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Comerciantes sofrem com a nova realidade de Ponta Negra

Diário de Natal - 13 de maio de 2012 


Quiosque 4, da família de Aldemir Simplício, funciona
há mais de 30 anos em Ponta Negra
Na linha de frente com os turistas e banhistas que frequentam a praia de Ponta Negra, o presidente da Associação dos Barraqueiros (hoje quiosqueiros) da praia, Aldemir Henrique diz que a falta de estrutura na praia vem afugentando seus visitantes desde muito antes da erosão do calçadão atingir o nível crítico em que se encontra atualmente.

Liderando as reclamações, segundo ele, está a falta de banheiros na praia. Outros problemas são a falta de fiscalização do excessivo número de ambulantes que atuam na área, a falta de iluminação, principalmente próximo ao Morro do Careca, e o serviço de limpeza que, apesar de ser constante, vem deixando a desejar. Aldemir Henrique diz que a quantidade de funcionários da limpeza na orla hoje é mais enxuto e não consegue atender a toda demanda.

Segundo o presidente da associação, os donos de quiosque vem tentando junto à Vigilância Sanitária conseguir uma ampliação do espaço dos quiosques para que se possa atender melhor os visitantes e até disponibilizar banheiros para seus clientes. "Se a gente não tiver qualificação e estrutura, o turista vai embora", completa Audemir.

Uma solução que acabou virando outro problema são os "papa-lixo" implantados pela Prefeitura do Natal para que comerciantes da área depositem em locais específicos o lixo de seus estabelecimentos. Contudo, os "papa-lixo", localizados onde a avenida Erivan França e a rua Tivoli se encontram, vêm afugentando as pessoas dos quiosques e hotéis próximos, devido ao mal cheiro, intensificado nos horários do dia em que o sol é mais forte. Joselino, que administra uma pousada próxima ao local diz que nenhum hóspede quer ficar na área da piscina do seu estabelecimento devido ao mal cheiro trazido pelo vento. "A gente quer saber quem é que vai pagar o prejuízo", indaga Joselino sobre à queda de consumo dos hóspedes que saem para apreciar a praia longe do local. Ele reclama ainda que é difícil para os empresários verem seu investimento indo embora.

Nativo de Ponta Negra e desde cedo tirando seu sustento da praia, Aldemir Henrique compara a Ponta Negra de hoje com a de 10 anos atrás. "Antigamente diziam que as barracas poluíam a praia, mas nós trabalhávamos com uma faixa de areia de até 20 metros mesmo na maré alta. Hoje o problema é outro", destaca Audemir referindo-se ao avanço do mar e seus efeitos no calçadão e para os banhistas.

Ele diz ainda, que a população nativa e comerciantes da área vinham tentando alertar as autoridades há muito tempo sobre o problema e hoje todos assistem ao quadro já previsto ameaçando destruir a beleza de uma das mais famosas paisagens do Rio Grande do Norte. A situação caótica em que se encontra Ponta Negra interfere não só no turismo e beleza da praia, mas também os prejuízos para diversos núcleos familiares, moradores da Vila de Ponta Negra que dependem da praia para garantir sua subsistência. 

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