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Matéria TN 31/10 - Crise no turismo

Setor do turismo potiguar enfrenta dificuldades

Empresários do trade turístico continuam enfrentando dificuldades no Rio Grande do Norte. Este ano o número de vôos charters do exterior para cá está bem menor do que o do mesmo período do ano passado e as operadoras de vôos se queixam da pouca demanda.

Uma delas lançou no início deste mês um vôo fretado de Natal para Lisboa. Mas como o vôo original é de lá para cá, a empresa reclama que acaba não tendo o que vender até para o mercado natalense.

Até o último fim de semana o vôo era oferecido aos sábados e domingos. Mas como há poucos portugueses procurando o Rio Grande do Norte, a viagem do domingo foi suspensa, até que haja uma reação do mercado. Por conseqüência, a operadora que oferece a viagem, por aproveitamento de assentos, Natal/Lisboa/Natal, também acabou prejudicada. “A gente fica sem ter o que oferecer”, disse José Márcio Moura, o proprietário.

Márcio lançou o pacote com o preço de US$ 756, ida e volta, preço tido como em conta. Mesmo assim, ainda não teve o rendimento esperado. “Ainda precisa melhorar bastante. Precisamos trabalhar mais a questão da propaganda”, disse.

Segundo ele, alguns fatores acabaram prejudicando Natal como destino de turistas estrangeiros, entre eles, a pouca divulgação do estado na mídia. “A parte da divulgação precisa ser uma coisa constante. Não dá para investir, divulgar, e depois deixar pra lá”.

Com isso, ele conta que no ano passado havia cerca de 16 vôos charters para o Rio Grande do Norte, e atualmente são apenas três, vindos de Portugal, Inglaterra e Itália. Para que isso acontecesse, outros fatores foram listados pelo empresário. Segundo Márcio, a copa do mundo acabou prejudicando operadoras e agências em todo o mundo.

No Brasil, ainda houve as eleições, e caracteristicamente o país parou.

Um outro fator que, segundo José Márcio, fez diminuir o número de vôos charters foi a forma como o Governo do Estado desenvolveu as operações contra o sexo-turismo em Ponta Negra. “Não defendo o sexo-turismo . Faço questão de frisar isso. Acho que tem que combater. Mas a forma como a coisa foi feita, acabou repercutindo mal”.

O empresário afirma que uma ostensividade exagerada e o jeito como as operações chamavam a atenção, acabaram afastando os turistas. Para ele, as operações são válidas mas antes é necessário uma conversa entre o Estado e os empresários do segmento.

Recentemente, o empresário hoteleiro Sandro Pacheco também criticou a forma como o turismo vem sendo tratado no estado. Para ele, os investimentos são escassos e ainda não há uma atenção especial voltada para o setor. Pacheco citou o exemplo de uma temporada de vôos vindos da Inglaterra, de novembro de 2007 a março de 2008, que o estado perdeu porque não pagou os R$150 mil prometidos à operadora. O dinheiro seria utilizado para promover o destino.

Procurada para falar sobre as dificuldades enfrentadas pelos empresarios potiguares, a coordenadora de promoção internacional da secretaria estadual de Turismo, Gina Robinson, disse por telefone que “o que está fechado para este ano, já está fechado e pronto”. Segundo ela, os esforços agora estão voltados para a próxima temporada. “A gente está correndo atrás, as pessoas estão interessadas”. Gina informou ainda que em janeiro, um novo convênio entrará em funcionamento, de um vôo de Córdoba, na Argentina.

A coordenadora de promoção falou também dos fatores que contribuem para a crise no setor, constatada em todo o mundo. “Aqui temos que lembrar, por exemplo, da Varig. Perdemos 580 passageiros por dia, o que faz uma diferença imensa, naturalmente”.

Ela lembrou ainda que o problema com a companhia acabou tornando ruins várias outras viagens, pelo número de escalas e atrasos. E alegou que está havendo uma implantação maior de leitos no estado do que é possível preencher.

No que diz respeito à reclamação do empresário Sandro Pacheco, Gina disse que os vôos desta alta estação começam no próximo dia 6, mas que para o ano que vem, não está nada certo. “Não significa muita coisa se essa empresa desistir, pois a gente sabe que tem outra empresa inglesa que está interessada mesmo”.

1 comentários:

Anônimo disse...

Infelizmente verifico de forma "típica", as palavras da senhora Gina Robson "não tem problema, tem outra operadora interessada" ??????? Não só a SETUR, como várias outras pessoas que "trabalham" neste órgão, como na própria Secretária de Turismo do Estado estão muito longe de saber O QUE É TURISMO, e de estar verdadeiramente engajado com esta atividade!! Digo com todas as palavras que estas pessoas não passam de verdadeiros SANGUE-SUGAS do Governo, assim como muitos outros setores. Realmente, não faz muita diferença mesmo perder cerca de 400 passageiros por semana, estrangeiros, que há 7 anos incrementam de forma significativa a demanda turística para o RN. Ups, mas.. ué, a Varig faliu, isso sim foi significativo!!! 580 passageiros a menos.. aaah, que pena, querem dizer, quase 1.000 a menos por semana não?? durante 6 meses?? deixa ver minha matemática 4.000 x 6= 24.000 pax's a menos/ano!!
Bom, vou parando por aqui!! mas a história é por aí...e vcs que dizem??

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