‘‘um susto’’ com o preço.

Genário Gomes desconhece casos de câncer de pele na família. Assim como também desconhecia que o Rio Grande do Norte está geograficamente localizado numa área que sofre maior incidência dos raios ultra-violeta A e B, considerados os grandes vilões quando o assunto é radiação solar. ‘‘E isso implica num risco maior para se ter doenças da pele e daí a necessidade de uma maior fotoproteção e cuidados na exposição ao sol entre os horários de 9h às 15h’’, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia/Regional Rio Grande do Norte (SBD-RN), Maurício Lisboa Nobre, lembrando que proteger a pele não se restringe à ida à praia. E sim no dia-a-dia de qualquer pessoa que, por ventura, saia de casa.

2º Lugar

Durante a Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Pele, realizada em novembro do ano passado, pela SBD em todo o país, foram feitas consultas nas quais os dermatologistas constataram que do total de pessoas que participaram da Campanha, 9,5% apresentaram algum tipo de câncer de pele. Na amostragem do Rio Grande do Norte, essa média percentual subiu para 15% das pessoas, sendo o segundo lugar em todo o país, ficando atrás apenas do Espírito Santo, com 15,5%. Sergipe, foi o terceiro colocado, com 14,5%; Santa Catarina ficou com 13,8% e em quinto lugar ficou o Estado do Amazonas, com 12,4%.

Nessa mesma pesquisa, 62,4% dos casos foram detectados em mulheres e 61,8% acometeram pessoas da cor branca. A jornalista Anne Marjorie Araújo, 24, bem que poderia se encaixar nos dois segmentos e depois de uma experiência recente com uma insolação que lhe rendeu queimaduras de primeiro grau, decidiu tomar mais cuidados com a exposição ao sol. ‘‘Eu sempre fui acostumada a ir para a praia naqueles horários menos recomendados: chegando às 10 e só saindo depois das 13h. Na última vez em que fui, coloquei fator de proteção 15 e perdi a noção do tempo lendo uma revista. O calor estava intenso e fora do normal. Quando cheguei em casa comecei a me sentir muito mal e sequer consegui dormir naquela noite. Na consulta ao dermatologista veio o diagnóstico e a lição de que só devo ir à praia muito cedo. E no dia-a-dia, sair com óculos, chapéu e protetor solar’’, resume.

Os cuidados com exposição solar, aos poucos, vai deixando de ser um comportamento feminino. Os homens também estão sentindo os efeitos da radiação solar e procurando se cuidar mais. Edivaldo Alencar, 56, agente de viagem, diz que passa pelo menos três vezes por semana protetor solar de fator 30. E reconhece que esse cuidado deveria ser diário. ‘‘A gente tem que ser cuidadoso. Eu gostava de pescar e tive de ir ao dermatologista para ele ver umas manchas que surgiram na minha perna. Não era nada grave, o problema foi resolvido. Mas agora me cuido, não por vaidade, mas porque tem de ser assim mesmo. Esse sol está horrível’’.

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