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Rede hoteleira sente impactos devido problemas em Ponta Negra

Diário de Natal - 13 de maio de 2012 
Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no RN (Abih/RN), Habib Chalita, "o cenário é belo, mas falta zelo",o turista percebe isso e os impactos são impossíveis de não serem notados. Ele elenca uma série de problemas, como falta de iluminação, segurança, manutenção do calçadão, limpeza e o número excessivo de ambulantes. "A situação do corredor turístico de Natal como um todo é preocupante. A orla inteira precisa ser revitalizada. Ponta Negra, o nosso cartão-postal, é a imagem do descaso", diz Habib.

O presidente da Abih no RN ressalta que o cenário atual de Ponta Negra e afugenta turistas e moradores da cidade e os efeitos disso são sentidos em efeito cascata, com a diminuição do movimento em bares e restaurante da região, bem como pela rede hoteleira que encara reduções nas ocupações de quartos. "Imagine um turista que fechou um pacote vendo uma imagem exuberante de Ponta Negra e quando chega ao destino encontra sujeira, entulhos, dificuldades de acesso, enfim, encontra todos osproblemas atuais naquela praia. Qual a sensação? Frustração", relata Habib Chalita.

Rosenilda Medeiros, natural de Recife, mas que mora em Natal há muitos anos, diz que a situação de Ponta Negra é uma falta de respeito à população e ao turista. "Nós pagamos impostos para encontrarmos a praia assim?", questiona Rosenilda, que completa " as autoridades em vez de investirem na melhoria dos problemas da praia, estão concentrando esforços em fechar os bares da região. Nós ficamos sem opção de lazer". Rosenilda diz ainda que a cidade inteira está um caos e Ponta Negra seria apenas no reflexo disso, com risco de acidentes por todos os lados, seja pelo acesso à praia obstruído com entulho ou até mesmo no mar com pedras que são arrastadas pela maré alta.

Soluções
Uma possível solução apontada pelos estudiosos seria a engorda da praia, ou seja, trazer de volta a areia que a água do mar leva para regiões mais distantes da beira-mar através de dragas. Venerando Amaro, professor da UFRN e estudioso que acompanhou a comissão de autoridades em visita à Ponta Negra no início da semana à convite do Ministério Público, diz que os problemas existentes na praia vão além de um estudo sobre a região, é necessária uma pesquisa detalhada sobre toda a dinâmica costeira. O grupo de pesquisadores da UFRN do qual Venerando faz parte realiza um acompanhamento mais abrangente sobre o mar e já tentou oferecer seu estudo aos gestores públicos, mas "os tomadores de decisão acharam muito caro" e optaram por uma pesquisa de menor abrangência do que a que vem sendo feita com recursos próprios pelos profissionais da UFRN, diz Venerando. 

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