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Correio da Tarde - 13/11/06 :: CARTILHA SOBRE TURISMO SUSTENTÁVEL E DIREITO AMBIENTAL

Cartilha alerta para a importância do desenvolvimento sustentável

Natal é uma cidade potencialmente turística e que tem como principais atrações às belezas naturais e como tudo que vem da natureza se não for preservado acaba sendo destruída. Para que isso não venha a acontecer provocando impactos mais abrangentes que os ambientais, mas também econômicos e sociais, acadêmicos criaram a cartilha "Turismo e Desenvolvimento Sustentável" para conscientização não só dos gestores, mas também da população que é incentivada a fiscalizar os órgãos governamentais competentes, através do Núcleo Acadêmico de Justiça Ambiental (Naja).

O trabalho, que surgiu a partir do I Congresso Acadêmico em Gestão Sustentável do Meio Ambiente Norte-Rio-Grandense, traz o Código Mundial de Ética para o Turismo (OMT), que no artigo três trata o turismo como um fator do desenvolvimento sustentável. Além disso, apresenta os dez mandamentos do Ecoturismo, reflexões do Banco Mundial e artigos de atores sociais preocupados com a causa, como a pesquisadora Fátima Leal, o advogado Paulo Lobo Saraiva e o Jornalista Yuno Silva, que aborda o movimento SOS Ponta Negra.

Para uma das organizadoras da cartilha, a estudante de direito, Hannah Dantas o trabalho é também uma forma de conscientizar a sociedade para que ela entenda a importância e passe a denunciar problemas do Meio Ambiente, através do NAJA.

Khaleb Melo, também estudante de direito e engajado no projeto, diz que este é um ajuste de conduta da prestação de serviço dos órgãos pelo o que recomenda a Organização Mundial de Turismo. "Existe órgãos para fiscalizar cada setor desses, mas quem fiscaliza esses órgãos? Tem que ser a sociedade", assegura.

Melo afirma que a cidade está longe de ter cumprido as recomendações da OMT. "Uma cidade que tem oito esgotos jorrando no principal cartão postal-Ponta Negra não tem um turismo equilibrado", critica.

Mas para o estudante, este não é o momento de discutir o que foi feito, mas sim o que ainda pode ser feito. "É preciso reconhecer que a Prefeitura abraçou a idéia e que está preocupada, como mostrou quando embargou obras como os espigões de Ponta Negra", ressalta.

Serão sete mil exemplares distribuídos, sendo seis mil na rede hoteleira. "Mas esperamos que façam a distribuição junto a população, através da Secretaria de Turismo, por exemplo. Mas vamos começar pelo pólos para que eles comecem a se adequar", informa.

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