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Vai levar o cachorro pra passear? SEJA EDUCADO!

Cuidado onde você pisa

Falta de cuidado de donos de animais transforma calçadas e praças em depósitos de fezes

* Fonte: Diário de Natal

O grande volume de fezes caninas presentes em calçadas, praças e logradouros da cidade vem gerando constrangimentos entre donos descuidados e moradores das imediações. Não é difícil voltar para casa com uma desagradável "lembrança" na sola do sapato. "Já chegamos a atuar com faixas para conscientizar essas pessoas e muitos levam como provocação, o que não é verdade. Queremos apenas as vias bem cuidadas, livres desses dejetos. Não custa nada limpar", adverte a moradora Maria do Carmo Vieira, 60.

A professora aposentada, Lourdes Mariz, 54, pode se considerar uma exceção. A reportagem a encontrou passeando na praça Tomaz Toscano da Mata, localizada em Candelária, passeando com sua cadela poodle Bionda. Um detalhe não fugiu à atenção de quem a observava: luvas plásticas nas mãos e uma sacolinha demonstravam que as fezes de Bionda não ficavam ao relento pelas calçadas.

"Sempre que saio para passear com minha cadela estou com equipada dessa maneira. Não gosto de pisar em cocô de cachorro quando estou trafegando pela rua e sei que ninguém gosta de passar por isso. É pensando em mim e no próximo que eu faço desse gesto uma cultura, um hábito rotineiro", afirmou a professora. A educadora afirma que essa atitude advém como resultado de uma vida feliz e em harmonia com a sociedade, e conclama para que isso se generalize por toda cidade.

Na mesma praça, o jardineiro Josemário Martins, 51, parabenizou a atitude da professora. "É muito raro ver pessoas agindo como ela por aqui. Eu passo o dia quase inteiro limpando a praça e faz parte da minha rotina ver muitos dejetos pelo jardim. Eu vou lá e limpo", conta. Segundo Josemário, o seu material de trabalho, principalmente as luvas, não é apropriado para que seja feito esse tipo de serviço, mas como bom cidadão a limpeza acaba sendo feita. "É preciso trabalhar para que ocorram punições sobre as pessoas que cometem esse ato. Já reclamei algumas vezes e não fui muito feliz na resposta", alertou.

Noutra parte da cidade, na praça Augusto Leite, Tirol, a situação não muda de figura. Pelo menos é o que diz o senhor Almir Batista, 70, usuário habitual da praça. Ele conta que se não fosse a limpeza pública a praça seria um cemitério para fezes caninas. "Ver pessoas apanhando o dejeto do seu cachorro é como ganhar na loteria, muito difícil", brinca o aposentado. Adolescentes de uma escola estadual próxima também reclamam da situação, se deparar com fezes no local já se tornou normal de tão costumeiro.

ConscientizaçãoPara o diretor de operações da Urbana, Alexandre Miranda, mesmo que não haja nenhuma lei específica que obrigue o cidadão a isso, é coerente que o próprio dono faça a coleta dos dejetos. "Isso é símbolo de cidadania e respeito. A Urbana é responsável pela limpeza das ruas, e muitas calçadas são prejudicadas por isso. Cito como exemplo o calçadão das praias urbanas, local muito trafegado, e limpo com frequência pelos funcionários da Urbana", realça Miranda.

Procurando promover soluções, a Secretaria Municipal deServiços Urbanos (Semsur) irá inaugurar no dia 1º de outubro uma praça piloto, no bairro de Ponta Negra, onde haverá a atuação de educadores, visando conscientizar a sociedade frente a preservação das praças. "A coleta dos dejetos está inserida nesse caso. Temos que pensar na praça como um espaço público para o bem de todos. As pessoas insistem em fazer isso, mas temos que lembrar da ocorrência de doenças e do desconforto social", coloca o secretário adjunto de operações da Semsur, Sargento Siqueira. Para ele, o zelo com a cidade é importante para a preservação do espaço público, e a praça piloto é apenas o começo da mudança.

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