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Diário de Natal :: PRESERVAÇÃO DO RIO PITIMBU PASSA POR PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE

# Leia "A degradação do rio Pitimbu e suas conseqüências sócio-ambientais" - de Andressa Bueno Tenório [estudante de Direito da UnP] || pesquisa publicada [pdf] no site Mandato Cidadão - Deputado Estadual Fernando Mineiro (PT)

Os dois maiores desafios para a preservação do Rio Pitimbu e o impedimento de sua degradação são a mobilização da sociedade, especialmente nas comunidades que ficam às suas margens do Rio, assim como também colocar na pauta do Poder Público como prioridade a gestão dos recursos hídricos.

Técnicos do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) - que faz parte da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) - e representantes do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH-Pitimbu) se reuniram no Seminário Participação Social na Gestão dos Recursos Hídricos: O Papel dos CBHs, para discutir as próximas ações, assim como também avaliar os últimos dois anos de criação do CBH-Pitimbu, primeiro e único, até agora, comitê criado no Estado para preservação de uma Bacia Hidrográfica.

Na prática, algumas ações de educação ambiental têm dado resultado. De acordo com o presidente do CBH-Pitimbu, Marco Dantas, nos últimos dois anos foi realizado um trabalho de educação ambiental nas comunidades que ficam às margens do Pitimbu e embora ainda existam problemas como o depósito de lixo no rio pela população, a criação do aterro sanitário foi um importante avanço, para acabar com os lixões, especialmente os próximos ao rio.

Um outro exemplo citado por ele, é o aumento da conscientização das comunidades ribeirinhas, como é o caso do assentamento Quilombo dos Palmares, em Macaíba, onde nasce o Pitimbu.

‘‘A Semurb de Natal realizou uma capacitação no local e, a partir do conhecimento que eles tiveram sobre a importância da preservação do rio, eles próprios não permitiram que as casas fossem construídas às margens da nascente. Sugerindo que as construções fossem feitas numa distância segura’’, comemora o presidente.

O chefe do Setor de Educação Ambiental da Semurb, Josivan Cardoso Moreno, realizou sete cursos de multiplicadores de Educação Sanitária e Ambiental, dos quais saíram 181 pessoas capacitadas, inclusive as do assentamento em Macaíba. Ele informou que a Semurb realiza capacitações em nos outros municípios, mas o foco de suas ações é na ZPA-3, em Cidade Satélite, onde passa o Pitimbu. As ações deverão continuar e sobre os desafios da sua área ele apontou a sensibilização do cidadão que, muitas vezes, desconhecem a legislação vigente.

Para o diretor geral do Igarn, Celso de Macedo Veiga, como o Pitimbu é um rio urbano, ele acaba sofrendo uma série de problemas urbanos como a questão da falta de esgotamento sanitário tratado nas cidades, a drenagem das águas pluviais que levam muitos resíduos para seu leito, os poluidores como pequenos proprietários que ficam às margens, como é o caso de pessoas que ainda lavam carros e motos em áreas do rio, entre muitos outros problemas. Para ele a gestão da Bacia tem de ser integrada entre poder público e sociedade.

‘‘Ninguém faz nada sozinho. É preciso que haja o envolvimento da sociedade para que ela colabore com a preservação e cobre aos gestores públicos as ações de políticas públicas’’, resumiu.

O Rio Pitimbu tem 34 quilômetros de extensão, mas a sua bacia tem um entorno de 125 quilômetros quadrados, sendo as duas maiores partes pertencentes à Macaíba e Parnamirim. Natal tem por volta de 10 quilômetros quadrados da área da bacia.

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