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População cobra saneamento em Capim Macio

Tribuna do Norte - 5 de Abril de 2012
Com o prenúncio de chuvas os moradores de Capim Macio, na zona Sul da cidade, temem novos transtornos. Conhecido por pontos de alagamento a qualquer chuva mais prolongada, o bairro localizado em área nobre, vê o problema ser relegado ao descaso público. As obras de drenagem, iniciadas em 2007, ao custo de R$ 47 milhões, estão paralisadas. Do total de intervenções, segundo informações da Caixa Econômica Federal, que avalia as medições e autoriza a liberação de crédito, somente 70% foi concluído. A  drenagem de Capim Macio é uma das 12 obras de saneamento básico paralisadas que estão sob investigação do Ministério Público Estadual.
Aldair DantasEm Capim Macio obra abandonada começa a desgastar materialEm Capim Macio obra abandonada começa a desgastar material

Há cerca de três anos, os moradores do entorno da lagoa de captação situada entres as ruas Engenheiro João Mota e Antônio Farache, por trás do supermercado Extra, aguardam a retomada e conclusão das obras. "Não foi concluída e não dá vazão ao volume de água, que desce quando chove, fica tudo alagado", afirma o aposentado Ildefonso Amorim, para quem o reservatório serve apenas como criadouro de mosquito. "A prefeitura já foi acionada. O Ministério Público pediu o bloqueio de bens, mas nada feito",  acrescenta, descrente, o morador.

Parte da rua Antonio Farache permanece sem pavimentação, após a tubulação ser implantada. Os buracos rasgam o chão de areia dificultando o trânsito. "Quando chove vira um lamaçal, que impede sair de casa", disse Marcos Brito. Mesmo com sol forte, a lama e a terra virada continuam na rua carroçável Antônio Madruga, no entorno da lagoa. A rua é uma das mais afetadas com a inundação.

Outra obra de drenagem inacabada é a Lagoa de Captação de  Ponta Negra, na avenida Praia de Muriu. Cercada por muro e pista de passeio, a obra, de longe, parece estruturada. Mas  permanece sem pavimento e telas para evitar que impurezas contaminem o solo. Os equipamentos caros que deveriam evitar transbordamento, enferrujam, sem nunca terem sido usados.   O reservatório que seria o maior da zona Sul não tem prazo para ser concluído. Em Ponta negra, somente 47,76% da drenagem do bairro foi executado. Enquanto isso, conta a moradora Marilene Albuquerque, a lagoa é usada por usuários de drogas e como esconderijo para assaltantes, chegando a abrigar por um tempo, bom número de barracos.

A TRIBUNA DO NORTE  vem desde a terça-feira tentando, falar com o secretário de Obras Sérgio Pinheiro, que não foi encontrado. O secretário de Comunicação, Gerson de Castro, informou que somente Pinheiro poderia falar sobre o assunto. O procurador do Município Bruno Macedo também foi procurado, mas não atendeu nem retornou as ligações.

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