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Matéria DN 22/3 :: Natalense destrói aqüífero

Natalense destrói aqüífero

Repórter: Ana Paula Costa
Foto:
Divulgação

Gerente de hidrogeologiae perfuração de poços da Caern, Marcelo Queiroz

São 18,66% dos 150 poços gerenciados pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), em Natal, que já foram fechados por terem atingido índices muito elevados de contaminação por nitrato. E 45% dos poços em funcionamento já estão contaminados, ou seja, com mais de 10 miligramas de nitrato por litro de água, mas mesmo assim continuam sendo usados para abastecimento da população através da diluição desses teores em águas não contaminadas.

A situação do aqüífero da capital há muito é tema de diversos alertas por parte de especialistas mas segundo o gerente de hidrogeologia e perfuração de poços da Caern, Marcelo Augusto Queiroz, a qualidade da água servida à população ainda é considerada muito boa. De acordo com ele, a concessionária vem tomando todas as medidas necessárias para garantir essa qualidade.

Caern busca água não contaminada

Como a diluição é a principal delas, o foco agora é encontrar novas áreas que possam ser usadas como água não contaminada nesse processo. Hoje três já são usadas: os oito poços existentes na região do San Vale, a Lagoa do Jiqui e a Lagoa de Extremoz, no entanto eles já enfrentam outros problemas, como a ocupação urbana que pode vir a contaminá-los e o assoreamento dos rios que os servem. As opções agora a margem esquerda do rio Doce, próximo a Extremoz, a perfuração de poços nas margens da Lagoa do Jiqui e de novos poços no San Vale.

A perfuração de novos poços ao redor da Lagoa do Jiqui possibilitará ainda uma modernização no sistema de abastecimento, já que será possível enfim trocar as duas adutoras que levam a água captada lá aos reservatórios. O novo cano utilizado terá quase um metro de diâmetro e modernizará o abastecimento.

Os 28 poços fechados (18,66%) não se encontram em nenhuma região específica da cidade. De acordo com Marcelo, essa contaminação já está bastante espalhada por toda a cidade. O que causou o fechamento de tantos poços foi o monitoramento que está sendo feito do ano 2000. A cada três meses, a água de todos os poços de Natal, Parnamirim e Macaíba é coletada e passa por testes físico-químicos.

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