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Campanha contra exploração sexual tem início em Ponta Negra

>>> Comentário do SOS Ponta Negra: Medidas paliativas sem consistência nem planejamento costumam não dar em nada - servem apenas para justificar a utilização de verba. Tenham certeza que não há campanha de conscientização que resolva problemas históricos como falta de qualificação profissional, falta de oportunidades de trabalho, falta de educação, lazer, cultura, esporte. Sem compromisso político e engajamento social não há transformação, sem transformação não há desenvolvimento (responsável), sem desenvolvimento (responsável) não há como evitar mazelas sociais.

Diário de Natal - 17 de fevereiro de 2012 

Somente em Natal, durante o ano de 2011, 124 adolescentes foram encontradas pela Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas) em situação de exploração sexual. Desse número, 45 foram flagradas no bairro de Ponta Negra, local escolhido para começar a Campanha de Enfrentamento da Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes - Carnaval 2012, divulgada pelo órgão com apoio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Aproveitando o período pré-carnavalesco, a Semtas começou ontem, na rotatória de acesso ao conjunto de Ponta Negra, a conscientização da população sobre a situação de exploração de crianças e adolescentes. A partir de hoje, os outros quatro (Redinha, Ribeira, Rocas, Alecrim) pólos multiculturais de Natal também ganharão o mesmo trabalho. As ações contarão com a participação dos componentes do ProJovem Adolescente e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), que farão a distribuição de material de divulgação como panfletos, folders, garrafinhas térmicas, camisetas e máscaras de carnaval.

"O número de crianças em situação de exploração tem diminuído bastante. As vezes parece maior, mas é porque as denúncias cresceram", acredita o secretário da Semtas, Alcedo Borges. De acordo com Secretária adjunta da Semtas, Verônica Dantas, após o recolhimento dos adolescentes em situação de risco, eles são encaminhados para os centros de trabalhos sociais do órgão. "Geralmente as jovens frequentam festas ou alguma casa. Mas a gente sabe que existe uma rede por trás disso", alerta.

Gilson de Medeiros Costa, coordenador do Vira Vida, um dos parceiros da Semtas no cambate à exploração ao adolescente, ressaltou que cerca de 90% dos jovens que participam do projeto escolhem mudar de vida. O Vira Vida atende pessoas, entre 16 e 21 anos, encontradas em situação de exploração. São oferecidos cursos no Senai e no Senac, com tempo médio de um ano, e uma bolsa auxílio de R$ 500. " Os alunos recebem R$ 400 e R$ 100 fica retido, como se fosse poupança, para eles retirarem somente no final do ano", explicou.

Vira Vida

Alguns alunos do Vira Vida seguem também o caminho do empreendedorismo. É o caso de Diogo Wagner da Silva, morador do bairro Guarapes. O garoto de 21 anos, passou dois anos usando drogas e fazendo programa, até receber os conselhos de um amigo sobre uma seleção na Casa da Indústria. O atual estudante de serviços de hotelaria diz que pretende mudar de vida, motando um salão de beleza, com ajuda do projeto.

"As ações de enfrentamento a exploração sexual seguirão com intensidade durante o período carnavalesco, no entanto, continuarão na agenda desta secretaria ao longo do ano", Verônica Dantas. A campanha irá até o dia 21 de fevereiro nas escolas municipais através dos Centros de Referência de Assistência Social (CREAS), e entre os dias 18 e 21, nos Blocos Carnavalescos da cidade.

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