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Matéria DN 22/3 :: Sinduscom defende uma flexibilização de áreas

Sinduscom defende uma flexibilização de áreas

Dentro das reuniões programadas na Câmara Municipal para discutir o novo Plano Diretor de Natal, o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) apresentou ontem sua visão sobre o documento. A entidade sugeriu uma ‘‘flexibilização’’ nas limitações para construir em Mãe Luíza, Zona Norte e Ponta Negra. Alguns representantes do movimento ambiental e de comunidades reagiram às sugestões, argumentando que novas edificações trazem prejuízos aos menos favorecidos.

Para a Zona Norte, o presidente do Sinduscon, Sílvio Bezerra, defende que a região volte a ser adensável. ‘‘Não estamos pedindo o adensamento máximo, mas acredito que seja consenso que há muito o que se desenvolver na Zona Norte. Só se determina uma área de adensamento básico quando ela realmente carece de infra-estrutura’’, diz Bezerra contrapondo-se à proposta do novo plano de tornar toda e qualquer área da Zona Norte como não-adensável.

Contra o argumento de que a Zona Norte não tem saneamento para suportar o crescimento imobiliário, Sílvio Bezerra, declara que ‘‘mais de metade de Natal também não tem’’ e que existem soluções criadas pelo próprio empreendimento para suprir essa falta.

‘‘Não pode ser negada a continuidade do desenvolvimento na Zona Norte quando surge a possibilidade dele acontecer efetivamente, com a conclusão da ponte Forte-Redinha’’, acrescenta Bezerra.

Sobre Mãe Luíza ele questiona, não exatamente a proibição da verticalização do bairro, mas impossibilidade de se juntar dois lotes para aumentar uma área construída. ‘‘Isso significa que se uma cabeleleira morar numa casa conjugada com o seu salão e quiser aumentar o seu comércio, ela está proibida. Ou seja, os próprios moradores do bairro estão impedidos de crescer’’, conclui.

O novo plano prevê uma limitação de altura dos prédios para 65 metros nas áreas de controle de gabarito e de 90 metros para as áreas adensáveis.

O consultor ambiental e geógrafo Gustavo Szilagyi lembrou que o Plano Diretor não é feito só pela Prefeitura, nem só pelo Sinduscom. ‘‘Ele tem que ser aprovado pela Conferencia das Cidades, prevista pelo Estatuto das Cidades, ou seja uma discussão oriunda de um debate amplo, nas instâncias apropriadas’’, afirma Szilagyi.

O padre Bianor Francisco de Lima Júnior, representante da comunidade de Mãe Luíza, teceu comentários sobre a discussão.‘‘Emiti uma opinião baseada no que a comunidade pensa. A alteração da lei causa prejuízo aos moradores de Mãe Luíza’’.

Ele lembra que foram ressaltadas as limitações para os prédios, estes não podendo ultrapassar os 200 metros quadrados de construção e uma altura de 7,5 metros. ‘‘Edifícios e casas grandes aumentarão o padrão de vida no bairro, o IPTU poderá subir e os atuais habitantes terão de se deslocar para outros bairros’’, argumenta o padre.

As reuniões sobre o Plano Diretor ocorrem às quartas e quintas-feiras, às 9h, na Câmara Municipal de Natal.

2 comentários:

dimirson disse...

Caros.
Meu nome é Dimirson Holanda Cavalcante. Sou membro da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar.
Engajei-me nesta luta após tomar conhecimento do movimento SOS PONTA NEGRA.
Minha consciência é o entendimento que essa é a fonte geradora da sensibilização do morador de Ponta Negra.
A partir daí voltei-me para tentar reunir moradores dos dois parques residenciais Ponta Negra e Alagamar transmitindo por todos os meios possíveis, que nossos conjuntos estão também ameaçados na sua existência.
Não é justo que nós moradores desde a fundação do conjunto fiquemos agora sujeitos às investidas da forte especulação imobiliária que quer impor pela força do dinheiro a transformação das unidades residenciais horizontais em espigões. As conseqüências conhecidas como impacto de vizinhança já se faz sentir. Estamos ficando encurralados por um cinturão de concreto que bloqueia as correntes de ar amenizadoras do forte calor na estação do verão. Com que direitos esses senhores do "deus mercado" se baseiam para impedir que os cidadãos usufruam um bem da natureza comum a todos nós? Sentimos-nos lesados enquanto cidadãos que pagam impostos, por não termos sido consultados para os investimentos que se pretendiam aqui em nossos parques. Hão de dizer talvez, que o assunto foi exaustivamente debatido com diversos segmentos da sociedade inclusive representantes de moradores do bairro. Desconheço como morador e depois como membro da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar quem foram esses representantes. Se de fato existiram representantes, me desculpem, eles não cumpriram seu papel. Um assunto da mais alta relevância como este, não poderia ter ficado na ignorância da grande maioria dos moradores, ou a diretoria da Associação de Moradores de Ponta Negra e Alagamar foi omissa neste caso.
Estamos agora, felizmente, com tempo ainda de impedir que nos expulsem de nossas casas por essa forma maliciosa conhecida como EXPULSÃO BRANCA.
Estamos a poucos dias de uma audiência pública, 28/03/07 às 09h00min na Câmara Municipal de Natal, onde nós moradores vamos apresentar emendas que possam ser inseridas na proposta do novo PDN, e assim conseguir proteger nosso direito de escolha para o bairro que queremos. Nossa escolha se deu a cerca de quase trinta anos com sacrifício para obter a casa onde vivemos e agora querem nos impor um modelo de verticalização que não optamos.
Sabemos de antemão que conseqüências negativas entre elas aumento de IPTU podem vir. Os empresários do setor imobiliário trabalham na expectativa de mais adensamento para assim construírem mais e mais espigões. Para isso defendem sempre as margens de contenção dos parâmetros de coeficiente de aproveitamento, gabarito e remembramento para cima. E vão tentar influenciar os vereadores de Natal com o argumento de que o setor dispõe de cerca de R$ l.151 bilhões em obras para este ano (JH edição de 23/03/07 Coluna Hoje na Economia do senhor Marcos Aurélio). A governadora ficou radiante com a notícia! Eu fico também, desde que esses recursos não sejam para degradar o ambiente em que residimos aqui nem em outro lugar da cidade.
Enfim o assunto requer mais debate, a aprovação do PDN não pode ser como eles querem. Conclamamos a todos moradores dos dois parques residenciais de Ponta Negra e Alagamar a procurarem saber o que se passa comparecendo dia 28/03/07 às 09 horas ao plenário da CMN.

Atenciosamente,
dimirson@act.psi.br

:: yuno silva :: disse...

Dimirson, vou transformar sua carta aqui no comentário em post do BLOG ok?!

abração

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